Quarenta anos depois


Pedro Correia,

Faz hoje 40 anos, também num 25 de Abril, os portugueses – exercendo enfim o direito ao sufrágio universal, irrestrito, secreto e livre – acorreram às assembleias de voto, num marco inapagável da nossa democracia participativa e representativa. Elegendo os deputados da primeira legislatura.

Assim se cumpriu na íntegra aquele “dia inicial, inteiro e limpo” a que aludiu Sophia de Mello Breyner Andresen num dos mais belos versos da língua portuguesa.

0 comentários em “Quarenta anos depois”

      1. Boa parte dos portugueses que fizeram o 25 de Abril queriam uma Ditadura totalitária Comunista pró Chinesa ou Pró Soviética.

        Sem apoio da CIA, dos Alemães, Ingleses e Franceses Portugal teria caído noutra Ditadura.

        Aliás esse facto é um sinal da decrepitude da Ditadura do Estado Novo. Poderia ser sustentável economicamente mas não o era politicamente.
        Tal como o futuro vai demonstrar que o regime do 25 de Abril não tem sustentabilidade económica nem politica e pior demográfica.

  1. Pedro,
    Não menos importante: faz hoje 41 anos que tivemos as eleições para a Assembleia Constituinte, as primeiras universais e livres na história de Portugal, com uma altíssima participação.
    O mais importante foi o resultado – o PCP, que comandava nas ruas, quedou-se com um resultado inexpressivo. Acho que foi no 25/4/75 que começou o 25 de Novembro desse mesmo ano.
    Outra curiosidade: lembro-me de os meus pais terem ficado acordados até às quatro da manhã sem que os resultaos estivessem fechados!!
    Ah, e tinham estado duas horas na assembleia de voto!!
    Outros tempos, um enorme suspense, e, como diria o Pinto da Costa, prognósticos só mesmo no final…

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *