– Ele já era um miúdo carismático? Tinha uma centelha?
– Não, nada. Ele tinha uns óculos de fundo de garrafa e era gozado por todos, chamavam-lhe Sócrates. Naquela altura ter óculos fortes era uma coisa terrível… não era propriamente o miúdo mais popular da escola.
Excerto da entrevista feita esta semana pelo Expresso a Ricardo Monteiro, presidente da EuroRSCG e ex-colega de José Sócrates na escola primária, que explica em boa parte a tendência do actual primeiro-ministro para a arrogância e o acinte. Cá se fazem cá se pagam. Eheh!


Não é justo pagarmos todos pelos desmandos de meia dúzia de fedelhos que não gostavam de totós com óculos de fundo de garrafa, Teresa.
Vai-se a ver e esses fedelhos é que são os verdadeiros culpados do estado a que chegámos.
Já percebi: andamos agora a pagar as humilhações escolares daquela época.
O Freud explica.
Ahhhh! Está explicada também a incapacidade total para ver a realidade que o rodeia: afinal o homem vê mal, coitado. Se o coleguinha de escola tivesse dado esta entrevista há mais tempo, alguém já teria feito a caridade (e um favor a todos nós) de lhe oferecer uns óculos!