Quanto pior melhor


Pedro Correia,

Mais de 1300 empresas catalãs transferiram nas últimas três semanas as sedes sociais e fiscais para outras zonas de Espanha. Nem a família do líder nacionalista Carles Puigdemont acredita no futuro económico de uma Catalunha separada de Espanha, afastada da União Europeia, desvinculada da eurozona e desligada da Organização Mundial do Comércio: a sua prima Ester Puigdemont, empresária, também já decidiu mudar a sede para fora da região.

Não admira que os separatistas estejam a recuar nas intenções de voto. Admira menos ainda que um jornal tão influente e prestigiado como o francês Le Monde conteste sem ambiguidades, em editorial, o “micronacionalismo ultra” dos “vendedores de ilusões” que estão a destruir o tecido económico e a estrutura social da Catalunha, fiéis ao lema “quanto pior melhor”.

34 comentários em “Quanto pior melhor”

    1. São de uma irresponsabilidade sem limites. Querem transformar a Catalunha (a região mais próspera de Espanha) num novo Kosovo (a região mais pobre e deprimida dos Balcãs). Utilizando o mesmo mecanismo: o separatismo. Contra o direito internacional, o direito comunitário, o direito espanhol e o próprio estatuto catalão, que redigiram e votaram.
      O simples facto de a Catalunha ser a região mais próspera de Espanha faz cair por terra as narrativas simplórias dos nacional-populistas, que se queixam de viverem “oprimidos” pelo Estado espanhol.

      1. a Catalunha (a região mais próspera de Espanha)

        As regiões mais prósperas de Espanha são o País Vasco e Navarra (esta última é, em boa parte, País Vasco também). São de longe as regiões com maior PIB per capita (se excetuarmos Madrid, cujo PIB é artificialmente empolado por ter lá as sedes das empresas).

      2. Contra o direito internacional, o direito comunitário

        Onde é que esses direitos estão redigidos?

        O direito internacional pura e simplesmente não existe – não está escrito em lado nenhum. O direito comunitário existe, mas nada diz sobre este assunto.

          1. Não pode estar inscrito, uma vez que não há sítio nenhum onde o direito internacional esteja inscrito.
            Aliás, mesmo que estivesse inscrito, seria algo correntemente violado: veja-se o Sudão do Sul (que se tornou independente há bem poucos anos), o Kosovo, e outros.

          2. O Kosovo, que resultou de um processo separatista de carácter unilateral que tem inspirado os nacionalistas catalães, é um péssimo precedente. Uma Europa semeada de novos Kosovos seria uma Europa madura para a guerra. Como disse François Mitterrand numa das suas últimas intervenções, “o nacionalismo é a guerra”.

            Quanto à inviolabilidade das fronteiras, como garantia jurídica contra actos de guerra, está de facto inscrita no direito internacional. Na Acta Final da Cimeira de Helsínquia, por exemplo. A própria Carta das Nações Unidas salvaguarda o princípio da integridade territorial.

          3. A Acta Final da Cimeira de Helsínquia não é, que eu saiba, direito internacional – é apenas um acordo entre Estados europeus. Mesmo assim, já foi violada, por exemplo na independência do Kosovo e na partição da Bósnia.

            A Carta das Nações Unidas foi escrita, que eu saiba, em 1945. Desde então já se deram inúmeras independências, que violaram a integridade territorial de diversos países, incluindo Portugal. Todas essas violações tiveram a aprovação bastante ampla dos países.

            O Pedro pode achar a independência do Kosovo um péssimo precedente, mas olhe que ela foi aprovada por uma grande maioria dos países. Aliás, muitos países, incluindo Portugal, colaboraram ativamente para que esse “péssimo precedente” se realizasse.

          4. Não é só o Kosovo que foi um péssimo precedente. Toda a historia da ex-Yugoslavia foi um péssimo precedente.
            Há muitos anos em Skopje, o meu amigo Ivan Taresky contava-me: “Sabes, gostava tanto da Yugoslavia…agora nem sei o que sou. Os meus tios ficaram em Split. Os meus amigos em Belgrado…e eu agora sou Macedonio.” O seu avô, professor de historia na Universidade de Belgrado e “ex-partizani” amigo do General Tito contou-me uma historia completamente diferente daquela difundida pelo Ocidente para concluir: ” A Europa não sabe o que nos fez e em 20 anos a Europa vai sofrer por isto tudo”. Nunca me esqueci desta conversa.

          5. Pedro, e a Checoslováquia também violou o Direito Internacional. …e as guerras declaradas pelos States sem o aval das Nações Unidas também violaram o Direito Internacional?

          6. A Checoslováquia não violou direito internacional nenhum. Pelo contrário, foi violada duas vezes. Em 1939 pelos nazis e em 1968 pelos comunistas, irmãos siameses dos nazis.

          7. “A utilização da força contra o Iraque, fora do aval das Nações Unidas, terá graves consequências, e não apenas ao nível regional”

            A resolução 1441 da ONU não dá a ninguém o direito de recorrer automaticamente à força”.

            Os países em desenvolvimento, como a África do Sul, devem aprender com os países desenvolvidos, como os Estados Unidos, a promover ou rejeitar o Tribunal Penal Internacional (TPI), de acordo com suas próprias conveniências, diz o jornal The Southern Times, da África do Sul

            Essa é a razão porque há tantos líderes de nações em desenvolvimento acusados perante o TPI, enquanto nenhum de um país ocidental tenha sido processado até agora por crimes contra a humanidade no Iraque, Afeganistão, Costa do Marfim, Líbia, Guantánamo Bay e muitos outros lugares. Mas a maior tragédia é que alguns líderes de nações africanas e em desenvolvimento parecem pouco informados sobre uma peça jurídica chamada “American Service Members Protection Act” [Lei de Proteção aos Membros (dos órgãos) de Serviços Americanos].

            American Service Members Protection Act” [Lei de Proteção aos Membros (dos órgãos) de Serviços Americanos].

            Esta lei foi aprovada em 2002, ao mesmo tempo em que o Estatuto de Roma, que confere ao TPI seus poderes, foi adotado. Em poucas palavras, a lei “American Service Members Protection Act” proíbe que qualquer cidadão americano seja levado perante o TPI, apesar de Washington se posicionar na linha de frente, quando se trata de processar pessoas de outra nacionalidade naquele tribunal.

            Seu propósito declarado é “proteger o pessoal militar dos Estados Unidos e outras autoridades eleitas ou indicadas do governo dos Estados Unidos contra processo criminal por um tribunal penal internacional, do qual os Estados Unidos não são signatários”. Os Estados Unidos não são signatários do Estatuto de Roma, não importa que o país apoie ativamente ações criminais contra seus inimigos no TPI.

            Quem cumpre a lei é o mexilhão. Quem as faz é o Leão.

            Que honestidade intelectual se tem quando se invoca o Direto Internacional?

            Hipocrisia

          8. A Checoslovaquia não violou nada! Vou muitas vezes á Eslovaquia. Aquilo entre checos e eslovacos foi um divorcio exemplar.Sem dramas nem traumas.
            Apenas algumas queixas por parte de uma franja da sociedade eslovaca que julga que ” a parte melhor do bolo” ficou do outro lado.

          9. A Eslováquia ficou com as sobras. Aliás um dos motivos referidos pelos checos para defenderem a independência era a sua indisponibilidade para “pagarem” as contas aos eslovacos

  1. Antes de tudo o resto considero que as pessoas devem ser livres de fazer as suas escolhas.

    Sabendo que uma suposta independência da Catalunha e posterior saída da UE demoraria anos, qual Brexit, interpreto a transferência das empresas/sedes sociais manobras de pressão, ilegítimas, numa democracia.

    O referendo correu mal? Pois sugira-se a UN, ou a OCDE, ou a UE para supervisão do mesmo ( em 2004, já tinha havido um referendo – mais de 80%votaram pela independência ).

    Suspeito que qualquer futuro referendo será condicionado pelo que se tem passado recentemente. Não será a consciência livre de cada catalão a escolher, mas o medo.

    Encarar a possiblidade de mudança no paradigma de governação de um país/ região, pensando, exclusivamente, nas suas vertentes económicas é poucochinho. A liberdade não deveria estar à venda. A liberdade nunca deveria fazer do bolso, um berço

    Cada um deve ser livre de escolher o seu caminho mas, também a sua fome.

    Pergunto:
    Se os capitães de Abril , ou quaisquer opositores políticos, apenas pensassem nos aspectos económicos de uma mudança, querida e justa, aos olhos da população, quantas revoluções, reformas, teriam sido abandonadas?
    A abolição do trabalho infanto-juvenil , da escravatura, e a entrada das mulheres no mercado laboral foram economicamente desvantajosas (diminuição /aumento dos salários ) , por exemplo).

    Para mim quando a política, a escolha política, a liberdade de livremente escolher, depender da economia, então demitam-se todos os políticos e acabem com todos os partidos. A bem da economia. E pelo bom nome da Democracia. Uma democracia comprada é facécia.

    Uma Ideia deve valer por si e não por quanto ela custa.

    Quanto a Puigdemont gabo-lhe a coragem. Por uma ideia, em que fielmente acredita, arrisca a sua própria vida, pela possibilidade de vir a ser encarcerado durante 30 anos.

    A coragem intelectual se não acompanha a coragem física é apenas sofisma de cobardes.

    1. As empresas também votam.
      Votam com os pés, mudando as sedes.
      Respondem não perante o poder político mas perante a estrutura accionista e a rede de clientes.
      Se um banco ou uma empresa correm o sério risco de perder o acesso aos mercados comunitários e aos acordos bilaterais negociados no âmbito da Organização Mundial do Comércio, além da cobertura dos mecanismos de crédito associados ao Banco Central Europeu, nem hesitam: mudam mesmo.
      Os irresponsáveis dirigentes nacional-populistas da Catalunha nunca pensaram nestes efeitos desastrosos da sua escalada aventureirista, já com reflexos nas previsões de crescimento da região.

    2. Como pode ser pressão ilegítima? As empresas estabeleceram-se na Catalunha em determinado cenário, com determinados clientes (o resto de Espanha), penso que é justo que tenham toda a liberdade (as empresas são de pessoas concretas, essas pessoas também têm direito à liberdade de escolha, não?) de mudar para onde quiserem se mudarem as condições que as tinham levado para ali .O puigdemente tem de se habituar ao pobrezinho mas honradinho e independente… um salazarinho cabeludo, digamos.. Espero que Salazar não se ofenda , saiu-me

        1. Ó Pedro, se calhar nem se falam. ….a minha mãe não suporta o meu tio….eu não suporto a minha prima em segundo grau do lado da minha mãe. ..não conheço o meu sobrinho. ….Conhece o Gin Heindricks? Tenho para aqui um whisky escocês, oferta de um cliente, de mil novecentos e troca o passo , que ainda tem o selo das finanças que reza assim …despachado pelo Ministério das Finanças

          Isto estraga-se ou não? Posso ainda emborcá-lo? Tenho medo de borrar a cama….

      1. Cara e amiga Marina!
        Não defendo que as empresas não possam sair. Mas nada neste momento as obriga a isso. A não ser jogadas psicológicas sobre os catalães. Não defendo a independência. Defendo um referendo livre. Sei que a independência da Catalunha seria o fim da Espanha como a conhecemos…seguir-se-ia Navarra, País Basco e quem sabe a Galiza. …a nossa Galiza. …berço de Portugal….mas é o preço do vosso Estado ser Plurinacional. ….como a Alemanha, como a Itália….como a Grã Bretanha….etc…..Portugal é uma raridade na Europa, bem sei…..mas acima das Nações, dos Estados, está o Direito de Escolha…..Castela e Leão não é a Catalunha. ….a vossa história é diferente da nossa…vocês conheceram o feudalismo. Nós não. ….e a história tem um peso do caraças…..por vezes acorda e faz das suas…..sim, sim os nacionalismos foram a desgraça da Europa. ….mas sempre assim foi e sempre assim será. …esqueça a Europa federalista. …..os nacionalismos estão aí. …acordaram. …e por culpa da maldita austeridade. Por inércia e inépcia dos tecnocratas de Bruxelas que de História nada sabem….

        1. Os bancos viram 9000M€ sair numa semana. Isso obriga-os a sair.

          Que “nada obriga as empresas a sair” é a sua opinião.

          Eu trabalho em casa, faço 99% das minhas vendas (digitais) lá fora, e preciso de pagar mensalmente facturas a entidades estrangeiras. Um simples controlo de capitais como imposto na Grécia/Chipre teria sido suficiente para arruinar o meu negócio em 30 dias, se eu não tivesse um plano B para continuar a pagar facturas (de 10 ou 100€) a entidades estrangeiras (coisa que deixou de ser possível de um dia para o outro). Mesmo com um plano B (e.g. um simples cartão de crédito estrangeiro) se eu deixasse de poder usar as receitas (recebidas cá) para pagar despesas (fora) não duraria um ano. Os controlo de capitais durou um ano em Chipre e ainda hoje há limitações na Grécia.

          Por isso, caro Vlad, cada um sabe de si. O Vlad trata do seu, eu trato do meu. E não digo isto com desprimor. Digo-lhe simplesmente que o Vlad não tem informações suficientes para decidir por mim e eu não tenho informações suficientes para decidir por si.

          1. A Economia é consigo…eu trabalho por conta própria preocupando-me não com o dinheiro que faço mas com o trabalho que presto….entende?

            Estou-me nas tintas para os milhares que faz ou os milhares que tenho….se um dia for abaixo compro uma horta. Não estou à venda. Antes a morte, que a má consciência.

      2. Salazar tinha horror às empresas, à inovação ….o negócio dele era mais de hortas….Portugal rural ….fazer de Portugal uma nova Acádia. ..até nisso fomos poucochinho…..um padre como ditador, com voz de cana rachada…….não conte a ninguém ……

    3. Lá vem você com os capitães de Abril. O 25 de Abril foi um golpe de estado. Os golpistas arriscaram tudo e depois de medirem forças com tanques na rua, a única coisa que havia a negociar era uma transição pacífica em troca de exílio.

      Se é isso que os catalães querem, estão à espera do quê, afinal? Ah espera, a CUP só tem 10% dos votos.

      Não, o que os catalães dizem que querem, depois de esgotados 40 anos duma autonomia cada vez mais especial, é uma independência soft, sem fronteiras ou alfândegas, sem limitações ao comércio, dentro da UE e da ZE, em que os cidadãos têm todos dupla nacionalidade, deixam de pagar impostos a Espanha mas continuam a receber de lá pensões, repudiam a dívida, mantêm as empresas e os centros de decisão, e Espanha até os ajuda a conquistar a EMA.

      O dos catalães é terem todos (mesmo os que não sabem) demasiado a perder. Mas é cada vez mais provável que descubram isso tarde demais.

      1. Há demasiadas pessoas a confundir ditaduras ou impérios coloniais com democracias. O que invalida à partida qualquer discussão séria.
        Confundir o 25 de Abril – o derrube de uma ditadura – com o 6/7 de Setembro, ou com o 1 de Outubro na Catalunha – marcos na tentativa de derrube de um Estado democrático e constitucional, só pode derivar da mais grosseira ignorância ou (pior) da desonestidade intelectual.

        1. Desonestidade intelectual é chamar-se democracia a um sistema que obriga as pessoas a votar no que meia dúzia de “iluminados ” considera ser economicamente viável. ….qualquer dia proibem greves e direitos porque são adversários da economia.
          Mas continuem assim. Tecnocracias deste género serão fertilidades para mais movimentos isolacionistas

          Qual a razão de não se poder fazer um referendo na Catalunha? A Constituição?
          E a Grã Bretanha e a ex-Checoslováquia?

          Porque raio os espanhóis continuam com Ceuta e Melilla? Malditos castelhanos exterminadores de povos. ….têm como modelos Pizarro e Cortez.

          Meu caro Impérios coloniais é o que EUA têm feito com as suas guerras justas – veja o que se passa no Iraque….

      2. “Os golpistas arriscaram tudo e depois de medirem forças com tanques na rua, a única coisa que havia a negociar era uma transição pacífica em troca de exílio.”

        Explique-me lá isso do exílio? Vasco Lourenço , Salgueiro Maia, Otelo Saraiva de Carvalho, Ramalho Eanes, Jaime Neves, “Grupo do 9”, Costa Gomes …..

        Transição pacífica?
        PREC, golpe de Setembro de 74, golpe de Março de 75..

        “Ah espera, a CUP só tem 10% dos votos”

        Assim, no dia 9 de novembro de 2014, foi realizada uma consulta popular sobre a independência da Catalunha, sem caráter vinculativo.Os resultados desta consulta, onde participaram 2,3 milhões dos 6,3 milhões de catalães com direito a voto, deram vitória de 80,72% ao “sim” em ambas as perguntas — “Quer que a Catalunha seja um Estado?” e “Se sim, quer que este Estado seja independente?”

        Nuno dedique-se, a tempo inteiro,ao import/export.

        1. A única coisa que se negociou com Marcello Caetano foi a entrega pacífica do poder em troca do seu exílio. Houve um golpe, a constituição deixou de valer, e a JSN não ficou limitada no exercício do poder como os governos dos países democráticos normalmente estão. A partir daí, o poder antecedente pouco ou nada contou, e as convulsões que se seguiram são da responsabilidade dos que o substituíram.

          A independência da Catalunha não se faz assim. Os independentistas parecem esperar que Espanha, e em particular o governo de Espanha, aceite sentar-se a uma mesa e negociar uma secessão expressamente contrária à constituição que o legitima. Isso não é razoável. Não consta que tenha havido um golpe em Espanha, nem que o governo de Espanha tenha legitimidade constitucional ou democrática para negociar a independência da Catalunha. Com esta constituição nenhuma das exigências dos independentistas (referendo ou independência) pode ser satisfeita pelo governo de Espanha. Por isso, ou se muda a constituição, ou resta a via unilateral, com a natural oposição de Espanha a cada passo.

          Quando Espanha não pode negociar, como vai a Catalunha resolver os problemas óbvios dos impostos, da moeda, da dívida, dos depósitos, das pensões, das infra-estruturas, da segurança jurídica, dos tratados internacionais, e por aí fora? Pela via do conflito constante e duradouro? Acha que a sociedade catalã está preparada para isso?

          Uma coisa é perguntar às pessoas se querem que a Catalunha seja independente. Outra bem diferente é perceber de que estão dispostas a abdicar para tornar esse desejo realidade.

          1. “A única coisa que se negociou com Marcello Caetano foi a entrega pacífica do poder em troca do seu exílio.”

            Marcello tinha zero poder. Tinha zero poder negocial. O exílio foi uma prenda.

            “convulsões que se seguiram são da responsabilidade dos que o substituíram.”

            O Exército de Libertação de Portugal (ELP) foi uma organização da direita política e também de Extrema-direita criada por Agostinho Barbieri Cardoso (ex-subdiretor da PIDE) em 6 de Janeiro de 1975. Fundada e sediada em Madrid, Espanha, assassinou o Padre Max num atentado bombista

            “Uma coisa é perguntar às pessoas se querem que a Catalunha seja independente. Outra bem diferente é perceber de que estão dispostas a abdicar para tornar esse desejo realidade.”

            Mas quem lhe disse que as pessoas não estão cientes?

  2. estão a destruir o tecido económico e a estrutura social da Catalunha

    Não. As sedes sociais são transferidas para fora da Catalunha, porém as estruturas produtivas e os empregos mantêm-se na Catalunha.

    1. A partir do momento em que estas mais de 1300 empresas – incluindo pelo menos cinco do Ibex 35- passam a pagar impostos fora da Catalunha, com inevitável repercussão nas receitas da região, todo o tecido económico se ressentirá. A próxima poderá ser a Seat, a maior empresa industrial da Catalunha, que contribui com mais de 1% para o PIB espanhol.
      https://www.elconfidencial.com/empresas/2017-10-24/seat-cambio-sede-preparando-independencia-cataluna_1466141/

  3. A reacção das empresas, a decisão acerca da forma como conduzem os seus negócios dentro da legalidade, é “pressão ilegítima”?!
    A esquerda radical nunca deixa de me surpreender, coisa que até é fácil tendo em consideração que o seu modelo de desenvolvimento é o da Venezuela, para ser simpático.
    Os políticos separatistas estão a tornar-se uma caricatura sem graça, a imagem da irresponsabilidade. Já nem os próprios acreditam nos disparates que andaram a vender.

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