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Esta história deve ser lida e relida.
Nestes tempos em que temos o desassossego por companhia, em que as más notícias nos rodeiam por todos os lados e em que é fácil nos sentirmos perdidos, vale a pena ler e celebrar o que aconteceu na secção de Obstetrícia do Hospital de Santa Maria.
Desde a primeira contaminação Covid da família, até ao momento actual, nada teria sido possível sem um profundo sentido de humanidade, com especial destaque para os profissionais médicos envolvidos. Não que duvidássemos do sentido de missão e de devoção pelo outro que move, e durante uma pandemia mais do que nunca, um exército de devotados servidores da medicina, mas se há histórias que merecem ser celebradas, esta é uma delas.

Sou septuagenário. Adoro os médicos, os enfermeiros e todo o pessoal que nos hospitais públicos e privados gira à volta dos doentes.
Há excepções? Haverá sempre. E para isso também existe a justiça para penalizar os casos excepcionais de negligência e incúria graves.
Estou em crêr que, quando o sr. primeiro ministro disse, embora em off, que os médicos eram uns cobardes, também isso foi e é uma excepção. Aliás, uma excepção tal como ele é: acintosos, vingativo, pulha. O seu governo está a abarrotar de exemplos. A imprensa bajulava-o há dias, por ter logrado vender mais dívida em excepcionais condições.
Com este primeiro ministro, devidamente suportado pelo marcelo que se quer manter em palco, é só vantagens. Somos um país fabricante de dívida e que a exporta em larga escala.
Só eu, que quero vender a minha dívida, a mim ninguém a compra. Fónix!
Fiquemos então por reconhecer o valor a quem o tem.
Falar das outras pessoas que refere, retira a importância a quem a merece e que quis sublinhar no postal.
É muito tocante a reportagem. Eu tenho alguma experiência com unidades de neonatologia, e devo dizer que a a forma como é retratada a assistência dos profissionais é a norma e não a excepção. A dedicação de médicos e enfermeiros aos bebés e aos pais (que muitas vezes estão sujeitos a uma enorme pressão emocional) é incondicional.
Infelizmente nem todos os casos têm um final feliz.
Não sei a que parte da dinâmica respeita a sua experiência, mas eu que sou leigo, não consigo ficar indiferente com estes milagres, e sim também com o empenho e carinho de todo o pessoal envolvido.
A minha experiência foi como utente e emociono-me sempre com um bebé numa incubadora. Alguns bebés nascem com 600 g e conseguem sobreviver. Agarram-se à vida com uma tenacidade impressionante. Não é possível ficar indiferente. 🙂 E neste caso o milagre também foi a recuperação da mãe.
Obrigado Paulo pelo post
até o destaque , em fundo negro, resulta esteticamente e força a mensagem.
Sao bem vindas as historias.
Mas, seja egoismo ou lá por que for, prefiro o lado mais saudavel da humanidade.
E o que é que há de mais saudável do que conseguir salvar uma vida (duas neste caso) quando tudo parecia reunido para que tal não fosse possível?