Só para registar: acabamos de transpor a barreira dos quatrocentos mil comentários já publicados neste blogue.
Não será inédito, mas é seguramente caso raro. De perseverança e abertura da nossa parte, fiéis que somos aos princípios aqui enunciados no primeiro dia. E também dos leitores, que insistem em debater connosco – concordando ou discordando.
Fazem muito bem.

Eu tenho escrito ultimamente sobre as ” efemérides ” diárias, internacionais e mundiais. Todos os dias é dia de qualquer coisa, mas estou em crer que todos os dias são dias do Delito de Opinião e estou a ponderar acrescentar este facto ao descritivo.
Parabéns Pedro!
Parabéns a todos, os que escrevem, os os que lêem, os que comentam e os que divulgam a excelência aqui diariamente apresentada.
Beijinhos a todos.
É um prazer enorme verificar que este blogue, tendo sempre conseguido renovar os autores que por cá têm passado, continua fiel às origens, aberto, plural, participativo e apelativo para os leitores, Maria Dulce.
Concordem ou discordem, aparecem por cá.
Sabem que aqui cada um escreve o que pensa sem necessidade de fazer vénia a ninguém. E assina o que escreve, assumindo. E sujeita-se ao contraditório. Não falando para a tribo: falando para todos.
Sabem que aqui vai ficando o registo dos principais acontecimentos, em Portugal e no mundo. Ultrapassando largamente a mera espuma dos dias, como a nossa rubrica diária “DELITO há dez anos” bem demonstra.
E com ecos longínquos. Ainda hoje recebi um recorte dum jornal de Macau que cita o DELITO. É bom saber que continuamos a ser lidos também fora das fronteiras físicas de Portugal. Um incentivo suplementar que recebemos com todo o gosto.
Muitas vezes os comentários acrescentam enormemente o texto, para logo de seguida serem acompanhados por arrepiantes bojardas.
Sem os comentários dos leitores o Delito de Opinião não seria o Delito de Opinião, que aprendi a apreciar ainda muito antes de ter o privilégio de fazer parte da equipa.
Por isso, esta marca dos 400.000 comentários é motivo de celebração de todos os que fazem parte desta coisa.
Obrigado a todos, com especial destaque ao Pedro Correia. Um abraço
Por vezes as bojardas são de tal ordem que os comentários acabam devolvidos à procedência, Paulo. Porque há limites para o bom senso e o bom gosto – além daqueles que podem envolver responsabilidade penal.
Bojardas sempre anónimas, claro. Nisso, pelo menos, revelam alguma coerência.
De qualquer modo, o espaço para a polémica, a contestação, o contraditório é enorme. Ultrapassando em larga medida o registo médio dos restantes blogues – já sem contar aqueles que nem permitem comentários, coisa que nunca entendi.
Certos bloguistas parecem recear o confronto com quem pensa de maneira diferente. Como se vivessem numa redoma ou numa torre de marfim.
Eu só deixei de ter paciência para aturar os mais fanáticos e celerados propagandistas do Putin. Um deles (anónimo, claro), atreveu-se a escrever aqui, a propósito da chacina em Butcha: «Os russos eram mesmo, e continuam a ser, uns totós. Assassinaram as pessoas e nem sequer aproveitaram as batatas de um dos assassinados.»
Anónimo, mas distingue-se pelo cheiro pestilento.
Não voltará a comentar um texto meu.
Parabéns, deste leitor de todos os dias, concorde ou não com o que está escrito.
Viva, meu caro JP. Forte abraço.
Que remem sempre contra a maré — e Feliz Natal!
Páscoa feliz – está quase à porta.
E que permita acender uma luz de esperança ao povo mártir da Ucrânia.
🇺🇦
Delito de Opinião um oásis num deserto.
Aqui, oficina do conhecimento, da opinião, do contraditório e da liberdade sem obediências nem amarras paralisantes,