Que não lhes falte o detergente


Sérgio de Almeida Correia,

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Num dia lê-se isto, noutro dia mais qualquer coisa sobre o mesmo assunto. Para compor o ramalhete, antes que se acabe o detergente, vêm mais umas histórias de tarar. Mas era preciso descer tão baixo? 

Há gente com muito menos educação, que não sabe para escrever livros, não tendo a petulância dos pavões nem a obrigação de preservar as instituições da república, que na hora do divórcio faz o mesmo com muito mais nível. Mais uma tristeza para os portugueses somarem a dez anos de vexame. 

0 comentários em “Que não lhes falte o detergente”

  1. Não vou comentar seu post. Mas vou comentar sobre a nossa realidade.

    O problema na dita democracia portuguesa, e em outras, deve-se ao défice que nela sempre existiu. O défice de detergente.
    A população portuguesa, em Portugal e pelo mundo fora, ou desperta e cuida do que lhe pertence ou acabará sempre nas mãos de interesses sujos.

    É necessário que as pessoas entendam que os órgãos de soberania estão abaixo do povo e nunca acima deste. Que os que trabalham nas mais diversas instituições e as lideram estão abaixo do povo e nunca acima deste, que essa liderança é delegada por quem os contrata para o efeito.
    É necessários que os servidores e funcionários públicos compreendam que são isso mesmo: servidores e funcionários. Que estão abaixo do povo e nunca acima deste.
    É necessário que os elementos das corporações dos mais diversos interesses instalados compreendam que, logo que estejam empossados como servidores, deixam de ser povo e passam a ser servidores e funcionários do povo.

    É necessário que a cultura empresarial privada instalada comece a distinguir sobre o que pode e o que convém fazer. Que compreenda que não são uma ilha de poder arbitrário.
    É necessário que órgãos da presidência e seus funcionários, que órgãos do parlamento e seus funcionários, que órgãos do governo e seus funcionários, assim como todas as demais instituições, entendam que a respeitabilidade conferida é-lhes delegada por aqueles de quem são subalternos.

    Por último, o povo tem de ter noção de respeitabilidade. Tem de ser ele mesmo o autor de sua própria mudança para não parir constantemente semelhantes que aplicam as mesmas regras de conduta que se percebem no comum.

  2. Vexame é ter tido, nesses dez anos, o partido da xuxalada (e a ampla xuxa prensa da capital mais funcionariados & banqueiros amigos) bovinamente balindo perante as malfeitorias e mitomanias do sacripantas “Socas” – sete (7) anos a papar as maltas e natas canhotas chics, que hoje quando os topamos sentados, percebemos que o ‘sedere’ se tem de acomodar em amplo e almofadado estofo. E ver ainda muita dessa tralha de volta, pimpante (ou sera petulante como Pavão…) na charanga do Xuxa Costa, o “lui-même”, que nesse tempo das farras que pariram a bancarrota, andou a comprar uns helicopteros acolitado pelo bacamarte Rocha Andrade (o dos futebois á conta da GALP) com mediação do amigo Lacerda, tudo gente de “bem”, já se vê. Alias, o amigo Lacerda, antes de andar a levar pela mão e a pastorear aquela amostra de ministro que aparecia nas conferências de imprensa falar do negócio TAP, já tinha ‘mediado’ a aquisição da VEM no Brasil com as virtualidades fantásticas que se conhecem.
    Ao pé desta perene tralha de lambões e incompetentes, não admira que Cavaco (mesmo retirado para a Travessa do Possolo ou para a Algarvia Coelha) continue a ser um exemplo admirável e singular de “civil servant”, logo inspirando muita dor de chavelho frontal de testa ou urticarial para além do ‘fondo-schiena’, cuja simbiose pavlovianamente induz o dedilhar de teclado para produção da prosa bem mal-criada como a acima derramada. Uma maneira de reagir a estas alarvidades poderia ser invocar aquele expoente xuxó-socretino, famoso por apreciar robalos á caixa e figura de proa de um aparentemente, nesses tempos de farronca e pelintrice, reputado “Grupo de Vinhais” nas palavras “Na minha terra, diz-se que a pimenta no rabinho dos outros é refresco.”Mas a melhor maneira é lembrar aquela analogia de, ao calibrar decências, não se confundir as costas do Burro com o Burro do Costa, pois ainda se acaba a pagar engalanares da Avenida Paulista para comemorar Camões.
    Boa Noite e boa Sorte.

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