O ministro grego da Protecção Civil, Notis Mitarakis, demitiu-se ontem, alegadamente “por razões pessoais”. Foi obrigado a resignar pelo primeiro-ministro, Kyriakos Mitsotakis, por ter estado de férias nos últimos dias, enquanto a Grécia ia sendo devastada por violentos incêndios.
Que diferença em relação ao que aconteceu no Verão de 2017 em Portugal.

«O triângulo do fogo é a representação dos três elementos necessários para que haja uma combustão.[1] Esses elementos são: o combustível, que fornece energia para a queima; o comburente, que é a substância que reage quimicamente com o combustível; e o calor, que é necessário para iniciar a reação entre combustível e comburente. Hoje em dia usa-se também o Tetraedro do Fogo, onde além de CALOR, COMBUSTÍVEL E COMBURENTE também tem a reação em cadeia»
por cá os dirigentes são simples espectadores. a reação vai para a cadeia
Por cá ainda não se sabe que o cu de uma garrafa partida exposta ao sol pode ser incendiário.
Realmente há uma grande diferença. Como é que os gregos conseguem dar a notícia da demissão do ministro sem dizer onde é que ele estava a passar férias durante os fogos. Não há nada que chegue ao jornalismo português, é tudo mesmo ao pormenor.
A ministra da Administração Civil a curtir férias em plena “estação dos fogos”, menos de dois meses após a trágica morte de 66 compatriotas e de 254 terem ficado feridos (sete dos quais com muita gravidade), seria motivo imediato para exonerá-la do Governo. ndio_florestal_de_Pedr%C3%B3g%C3%A3o_Gra nde_em_2017 ndios_florestais_em_Portugal_de_outubro_ de_2017 a-administracao-interna-demitiu-se-88527 12.html
https://pt.wikipedia.org/wiki/Inc%C3%AA
Costa não o fez.
Esperou por nova onda de mortos em incêndios florestais.
Com mais 50 mortos e 71 feridos.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Inc%C3%AA
Até a senhora ser enfim demitida, por pressão directa do Presidente da República.
https://www.dn.pt/portugal/ministra-d
Raras vezes o actual Chefe do Estado esteve tão bem nas funções que desempenha desde 2016.
A ministra demitiu-se em Portugal também
Não.
Seis anos não atrás havia a disciplina da ética em Portugal, e anda com atraso para cá chegar.
Só vale com os fogos, com cheias ou outros temporais tem que ver com a região.
Então uma pessoa, lá por ser ministro, não tem o direito de marcar um hotel algures e, chegado o dia, aproveitar a marcação que atempadamente fez e ir passar as férias há muito planeadas com a família? Tem que abandonar a família e abdicar das férias para ir fingir que ajuda a apagar fogos que ninguém, de facto, consegue apagar?
Ridículo. Mas, enfim, da Grécia não se espera outra coisa se não maus exemplos.
Da Grécia, farol da civilização ocidental, esperam-se bons exemplos. Como este.
Tinha ocupado o cargo há um mês. Foi de férias porquê? Estava cansado?
Repito-me, as vezes que forem necessárias: expressões injuriosas, passivas de responsabilidade criminal, não são aqui permitidas. Vão de imediato para a “posta restante” – isto é, o posto de reciclagem mais próximo.
Uma das razões pelas quais nunca aceitaria ser governante é exactamente o sentido de missão, posso ser ou não competente para função, mas teria uma missão, isso implicaria abdicar de férias, uns fins de semana prolongados talvez.
Não digo isto por mal, apenas me declaro inapto para a governação.
Com esse espirito tivemos por cá um espirituoso durante 40 anos, que só ia à terra buscar garrafas de vinho e passar uns dias num forte perto de casa.