Que livros mais gostaram de ler?


Pedro Correia,

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Um ano está quase a chegar ao fim.

É o momento de vos perguntar que livros gostaram mais de ler em 2019. De qualquer género – ficção, ensaio, poesia, memórias, biografia.

Depois de saber que títulos elegeram, também eu vos darei nota das minhas melhores leituras entre Janeiro e Dezembro.

91 comentários em “Que livros mais gostaram de ler?”

  1. O Pedro anota em que datas lê um livro? Eu não. Não faço ideia se li um determinado livro em fevereiro de 2019 ou em outubro de 2018.

      1. E depois também arruma os livos na estante pela ordem pela qual os leu?
        É que, se não fizer isso, terá na estante, misturados, livros lidos em diversos anos.

          1. Mas se arruma os livros por géneros literários (o que faz todo o sentido), como é que depois consegue lembrar-se de quais os livros que leu no ano transato? Pois se eles estão nas prateleiras misturados com os livros lidos em todos os anos anteriores…

          2. Tenho um ficheiro no computador em que vou registando as leituras.

            OK. Assim, está tudo explicado.

      2. O Pedro é um homem muito arrumadinho e sistemático. A imensa maior parte das pessoas não é assim.
        E nunca lê livros pedidos emprestados de bibliotecas? A minha mulher, por exemplo, farta-se de ler, mas não compra livro nenhum – são todos da biblioteca do bairro.

        1. É por uma questão prática. Como tenho cerca de três mil livros, preciso de arrumá-los com método.
          Aliás há uns anos, quando decidi organizar a minha biblioteca doméstica, escrevi aqui uma série de textos dando nota desta empreitada.

          Só utilizei bibliotecas públicas quando era estudante – sobretudo no liceu. Mas em 2020 tenciono recorrer com alguma regularidade à simpática Biblioteca do Palácio Galveias, em busca de livros para completar as minhas leituras de autores portugueses do século XX.

          1. em 2020 tenciono recorrer à simpática Biblioteca do Palácio Galveias, em busca de livros para completar as minhas leituras de autores portugueses do século XX

            Faz bem. Esse género de livros (clássicos) encontra-se em qualquer biblioteca pública e, portanto, não vale a pena comprá-los.

  2. Sem querer mostrar serviço, os melhores do ano:
    Oryx and Crake; the Year of the flood; MaddAdam (Margaret Atwood).
    Cloud Atlas (David Mitchell);
    Os brilhantes do brasileiro (C.C. Branco).
    Moça deitada na grama (Crónicas de Carlos Drummond de Andrade)

    DVO

  3. Banda Desenhada: La Passion de Dodin-Bouffant, de Mathieu Burniat. (E releitura, porque adorei, me revi menino: Tanguy et Laverdure, Baroud Sur le Désert, de Charlier).
    Ficção: Le Chagrin des Belges, de Hugo Claus. Portuguesa: Ernestina, de Rentes de Carvalho.
    Ensaio: The Hedgehog and the Fox, de Isaiah Berlin.

    1. Tanguy et Laverdure, grande BD

      Tenho lido muito pouco de BD, mas o meu filho emprestou-me o “Os Vampiros” de Filipe Melo e Juan Canvia. Gostei bastante do tipo de ilustração, não sei porquê lembrou-me Corto Maltese

      1. Não lia há décadas. Um dia comecei a falar da Marjorie com um amigo recente. E ele ofereceu-me o 6º volume da integral que foi publicada há poucos anos (depois ofereceu-me também o 8º volume). Foi uma delícia

  4. Crónicas dos Dias do Lixo, de José Pacheco Pereira.

    Os Privilegiados
    Como os políticos e ex-políticos gerem interesses, movem influências e beneficiam de direitos adquiridos,
    de Gustavo Sampaio.

    Livro Rosé de Sua Santidade o Camarada Presidente Vieira,
    de Manuel João Vieira.

    1. Livro Rosé de Sua Santidade o Camarada Presidente Vieira

      Isso recorda-me de um livro de (semi-)ficção que li, salvo erro este ano: Sua Excelência, de Corpo Presente, de Pepetela. Recomendo.

  5. Livros que gostei mais de ler em 2019

    A Ponte para a Eternidade, de Richard Bach
    Escritos sobre os Índios, do Padre António Vieira
    O teu olhar ilumina o Mundo, de Susana Tamaro
    Trilogia suja de Havana, de Pedro Juan Gutierrez
    Povo da Terra, de Michael e Kathleen Gear
    Código da Inteligência, de Augusto Cury
    A Amante do Governador, Jose Rodrigues dos Santos
    O Tatuador de Auschwitz, de Heather Morris
    O ultimo cabalista de Lisboa, de R Zimler
    O veleiro de cristal, de José Mauro de Vasconcellos
    Se mais Mundo houvera -a volta ao mundo em 691 jogos do Benfica, de Afonso de Melo

    Assim de repente….

      1. Não percebi o alcance …. refere-se ao livro sobre o Benfica?

        Foi um dos livros que mais gostei de ler este ano, excelentemente escrito, juntamente com os outros que referi.

        Não sei se parece uma seita, se é a isso que se refere, penso que é um comentário desadequado e faccioso, face ao assunto do post.

        Se é sobre o “Escritos sobre os Indios”, na verdade a Companhia de Jesus era vista em certos meios eclesiásticos quase como uma seita.

        Ou então o Tatuador e o Ultimo Cabalista, podem referir-se a uma “seita”, que é um epíteto muito usado para caracterizar os Cabalistas ou o Judaismo.

        Se há coisa de que me orgulho é da minha visão ecuménica, por isso declino essa definição de proselitista.

          1. Porque não tenho qualquer interesse em Bruno de Carvalho, nem pela sociopatia na generalidade.

            Mas se quer saber, do mesmo autor, que também é benfiquista, recomendo-lhe um bom livro ” Sonata para 5 Violinos”, que li há uns 10 anos. Além de muito bem escrito, e apesar de eu ser benfiquista, ajuda a conhecer uma das melhores linhas avançadas de sempre. Eu devo ser dos maiores admiradores de Jesus Correia, de quem a maioria dos sportinguistas que conheço nem sabe a história.

            Ou então, 100 anos: Benfica-Sporting, Sporting-Benfica, também de Afonso de Melo, um livro cheio de histórias e pormenores desde o excêntrico ao curioso, nos jogos entre os eternos rivais.

            Pensava que o post era sobre os livros que os leitores mais tinham apreciado neste ano, mas afinal parece que havia requisitos prévios para o que se pode mencionar.

          2. Conheci-o em 2006, quando acompanhei como jornalista a campanha presidencial de Manuel Alegre. Onde os benfiquistas tinham presença dominante.

          3. E um grande escritor. Adoro a sua forma de nos prender a uma narrativa.

            Quando leio algo dele, lembro-me sempre do filme Magnólia, tal é a inteligência da narrativa, e um “je ne sais quoi” de excentricidade.

          4. Só um ignorante do desporto não pode ter admiração por um dos melhores desportistas de sempre – era excelente em atletismo, natação, saltos para a água.

            No futebol, que abandonou antes dos 30 anos!, porque o Sporting pediu-lhe para optar entre o futebol e o hóquei, tem quase metade dos títulos de Campeão Nacional conquistados até hoje pelo Sporting.
            Fez parte da selecção nacional que bateu a Espanha pela primeira vez.

            No seu grande amor, o hóquei em patins, foi 8 vezes campeão pelo Paço de Arcos, e iniciou a Era dourada do hóquei português, ganhando o 1º titulo mundial por Portugal, coleccionando entre mundiais e europeus mais de metade dos títulos conquistados por Portugal.
            Como seleccionador, ainda se sagrou também campeão mundial (total de 8 Mundiais e 6 europeus, entre jogador e treinador).

            Eu assisti à inauguração do novo Alvalade, e lá estava ele, justamente convidado, como ultimo dos 5 violinos vivos, a dar o pontapé de saída.

            Um gentleman, e uma Lenda do desporto português.

  6. De qualquer género – ficção, ensaio, poesia, memórias, biografia.

    Os livros que gosto mais de ler são geralmente de divulgação científica.

    Acho que foi em 2019 que li The third chimpanzee de Jared Diamond e A economia dos pobres de Duflo e Banerjee. Recomendo vivamente ambos.

      1. O Colapso li há já bastantes anos. Foi até o primeiro livro desse autor que li.
        Cosmologia não é ciência que me seduza.

    1. Gosto muito da poesia de Manuel António Pina, como gostava das suas crónicas.

      Mas a minha pergunta é especificamente sobre livros, Isabel. Não sobre o que se vai lendo na internet.

  7. Aqui vai:
    – Enquanto elas dormem, Javier Marías
    – Cuando la sociedad es el tirano (em Castelhano), Javier Marías
    – O Estado a que Isto Chegou, Alberto Gonçalves
    – Emigrantes, Ferreira de Castro
    – A Um Deus Desconhecido, John Steinbeck
    – As três vidas, João Tordo
    – Coração tão branco, Javier Marías – O MELHOR!!!!
    – Todo-o-Mundo, Phillip Roth
    – A demanda de D. Fuas Bragatela, Paulo Moreiras
    – Vale Abraão, Agustina Bessa-Luís
    – Eliete, Dulce Maria Cardoso
    – Amanhã na batalha pensa em mim, Javier Marías

      1. Obrigado Pedro Correia
        E aqui seguem as leituras para 2020:
        Livro de Reveillon 2019-2020: Os Enamoramentos, Javeir Marías

        Para 2020:
        – Pessoas Normais Rooney, Sally 
        – Galveias Peixoto, José Luís 
        – Saber Perder Trueba, David
        – O Profundo Silêncio das Manhãs de Domingo Marmelo, Manuel Jorge
        – Jogos de Raiva Carvalho, Rodrigo Guedes de
        – La Coca Carvalho, J. Rentes de
        – O teu rosto amanhã, #1 Febre e Lança Marías, Javier
        – Crónicas do Mal de Amor, Elena Ferrante
        – Fugas, Alice Munro
        – Tu sabes o que queres, Kristen Roupenian

    1. Só este ano li “O Retorno” de Dulce Cardoso. E gostei muito. Irei procurar esse Eliete (não conhecia, obrigado pela referência).

          1. Sim, há 20 livros de autores portugueses do século XXI que quero ler em 2020.
            O equivalente a um por ano. Inclui o Bruno Vieira Amaral, o Joel Neto e a Ana Margarida de Carvalho, por exemplo.

  8. Há limite de caracteres? 🙂
    Não por ordem cronológica, apenas porque sim…
    “Retalhos da Vida de Um Médico”, Fernando Namora, da Caminho;
    “Os escritores também têm coisas a dizer”, Carlos Vaz Marques, da Tinta da China;
    “Vagabundos Cruzando a Noite”, Jack London, da Antígona;
    “The Pleasures of the Damned”, Charles Bukowski;
    “Hoje é Tudo Falso”, António Souto, da On Y Va

  9. Li e sugiro:

    A Origem das Espécies. Darwin.Pub Europa-América
    A Ordem do Tempo. C. Rovelli . Objectiva.
    A Espiral da Vida . Nick Lane. Gradiva
    Life 3.0.Being. Human in The Age of Artificial Intelligence. Max Tegmark. Penguin
    O Livro dos Seres Imaginários. Jorge Luís Borges. Quetzal

    Aproveitarei as V,s Sugestões para escolher leituras para próximo ano.
    Teodolito da Septuagésima

  10. Livros:
    The Sparrow, de Mary Doria Russell
    Children of Time, de Adrian Tchaikovsky
    Exhalation, de Ted Chiang
    Realms, de Tony DiTerlizzi
    The Left Hand of Darkness e The Tombs of Atuan, de Ursula K. Le Guin (releituras)

    Banda Desenhada:
    Nausicaa of the Valley of the Wind, de Hayao Miyazaki

    Não foi o meu melhor ano de leituras, e foi mais um ano sem ler autores portugueses. A ver se para o ano mudo isto.

      1. Os últimos anos têm sido quase exclusivamente anglófilos (bom, o Miyazaki é japonês, mas o livro que tenho – uma edição de capa dura lindíssima que me custou os olhos da cara – esta em inglês… O meu japonês está muito enferrujado, digamos assim). E digo quase porque a banda desenhada tem salvo a coisa – tem saído por cá óptima banda desenhada.

        Mas a biblioteca lá de casa tem ganho alguns títulos portugueses. A ver se é para o ano que pego no Sena (salvo seja) e que regresso ao Vergílio Ferreira e ao Mário de Carvalho.

        1. Olha que vale a pena, João. Entre as minhas leituras de 2019 incluíram-se 35 livros de autores portugueses do século XX. Dois terços destes livros são muito bons – e entre eles há mesmo várias obras-primas.
          Maus, só três ou quatro. Tenciono falar de todos eles aqui.

  11. Livros que não li em 2019:
    A bíblia, os maias, a queda de um anjo, viriato, os bichos, cosmos, um pouco mais de azul, os capitães d’areia, e alguns outros mas poucos mais.
    Livro(s) que vou lendo e relendo na cabeceira da cama:
    Desassossego, assim falava Zaratustra.
    De quando em vez releio uns poemas do david mourão-ferreira, julgo que o livro tem o título “entre o crepúsculo e a sombra”, e gosto de pensar, por ignorância, este artista é dos meus e é dos bons.

    1. Também tem piada, fazer a lista dos livros que não lemos.
      Dá para elaborar listas enormes. Os cem mais, os mil que ficaram por abrir, os dez mil que jamais leremos.

      Entre os livros que não li, destaco este ano dois mega-repetentes: ‘Guerra e Paz’ e ‘Em Busca do Tempo Perdido’.

  12. Pedro,

    entre todos os que li, que não foram muitos, realço “Mau tempo no Canal” do ilhéu Vitorino Nemásio. (Este ano só li literatura portuguesa(Agustina, Nemásio, Aquilino, Namora, Torga…!!!)
    Forte abraço.

    1. Também dediquei grande parte de 2019 a ler ou reler autores portugueses, meu caro. Para colmatar lacunas diversas.
      Todo um programa.
      Eça, Agustina, Saramago, Aquilino, Lobo Antunes, Cardoso Pires, Vergílio Ferreira, Torga, Namora, Redol, Raul Brandão, Almada Negreiros, Sena, Sophia, Miguéis, Urbano, Mário de Sá-Carneiro, Joaquim Paço d’ Arcos, Tomaz de Figueiredo, Manuel da Fonseca, Nuno Bragança, Alçada Baptista, Helena Marques, Fernando Assis Pacheco, Rui Zink, Lídia Jorge.
      Valeu a pena, sem sombra de dúvida.
      Para o ano concluirei este meu plano.
      E já tenho em vista iniciar outro, só com ficcionistas portugueses do século XXI.

  13. Este foi um ano atípico para mim, quase não li romances, privilegiando contos, biografias, ensaios, memórias e poesia.
    Pela mesma razão ainda tenho tudo desorganizado;
    ainda assim, aqui ficam alguns títulos:

    – Princípio de Karenina, Afonso Cruz
    – O Primeiro Homem, Jacques Ferrandez (BD)
    – Devoção, Patti Smith
    – Instante, Wisława Szymborska
    – Sophia, Isabel Nery
    – A Invenção Ocasional, Elena Ferrante
    – Vento, Areia e Amoras Bravas, Agustina
    – Bem-vinda a Casa, Lucia Berlin
    – Conduz o teu Arado sobre os Ossos dos Mortos, Olga Tokarcsuk
    – Diários de Virginia Woolf

    – Ingmar Bergman, Cristina Carvalho
    – Harmonia, Antonio Colinas

    Ainda ando a ler estes dois últimos, mas vou acabá-los em 2019 e ambos merecem ficar aqui.

    🎄
    Maria

    1. Muito interessante, essa lista.
      Olga, a Nobel de 2019, foi para mim uma excelente surpresa – precisamente com a obra que menciona.
      Este ano li quatro de Agustina. Por esta ordem: ‘As Pessoas Felizes, ‘Fanny Owen’, ‘Os Meninos de Ouro’ e ‘A Sibila’.
      É uma escritora que de algum modo exige de nós uma visita prolongada, nunca uma visita de médico.

      1. Foi a lista possível, Pedro. Doença de familiar muito próximo obrigou-me a mudar a minha vida em tudo, até nas leituras.
        Como detesto estar constantemente a interromper grandes obras, fui debicando pequenos livros, relendo quase toda a Sophia enquanto lia a biografia dela, lendo muitos livros de crónicas (esqueci de mencionar o do Gabo); foi, como disse, um ano atípico.
        A Olga Tokarczuk já foi lida como eu gosto: de um fôlego, embora depois tenha relido algumas partes.
        E foi uma boa surpresa, estou a ponderar comprar o Viagens que, segundo consta, ainda é melhor que o do arado.
        Já li muitos da Agustina, mas ainda me falta ler outros tantos (pudera, ela fartou-se de escrever…)

        Boas leituras, Pedro.

        Maria

  14. Coisas boas lidas este ano:

    – Demasiados retrocesos: España 1898-2018, de Santos Juliá
    – El triunfo de la democracia en España, de Paul Preston
    – Dioses Útiles: naciones y nacionalismos, de José Álvarez Junco
    – Después del 68: La deriva terrorista en Occidente, coord. por Juan Avilés, José Manuel Azcona e Matteo Re
    – El golpe posmoderno: 15 lecciones para el futuro de la democracia, de Daniel Gascon
    – La verdad de la tribu. La corrección política y sus enemigos, de Ricardo Dudda
    – Pardines. Cuando ETA empezó a matar, coord. por Gaizka Fernández Soldevilla e Florencio Domínguez

    (mal se nota que foi um ano monotemático, certo?)

  15. Lidos (ou relidos) em 2019 e como tal assinalados: data e local de compra e de final de leitura (este último também registado na minha agenda; dessas em papel, que se guardam e se percorrem com mero rigor burocrático, nostalgia ou espanto – até tristeza – tantos anos depois); livros meus (nada a fazer, gosto de os ter, de os anotar, de a eles voltar a qualquer momento; de neles pegando recordar locais, momentos, o tempo em que os li e o fiz naqueles concretos exemplares), que me perdoem então as bibliotecas públicas, e certo comentador, cheias de mérito (as bibliotecas) – e certamente de livros em acordês – este meu reaccionaríssimo apego à propriedade privada e às memórias de uma vida:

    – A Tertúlia Ocidental, António José Saraiva
    – Os Pobres, M. Filomena Mónica
    – Princípio de Karenina, Afonso Cruz
    – Meridiano 28, Joel Neto
    – Amok, Stefan Zweig
    – Depoimento, Marcello Caetano
    – Summer Before the Dark, Volker Weidermann
    – The End, Germany 1944-45, Ian Kershaw
    – Fanny Owen, Agustina Bessa-Luís
    – José Manuel de Melo, a Cultura da União, Miguel Figueira de Faria
    – Cebola Crua com Sal e Broa, M. Sousa Tavares
    – As Pessoas Felizes, Agustina Bessa-Luís
    – Tóquio, Diário, 1946, A. Franco Nogueira
    – A Ronda da Noite, Agustina Bessa-Luís
    – To Kill a Mockingbird, Harper Lee
    – Acordo Ortográfico, Um Beco com Saída, Nuno Pacheco
    – A vida no Campo, Joel Neto
    – O Crepúsculo em Moledo, António Sousa-Homem
    – A Lã e a Neve, Ferreira de Castro
    – A Correspondência de Fradique Mendes, Eça de Queiroz

    Há, claro, leituras ou releituras que não foram integrais. Um trecho que se relê, um livro que pelo tema ou pela forma se vocaciona para a leitura parcelar ou a consulta, mais do que para a leitura integral. Biografias, colectâneas de correspondência, um conto, uma crónica, um trecho de memórias (Eça, Raul Brandão, Marcello Duarte Mathias).

    Tiraria dois ou três, não mais, desta lista, se tivesse que referir, correspondendo ao critério que enunciou, apenas os que gostei mais de ler. Não posso afirmar que não gostei de qualquer um deles. E mesmo não gostando, procuro levar ao fim uma leitura que tenha iniciado.

    Costa

    1. Felicito-o pela lista tão completa e sugestiva.

      Anoto só algumas coincidências:
      – Tenho ‘A Lã e a Neve’ aqui à mão já há uns meses: é releitura garantida a curto prazo, no âmbito do meu plano de visitar ou revisitar escritores portugueses do século XX;
      – Também é só estender o braço e toco na recente antologia diarística de Marcello Duarte Mathias, com o feliz título ‘No Devagar Depressa dos Tempos’. Mais de 500 páginas a chamarem por mim;
      – ‘As Pessoas Felizes’ e ‘Fanny Owen’ foram dois dos quatro livros de Agustina que li em 2019 (os outros foram ‘Os Meninos de Ouro’ e ‘A Sibila’).

  16. Este foi o ano de

    Correspondência Sophia de Mello Breyner e Jorge de Sena (devia ser leitura obrigatória no 12.º ano);

    O Cristo Cigano, Sophia de Mello Breyner

    The madness of crowds, Douglas Murray

    The coddling of the american mind: how good intentions and bad ideas are setting up a generation to failure, Jonathan Haidt&Greg Lukianoff

    Leon, l’africain, Amin Maalouf;

    Middle England, Jonathan Coe;

    Prisioners of Geography, Tim Marshall

    Woke, Titania McGrath

    Auto da Alma, Gil Vicente

    Peter and Alice, John Logan

    O livro da vida, Santa Teresa de Ávila (ficou a meio e será repescado brevemente)

    Para 2020: mais ficção, mais poesia (que leio em modo avulso) e mais autores lusófonos.

    1. Concordo em absoluto com uma sugestão que faz logo a abrir: o livro da Guerra & Paz que reúne a correspondência trocada entre Sophia e Sena devia ser leitura obrigatória no 12.º ano.

      Escrevi há uns anos, no DELITO, sobre essa obra:
      https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/4003316.html
      https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/4002988.html

      Receio, no entanto, que muitos dos potenciais leitores se sintam mais estimulados a ler mensagens nos respectivos telemóveis.

  17. Javier Marías – Enquanto Elas dormem
    Joël Dicker – O Desaparecimento de Stephanie Mailer
    Jen Campbell- Branco Puro

    Mais 4 por acabar. Foi um ano muito trabalhoso, muito desmotivante e pouco produtivo.

  18. Gostei muito de ler “O Retorno” e “Eliete”, ambos de Dulce Maria Cardoso. O primeiro marcou-me imenso, vi ali retratada uma realidade sobre a qual cresci a ouvir relatos.
    Também gostei muito do “Princípio de Karenina” de Afonso Cruz.

  19. Em ano de preparação para a visita a Auschwitz em Maio li um dos livros que mais me marcou este ano e na vida:

    Auschwitz e Depois, Charlotte Delbo

    É uma obra prima que recomendo, principalmente nestes tempos conturbados.

    Das outras leituras, não tantas como gostaria, destaco:

    A Queda, Camus
    O Estrangeiro, Camus
    Portugal Amordaçado, Mário Soares

    Livros que deixei a meio:
    A Última Oportunidade do Homem, Bertrand Russell
    Zero e o Infinito, Arthur Koestler
    O Livro das Lendas, Selma Lagerlof

    1. Auschwitz, de todos os locais que até hoje visitei, foi talvez aquele que mais me marcou: não voltamos de lá iguais ao que éramos antes de visitarmos aquele sinistro campo de extermínio.
      Como o Papa respondeu, quando lá esteve, sente-se ali a «ausência de Deus». Que nos faz descrer, desde logo, na espécie humana.

      Um dos livros que mais gostei de ler em 2019 relaciona-se precisamente com esse local: ‘O Rapaz que Seguiu o Pai para Auschwitz’, de Jeremy Dronfield. Recomendo vivamente.

      1. Obrigado pela sugestão!

        Tenho aqui para ler, entre muitos outros sobre o mesmo assunto. É um assunto pelo qual tenho bastante interesse e que nos últimos anos me tem levado a muitas leituras, algumas que me deixaram completamente sem palavras tal a crueldade que é relatada.

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