
Vale a pena ouvir o que ela disse – sem tropeçar nas palavras – aos que tentaram servir-se dela por ser «útil para a subvenção» e três meses depois afiaram as facas para deitá-la borda fora. Dando rédea solta ao racismo e à misoginia que os caracteriza mal se raspa o verniz da correcção política.

Joacine, vitima nos dias pares, vilã nos dias impares, conforme dá jeito.
Dá jeito a quem? Ao Rui Tavares?
Afinal enganou aqueles parvos todos…nem sequer é gaga!
O Rui Tavares foi enganado?
Já cansa…
Respeitosamente assino por baixo.
António Cabral
Cumprimentos, caro António Cabral.
Retirar a confiança política a quem se revelou uma vedeta arrogante e narcísica, e só faz o que lhe apetece sem ligar nenhuma ao partido, é a única coisa sensata a fazer. Mais, é a única hipótese de sobrevivência para o Livre. Quem assim se comporta (e hoje deu mais um show de histeria) não tem a mínima noção do que anda a fazer, seja homem ou mulher, branco ou negro. Só foi tolerada até agora exatamente por ser mulher, jovem e negra. Se fosse o Sá Fernandes a comportar-se assim como deputado do Livre, dir-se-ia que estava senil e tinha perdido o juízo.
Paulo Mota
Em três meses a senhora deputada revelou-se tudo isso? “Uma vedeta arrogante e narcísica”? Quando andavam a gravar-lhe vídeos de promoção eleitoral com o nome e a cara dela omnipresentes para sacar “a subvenção” (Katar Moreira ‘dixit) não notaram nada disso? Ao designá-la cabeça de lista por Lisboa não estimularam nenhuma dessas alegadas características que agora lhe atiram à cara quando a subvenção estatal já está garantida por quatro anos? Se fosse o doutor Sá Fernandes a encabeçar a lista teriam conseguido elegê-lo?
Caramba: se os “partidos novos” são assim, prefiro os velhos.
A campanha eleitoral é suposto ser um palco para a palhaçada política e para o show-off. Com certeza os dirigentes do Livre acharam que ela estava a representar para obter votos e depois mudaria de registo. Mas não. Ela continuou e até aumentou a palhaçada. É uma deslumbrada egocêntrica, que se julga a rainha do Livre. Erro de casting e os erros têm de ser corrigido.
Isto é tudo muito mau. A prova de que o Parlamento não serve para nada é agora elegerem pessoas por causa de modas e da cor da pele —pessoas sem qualidades nenhumas— e andarem a perder tempo com isto como se não houvesse coisas mais importantes para tratar. Aliás, a fulana a primeira coisa que faz é trazer uma bandeira lá do Congo ou do Uganda ou lá do raio que o parta: o que exprime muito bem a natureza e o tipo de sentimentos que estão logo ali à flor da pele. Não tem ideias nenhumas. Aliás, 90% daquela gente ali não tem ideias nenhumas de jeito nem faz cá falta nenhuma.
Apenas para subscrever, e enaltecer, as palavras, aqui, do caro V.