Faz hoje 40 anos, também num 25 de Abril, os portugueses – exercendo enfim o direito ao sufrágio universal, irrestrito, secreto e livre – acorreram às assembleias de voto, num marco inapagável da nossa democracia participativa e representativa. Elegendo os deputados da primeira legislatura.
Assim se cumpriu na íntegra aquele “dia inicial, inteiro e limpo” a que aludiu Sophia de Mello Breyner Andresen num dos mais belos versos da língua portuguesa.

Patetice.
Se não fosse a CIA, os Alemães, os Franceses e Ingleses e não teríamos nada disso.
E o Elvis Presley. Não esqueça o Elvis Presley.
Boa parte dos portugueses que fizeram o 25 de Abril queriam uma Ditadura totalitária Comunista pró Chinesa ou Pró Soviética.
Sem apoio da CIA, dos Alemães, Ingleses e Franceses Portugal teria caído noutra Ditadura.
Aliás esse facto é um sinal da decrepitude da Ditadura do Estado Novo. Poderia ser sustentável economicamente mas não o era politicamente.
Tal como o futuro vai demonstrar que o regime do 25 de Abril não tem sustentabilidade económica nem politica e pior demográfica.
Pedro,
Não menos importante: faz hoje 41 anos que tivemos as eleições para a Assembleia Constituinte, as primeiras universais e livres na história de Portugal, com uma altíssima participação.
O mais importante foi o resultado – o PCP, que comandava nas ruas, quedou-se com um resultado inexpressivo. Acho que foi no 25/4/75 que começou o 25 de Novembro desse mesmo ano.
Outra curiosidade: lembro-me de os meus pais terem ficado acordados até às quatro da manhã sem que os resultaos estivessem fechados!!
Ah, e tinham estado duas horas na assembleia de voto!!
Outros tempos, um enorme suspense, e, como diria o Pinto da Costa, prognósticos só mesmo no final…
Sim, vale a pena assinalar isso. Mas os militares proibiram três partidos de concorrer à Assembleia Constituinte: AOC, MRPP e PDC. 6775/
http://portocanal.sapo.pt/noticia/5
Daí eu considerar que o sufrágio de 1976 foi verdadeiramente o primeiro irrestrito.