Queda e ascensão


cronicasnofeminino,

Conta a notícia que o ‘emprego português caiu 4,2% no segundo trimestre de 2012‘. Caiu e continua estatelado no chão como sabemos, a esta hora já foi trucidado pelo Coelho mais a sua querida austeridade. Na Grécia diz que também lhe aconteceu o mesmo. Caiu. E o desemprego não terá então aumentado?

6 comentários em “Queda e ascensão”

  1. O aumento do desemprego é inevitável quando ocorre um processo de ajustamento como este de Portugal. Isso já aconteceu na Finlância e na Argentina e também na Islândia mais recentemente.

    1. Todos os dias me olho no espelho e vejo a finlandesa que há em mim e em nós. E a alemã, parece que também somos parecidos com os alemães segundo o tal documento do (des)governo. E Miguel Relvas também já nos comparou à Suécia. Somos todos muito parecidos.
      A questão é a forma. ‘O emprego caiu’ é mais bonito e menos áspero do que o desemprego aumentou. Pode ser que o povo engula e se deixe enganar. Farta de eufemismos da treta.

    2. Sim, sim, pois, pois. Portugal está a ajustar muito bem. Até mais rapidamente do que se pensava.
      Tanto ajusta, tanto ajusta, que qualquer dia lhe acontece como ao burro do cigano…
      Estes iluminados esquecem-se que por trás dos números há pessoas a afundar-se.
      Quanto aos ricos, cada vez mais ricos…

      1. E eles querem saber das pessoas? Um governo que diminui o ordenado mínimo, já de si tão parco, é imoral e vil. Não presta para nada. Lembremo-nos que estes senhores foram os mesmos que viram os seus rendimentos aumentados em 5,4% em ajudas de custo. Não prestam. Nem como governo nem como pessoas.

  2. Se é surpresa para si então não entende nada
    pois uma parte dos empregos portugueses estava sustentada pela nova dívida contraída a cada ano.

    Isso acabou parcialmente porque há a troika que emprestou dinheiro em troca de cortes e subidas de impostos.
    Também pode acabar totalmente. Se não houver dinheiro da troika…

    Os portugueses ainda não perceberam que muitos deles têm de aprender a fazer outra coisa.

    Não me surpreenderia que o desemprego chegasse aos 20% atendendo às distorções profundas provocadas por viver da dívida.

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