“Only three percent of everything published in the U.S. each year is translated from another language—and the majority of that is computer manuals and other technical material. Why don’t Americans read beyond their borders?“- Pacific Standard Magazine
Que pensaria disto o Tocqueville?
Sérgio de Almeida Correia,

Manuais de computador e outras chinesices traduzidos do chinês? Deve ser isso.
É muito simples, caro Sérgio, para quem como eu já tenha vivido nos EUA: os americanos estão-se literalmente borrifando para tudo o que é estrangeiro. Para eles, o mundo é the Nation, ou seja, os EUA; tudo o resto é absolutamente irrelevante. Eles estão-se nas tintas para os hábitos, costumes, culturas, línguas, tradições, etc etc etc de tudo o que não caiba na Nation. Se você quiser terminar uma conversa com um americano, é começar a falar-lhe daquilo que se faz num qualquer país do mundo que não os EUA – ele imediatamente desligará da conversa.
Da minha parca experiência, como grande país que são são auto-centrados. Não é que não existam americanos com interesses noutras culturas, são é poucos.
No clã Terra a América é um jovem, um jovem arruaceiro, um “bullie” que consome “fast-food” fritos, açúcar, cerveja e coca cola, do que ingere, o mais próximo do natural é o churrasco. O culto do fabricado que por aquelas terras se vive, e não só, é o das casas de palha/papel/madeira, dos carros grandes mal construídos a consumir 50L/100, de gasolina roubada e das armas usadas para a roubar, o do “fuck”, o dos actores de cinema, o do jogo e dos casinos, sendo o de Wall Street um dos maiores do mundo. Tudo isto que são, é programado e instalado num pequeno cérebro que possuem dentro da cabeça, o nome do programa é “american dream”, (é também um eficaz comprimido para as dores de cabeça que se encontra à venda na terra da Liberdade)