Não duvido que depois de ultrapassarmos esta crise algumas coisas passarão a ser muito diferentes. O teletrabalho, a que agora se recorreu como reacção às limitações de circulação, abrirá portas a que pelo menos em alguns dias da semana deixe de ser necessário ir fisicamente ao local de trabalho. Este efeito não será igual em todos os sectores, mas globalmente as poupanças energéticas e de qualidade de vida serão inquestionáveis. A Covid-19 pode mesmo vir ser a única solução para a IC19.
O ensino nunca mais será igual. Quando o Sr. Mário Nogueira reparar que uma turma de 25 alunos on-line não terá de obedecer ao critério do local de residência, irá ficar irritado, pois esse é o seu argumento para empurrar alguns alunos para escolas desinteressantes e para professores desmotivados.
E se os professores pudessem ser avaliados pelos alunos e isso pudesse ser relacionado com os resultados obtidos nessa turma… e toda essa informação pudesse estar disponível numa plataforma independente do ministério… e se tudo isso pudesse ser combinado com ensino on-line…?
Se o terceiro período arrancar com recurso a este tipo de tecnologia e funcionar razoavelmente, poderá ser como abrir a caixa de Pandora para a tribo da FENPROF.
A vida escolar necessitará sempre da presença física dos alunos e dos professores, mas tal como no que acima disse, pode ser reduzida a menos dias que os actuais, o que até coincidiria com um tema que é tão querido às novas gerações, o School Strike for Climate.
Claramente o novo normal será muito diferente do que era normal.

É normal eu estar enganado e o mais provável é que fique tudo na mesma porque as mudanças assustam, e as oportunidades para o país são demasiadas vezes ameaças para quem pretende manter os benefícios e tem poder para isso.
Espero que não esteja! Uma outra mudança desejavel: que reaprendamos a estar em casa, que tem sido um local pouco “cool” nos últimos anos.
E também a ir a um restaurante e pedir pra abraçar a cozinheira.
…e ir a horta da vizinha…se ela deixar !!
Boa reflexão sobre o mundo do trabalho pós covid 19, Oh PS !!
O resto é a erva daninha do costume a que o meu caro Oh PS já nos
habituou…
De qualquer forma deixo uma palavra de apreço pela sua postura democrática
e poder de encaixe neste Blog.
Desejo que nunca se torne numa correia de transmissão monopolista para obter
um orgasmo virtual com o marido da rã.
Por ultimo e só a modos de informação, estou a comentar do meu telhado de telha tradicional. Não sei se é perigoso ou é coragem…mas apetece-me tanto ver o rio…
James
Falaram-me de um site onde se podem incluir intenções pelas quais alguém irá rezar. Vou procura-lo e, se for grátis, escreverei lá o seu nickname. Nenhum outro blog lhe daria acesso a tamanha graça.
Quando voltar a Portugal, vou espetar dois bejinhos na primeira pessoa que me tirar uma bica cheia em chávena fria!
Se a ausência for demorada eu ia mais numa bifana com uma imperial.
Pela IC2 a fora existem vários tesouros da cozinha da beira da estrada por descobrir.
E depois desta ausência forçada, um abraço só se nega ao Marcelo.
Serão mais uns meses. Só de imaginar uma imperial gelada ao fim da tarde, suspiro. Venha a road trip pela IC2!
https://www.youtube.com/watch?v=dBN86y3 0Ufc 
e um mesmo professor poderá dar aula a 100 alunos ao mesmo tempo , numa tela , a disciplina na aula , se for necessário ir ao espaço físico , pode ser assegurada por seguranças e drones a tele escola será uma poupança brutal , até em chatices.
Interpreto ironia no seu comentário.
Eu próprio digo que a vida escolar necessitará sempre da presença física dos alunos e dos professores. E quem falou em 100 alunos por turma foi a marina, que, depreendo, considera a disciplina actual uma referência que deve ser mantida.
Agora, entre tudo ficar na mesma, o que é confortável para muitos, ou aproveitar para evoluir… já sabemos qual será a escolha do que Eça chamava a choldra.
Certamente depois de outros países fazerem algo nessa linha, talvez cheguemos ao ponto em que teremos de seguir o seu exemplo. Esse é sempre o motivo das nossas incríveis inovações.
não , percebeu mal. concordo consigo. a ironia , havendo , era dirigida aos prof . ( ai aia ai , tanto aluno por turma e tal) . se há sector que se pode racionalizar imenso , como se está vendo , é mesmo o da educação , sobretudo o ensino público , em que toda a gente passa ( -:) ) .
É verdade. Lembro-me de ouvir dizer depreciativamente, que fulano era doutor mas graduado no PREC, em que tudo foi corrido com passagens administrativas. O Covid-19 também poderá ficar com a mesma fama. Dessa maneira até o ensino online sem internet serve.
Abençoado vírus que nos ensina a pensar.
Como afirmou Piaf: “Fatalmente, há esperança quando tudo está mal”.
Infelizmente foi preciso este bichito para provar muitas das teses que procurei desenvolver ao longo deste período de existência do DO.
Dizia João Paulo II que é no deserto que se devem fazer sentir as vozes.
Um dos objectivos da esperança também é preparar-nos para o que de mal acontecerá. Este, o mal, não se findará por aqui. Só depois do depois virá um certo repouso.
Meu caro,
Certamente que já ouviu, eu já ouvi, alguém dizer que depois disto passar irá dar mais atenção às maravilhas que de tão habituais pareciam ser normais.
É interessante como esta sacudidela está a ter a capacidade de ajustar o ângulo com que observamos a vida. Descobrimos que só para a olhar de frente já é necessária alguma coragem. Era normal olha-la com sobranceria, de cima para abaixo, mas afinal isso está reservado aos alienados.
Caro Paulo, escreve com propriedade.
Agora nunca é tarde. Deixo aqui, se me permite, um pequeno tributo do Pedro, que nos deixou no dia 16.03-2020, a todos nós:
https://www.youtube.com/watch?v=oTipo7y-p C8
Mas só depois do depois teremos um certo repouso.
Estive a ver. E lembrei-me que padeiros, agricultores e camionistas poucos sonham ser. Mas também agora (re)descobrimos que sem eles, algumas das maravilhas que de tão habituais pareciam ser normais, não são mais que dádivas humildes e silenciosas.
Paulo, é esse o sonho desses: ser dádivas humildes que ainda nos fazem pensar e sonhar que o sonho comanda a vida, e sempre que um homem sonha o mundo pula e avança.
Continuemos a sonhar, cada um em sua condição. “Nunca é tarde para acordar.”, foi o testamento do nosso Pedro Barroso.
Faz sentido no séc XXI um aluno faltar a uma aula, por doença, consulta médica ou outra questão, e o único meio que tem para se manter actualizado é o mesmo de há 40 anos, pedir notas aos colegas?
Teletrabalho já foi mais que batido. Mas não havendo relação de confiança mútua, e uma mentalidade de gestão controladeira, pouco há a fazer.
Se outros o fizerem primeiro… então copiar os estrangeiros já será chic e moderno. É um argumento que cá nunca falha.
Estou plenamente de acordo com o post e já me tinha ocorrido o pânico em que estará a FENPROF e outros da tribo. Isto também serviu para desmascarar a mentira de que éramos um país tecnologicamente evoluído… Há professores que não se adaptam, muitos alunos não têm computador, muitos mais não têm internet em casa e os pais não estão habilitados para os ajudarem nisso. Há quinze anos eu fiz um curso de “e-learning”… os professores actuais pedem os trabalhos por “e-mail”; os miúdos preenchem a ficha do livro e fotografam para reenviar… Então, Sr. Ministro, já ouviu falar de “plataformas”?. E eu a pensar que as escolas já tinham isso… E até já estarei desactualizado… A grande vítima do Covid-19, entre nós, vai ser a mentira e hipocrisia em que vivemos anestesiados…
Afinal vão chamar à coisa Tele-Escola, que é o nome de uma coisa antiga e bafienta. Ensino On-line era mais arriscado, pois parecia moderno.
Se a experiência for positiva alguns interesses instalados poderão sentir-se inseguros, por isso, para os que irão assegurar que tudo irá correr bem, é bom que corra mal.