Que pensar?


Sérgio de Almeida Correia,

Quando um profissional insulta outros colegas de profissão, durante o exercício das respectivas actividades, apelidando-os recorrentemente de “filhos da p….”, que caminho deverá seguir a entidade patronal ou o órgão de disciplina dessa classe profissional? Se esse profissional for o capitão do FC Porto e jogador da selecção nacional de futebol que vai ao Mundial da África do Sul, que imagem poderá ele transmitir aos colegas? Que exemplo poderá dar aos jovens que o seguem e às claques que o adulam? 

16 comentários em “Que pensar?”

  1. “que caminho deverá seguir a entidade patronal ou o órgão de disciplina dessa classe profissional?”

    Nenhum.

    Há que ver que se trata de profissionais ao serviço de empresas diferentes, e concorrentes.

    Não é totalmente desadequado que trabalhadores de empresas diferentes se insultem uns aos outros. As suas empresas estão, de facto, em concorrência umas com as outras.

    Quanto aos sindicatos, não é sua função defender os trabalhadores uns contra os outros.

    1. O que mais me deslumbra em si, caro Lavoura, é o à-vontade com que repetidamente debita disparates sobre disparates.
      É mesmo assim de nascença ou treina todos os dias?

  2. O órgão de disciplina deve suspender o trabalhador. E quando na TV se percebe perfeitamente o que foi dito, então não tenho duvidas nenhumas. Temos também empresas a deseducar ? Selecção? Fora! Não são pagos para ofender seja quem for! Imaginem um árbitro no Mundial, rígido e que aos 2 minutos expulsa o prevaricador ……temos uma selecção a jogar com 10? Servirá de desculpa para a derrota!

  3. Depende. Se for o Charrua, que é professor e, portanto, lá deve ter razões superiormente pensadas para usar esse palavreado, reprendê-lo por falar assim é cercear a sua liberdade de expressão. Se for um jogador de futebol, só porque é filmado e toda a gente percebe, deve ser castigado nomeadamente porque dá maus exemplos. Donde, depende de quem diz e do número de pessoas que ouve. Será?

  4. Adoro ver estes comentadores benfiquistas, armados em virgens puras e inocentes.
    Se por insultar outro colega de profissão, um futebolista tivesse de ficar de fora da selecção, então ninguém podia ser convocado…
    Nunca deve ter jogado futebol de certeza

    1. Sou portista e acho que V. tem toda a razão. Nada como toda a gente insultar os colegas de profissão, que é a coisa mais normal do mundo. Nem sei como é que alguém consegue viver sem isso. Aliás, nem sei como é que ainda não acabaram com as profissões em que os colegas não se insultam todos uns aos outros. Cambada de anormais, os que não trocam insultos. E mais anormais ainda os que toleram aqueles que não trocam insultos.

      Antes de terminar, deixe-me que lhe diga uma coisa: V. é um completo anormal. Não estranhe que lhe diga isto. Entre colegas da blogosfera, é só para o insultar com toda a normalidade.

    2. Já reparou Senhor Hugo, que você é que está assumindo o papel de pureza? Já parece o pai do rapaz que diz quem joga futebol não veste saia (uma coisa do género), permita-me achar isto um disparate, se é para ver meninos malcriados aos palavrões e chapadas uns com os outros, o melhor mesmo é ir ver outras modalidades que melhor se prestam a isto.

  5. Sou do F.C.Porto e detesto destilar ódio, como muitas vezes se faz. Mas às vezes dá Vontade.
    Mas vou me abster desses comportamentos.
    Agora vamos a esse jogo. No futebol insulta-se como é óbvio, aqui e em qualquer lugar do mundo. Acho que qualquer pessoa entende que é assim.Pelo menos se já jogou futebol.
    A violência pune-se com cartões vermelhos e suspensões. Não com petições de meia tigela(peço desculpa ao visado mas é a minha modesta opinião), com uma dualidade inacreditável, além de que só a selecção ficaria a perder(já agora lance uma contra o Pepe, que pontapeou 2 ou 3 vezes em pleno relvado um adversário). Já começa a ficar dificil arranjar defesas centrais??
    Finalmente, e não servindo de desculpa: o clube contra quem o F.C.Porto jogou foi o mesmo que no último confronto, pelos vistos, organizou maneira de os jogadores do Porto serem provocados(muito ou pouco)… Mesmo que tal não tenha acontecido, o posterior castigo, de uma inqualificável duração, vem manchar o campeonato. Um jogador suspenso prventivamente é coisa nunca antes vista. e 23 jogos de suspensão é outra.
    É normal que quem joga e batalha por um clube se sinta injustiçado.
    Por isso, pensem duas vezes antes de falar e escrever somente porque dá jeito actualmente pisar mais um bocadinho. Por outro lado quanto mais o fizerem, mais fortes sairemos, como é hábito.
    Um bem haja.

    P.S. Ah o Benfica defendeu os SEUS interesses ao não reagir. Fez muito bem.

    1. Caro Pedro, como fez referência à petição, não posso deixar de lhe esclarecer a iniciativa.
      Tem razão quando escreve que a violência pune-se com cartões. Diga isso ao Sr. Jorge Sousa, ex-Super Dragão e que permitiu tudo a Bruno Alves no domingo. Diga isso à Liga de Clubes, que insiste em fazer vista grossa às agressões – repetidas e em vários jogos – do jogador em causa (está provado que sumaríssimos são apenas para jogadores do Benfica e mais ninguém). Diga isso à direcção e à equipa técnica do seu Porto, que nada faz e tudo permite ao seu capitão. Se do árbitro nada esperamos senão isto e do clube a mesma coisa, já da Liga temos de exigir punições. Mas esta é a Liga que, supostamente (segundo os portistas e o comentador da RTPN Rui Moreira), está a favorecer o Benfica. Nota-se…
      As injúrias são usuais, sem dúvida. Mas as provocações constantes não podem ser consideradas “normais”, sobretudo quando visam sempre o mesmo adversário e demonstram um carácter violento e arruaceiro. Agressividade é uma coisa, violência e terrorismo é outra. Uma coisa é disputar os lances com agressividade, outra é agredir os adversários, com murros, coices e cotoveladas, sem a bola estar por perto (não colhe, pois, o argumento que é para disputar a bola). É isto que Bruno Alves faz, em vários jogos, contra vários adversários. É a sua maneira de ser. Tem razão quanto a Pepe. Foi o próprio clube que o puniu internamente e a Liga também. E a nossa, o que faz? Até agora, nada.
      Recordo ainda a atitude de Bruno Alves na saída para o intervalo. Nem o próprio médico do Porto o conseguiu conter. Espumava de raiva. Um xanax teria feito bem, não acha? Quanto a Hulk, recordo (talvez não saiba) que foi o próprio Porto que apresentou a proposta de criar a suspensão preventiva (o Benfica absteve-se, por discordar dos termos). Virou-se, portanto, o feitiço contra o feiticeiro. E há de me dizer como é que prova que foi o Benfica a “organizar maneira de os jogadores do Porto serem provocados”. Aquando dos incidentes no túnel de Braga, o Benfica nucna disse que a agressão do segurança da empresa 2045 ao jogador Ramires tinha sido organizada pelo Braga (ou pelo Porto)…
      Concluo com uma pergunta: acha que um jogador deve ser desculpado ou perdoado se fizer falta à equipe (ou à Selecção)? Uma agressão deve ser punida, mas se o jogador fizer falta já não se pune? É, que pelas suas palavras, entendi que sim. É que, por mim, jogadores como Bruno Alves, Fernando Couto, Jorge Costa, Paulinho Santos ou Mozer não deveriam ter desculpa possível para o seu comportamento violento reiterado e persistente. Se quanto a Pepe, tenho dúvidas (se foi caso único ou se provém de uma mentalidade violenta), quanto a estes não restam dúvidas. Basta ir ao Youtube e encontramos dezenas e dezenas de agressões.
      É por isto que concordo com a petição, pois comportamentos violentos devem ser banidos. Ou acha que não?
      Cumprimentos.

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