Para ultrapassar as chatices das restrições salariais impostas pela austeridade que nos afecta, a Caixa Geral de Depósitos já resolveu o problema: vai promover o pessoal que trabalha lá dentro. Tudo legal, portanto.
Só precisamos agora que a famigerada Troika nos faça o mesmo. Portugal está de rastos? Muito bem, mas que tal promover os portugueses a alemães, por exemplo, até ver se a coisa passa?


«promover os portugueses a alemães»
Ou promover um alemão a pró consul de Berlim em Lisboa.
Com plenos poderes.
Não seria a primeira vez,que veio alguém da Prússia para ajudar à recuperação do reino.
Que nunca aprendeu a lição, convenhamos.
Apraz-me ver, com alguma estupefacção confesso, que em pouco tempo a euforia e o deslumbramento envoltos neste novo governo, que convém ter presente, sempre foi muito desejado e acarinhado neste blog, esfuma-se a passos largos. Qual rapidinha.
Apesar de nada me identificar com a social democracia, admito que também eu dei o benefício da dúvida a esta nova gente.
Como motard de alma e coração (seja lá isso o que for), até vi com bons olhos aquela fantástica viagem à tomada de posse daquele novo ministro, aquele que em tempos era o defensor dos mais necessitados e pobrezinhos, como um sinal de que poderia estar aqui alguma mudança de mentalidades, de valores.
Também eu escutei as promessas e pensei, “não, não pode chegar lá e fazer tudo ao contrário.
Há aqui muita convicção, há aqui muita frontalidade, dito e redito vezes sem conta, jurou-o até a uma menina inocente e indefesa. Estes vão mudar isto”.
Afinal não me enganei.
Mudaram.
Por tudo o que V. diz e em defesa da minha moto de colecção (http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/1 460195.html), quero assinalar o seguinte: não sou adepto de desilusões ao fim de poucos meses de acção governamental minada pelas armadilhas que sabemos; nada pior do que ter a veleidade de pensar que isto há-de mudar sem mudar nada; finalmente, a CGD a que me refiro com ironia (sejamos sérios) tem de levar em conta a concorrência da banca em que está inserida.
Espero tê-lo tranquilizado um pouco, para atenuar esse seu azedume. Azedume já temos que chegue e sobre. Concorda?
João, não são os primeiros. Em 2010 as chefias da Segurança Social fizeram o mesmo para escapar aos cortes nos salários. Resta saber quem está a pagar tudo isto. Outra coisa que não entendo é esta história de haver promoções. No Ensino já nem sei desde quando é que estamos congelados.
Isto não é um país: é um circo.