
O futuro ao Acaso pertence, como sabem os idólatras. E como tal qualquer um – mesmo sem estar arvorado com “podcast” ou graduado em comentadeiro – pode aventar o que aí virá, e neste caso quais os objectivos da Rússia putinesca e os efeitos, em catadupa, que promoverão. Em sendo assim atrevo-me a perorar.
A resistência ucraniana à invasão russa – a “operação militar da Rússia na Ucrânia“, no adoçado linguajar do partido dos tão simpáticos, e infelizmente não reeleitos, deputados João Oliveira e António Filipe, e do tão bem apessoado João Ferreira, mais da mulher até jovem que agora aparece na Assembleia – poderá ser mais ou menos longa mas não será suficiente. Talvez o país venha a ser amputado de algumas áreas ou fique com o mesmo desenho. Mas tornar-se-á noutra Bielorússia, um protectorado russo.
A oposição “ocidental” compôs-se de alarido e sanções económicas. Estas são relativamente irrelevantes para a economia russa, dado que nem sequer terão um conteúdo maximalista, vedado devido à profunda imbricação das economias europeias com a economia russa, em particular as de alguns países muito industrializados (Alemanha, Grã-Bretanha, França, Itália), os quais se opõem a uma radicalização das medidas. Este processo de coalizão económica evidencia algo bem contrastante com a propaganda russófila, mostrando que o “motor da história” não é o “complexo da indústria de armamento” norte-americano – ainda que seja sabida a extrema influência que este tem na política americana, até visível se atentamente interpretado o rescaldo bem crítico que o presidente Bush fez do desempenho do presidente W. Bush. Pois, de facto, o que tem movido as relações do Ocidente europeu com a vizinha Rússia é uma crescente – e tendencialmente pacificadora – coligação económica, inscrita no “espectro da globalização”.
Este titubear, de cariz economicista, dos países europeus terá um efeito interno interno: as políticas económicas que vêm sendo seguidas vêm agora destapada a sua imprudência estratégica, até incompetente. E assim é muito provável que se reforcem em diversos países movimentos políticos soberanistas, por mais mítico que possa ser o nacionalismo económico na actualidade. E também terá um outro efeito: os países do Leste europeu – entretanto agregados à União Europeia – decerto que sentem este evidente expansionismo russo com maior angústia, e por isso maior desilusão terão com a fragilidade da UE. Isso, para além dos crescentes nacionalismos (de mística autárcica, porventura), imprimirá maiores dissensões na União, e a sua crescente fragilização.
Isso leva-me ao verdadeiro – pois articulado – objectivo russo. É evidente – e anunciado (como na declaração de ontem “proibindo” os países escandinavos de integrarem a NATO) – que a Rússia quer manter uma “zona tampão” ocidental face aos militares norte-americanos. E parece explícito que quer recuperar o velho mapa, imperial, da URSS, nessa flutuação constante que a história dos Estados da Europa Central e Oriental. Seja em termos absolutos, seja em termos de disseminação de protectorados – e, agora ainda mais, do Báltico ao Cáspio não se deve pensar noutra coisa.
Mas parece-me notório que o desígnio de evitar a expansão da NATO a Leste é siamês de um outro, o de retroverter a expansão da União Europeia, tanto nas suas características de integração económica como, e até mais, de comunhão político-ideológica. Esta demonstração da (esperada) incúria e tibieza que vem impedindo o estabelecimento de uma verdadeira autonomia estratégica promoverá maiores dissensões e a concomitante fragilização da UE. O que alimenta o desígnio russo, o estabelecimento de um novo COMECON a oeste. Uma crescente área de influência política, económica e militar. E que será um extraordinário reforço para enfrentar não a máquina bélica norte-americana mas sim a vigorosa extroversão chinesa, cuja tenaz na “Rússia” asiática aparece agora imparável.
Se Putin, com o seu nacionalismo radical e até messiânico, sobreviver politicamente e se viver ainda mais um punhado de anos – e se legar o poder a sucessores competentes – será isso que nos espera.

O texto não faz sentido.
-A Rússia não tem força para criar um Comecon que nunca foi mais que algo incipiente, para começar não tem capacidade industrial e capital humano.
-O que está fazer coloca-a ainda mais na dependência da China.
– A Inglaterra tem fornecido armas à Ucrânia e assim como França se prepara. Quem está bloquear o SWIFT são os Alemães e Italianos.
“… ainda que seja sabida a extrema influência que este tem na política americana, até visível se atentamente interpretado o rescaldo bem crítico que o presidente Bush fez do desempenho do presidente W. Bush..”
A intervenção no Iraque provocou o cancelamento de vários programas militares das grandes empresas, desviou fundos para o serviço dos soldados, apoio a pequenas e novel empresas, combustíveis e peças suplentes.
Excelente artigo. A melhor defesa da democracia e resistência ao autoritarismo começa em casa . Se Portugal é o unico pais da UE que ainda tem um PCP e um irmão Trostkista tratados com tanto carinho pelo sistema e pelos media , que moral temos para agora carpir magoas pelas vitimas de regimes autoritarios ? Temos que comecar por impor um cordão sanitario po cá a Pcp e Be.
Os media são Marxistas foram eles que criaram a dimensão do Bloco, se quer colocar um cordão sanitário ao BE e PCP tem de despedir boa parte dos jornalistas e professores das universidades.
Arranje uma lista dos que por cá apoiaram as razões invasão ao Iraque e dos que não apoiaram. São os mesmos e mais alguns bem parecidos.
“Arranje uma lista dos que por cá apoiaram as razões invasão ao Iraque e dos que não apoiaram. São os mesmos e mais alguns bem parecidos.”
Foi a guerra no Iraque que imunisou a maioria dos muçulmanos contra a Al Qaeda e acabou com um regime que começava invasões(como a de Putin) foi mau?
Diga-me o 25 de Abril foi coisa boa? é que morreram mais de 1 milhão de pessoas depois.
Certo, mas de que lado é que está a ver a questão?
O Iraque incomodava os EUA, a Ucrânia incomoda a Rússia.
E sobre os que morreram depois do 25 de Abril ainda não pararam, continuam a morrer todos os dias.
Todos os meus avós morreram depois do 25 de Abril. Maldito 25 de Abril que faz com que as pessoas morram de velhice!
A visita que Putin está a fazer ao povo ucraniano para o cumprimentar e abraçar fraternalmente, contrasta com a também nobre posição de Zelensky que, pretendendo receber o visitante com as regas do protocolo, denuncia o carácter do seu staff ocidental que, ao invés de se ter associado antecipadamente à cerimónia, deu de froskes para ir snifar umas ganzas que julgam surtirem efeito também na Rússia.
O staff ocidental de Zelensky merece ser despedido e submetido a lei marcial. Entretanto, o digno e respeitável czar Putin faz manobras em outras áreas geográficas e dá indicações que o staff ocidental de Zelensky, a seu tempo, vai mesmo levar das boas; e todos nós também por termos aceite filhos da puta a decidirem por nós.
Oh pah cale-se ! Já mete nojo! Santinho do pau oco!
O seu Deus, que tudo vê ou lê, deve ir vomitar ali à um canto , cada vez que você escreve.
Tá bem, queridinha. Continue a aparecer para vomitar o que quiser. Faça o teste da gravidez. Aqui o santinho de pau oco tem muito prazer em continuar a oferecer-lhe as preciosidades que transporta no interior.
Deus a abençoe e lhe ofereça a oportunidade de continuar tão amável. Não me deixe ansioso.
Grande besta este tipo.
Também te amo. Cuidado com o 666.
Só mais uns exemplos, em vez de desenvolverem uma nova fragata a marinha dos EUA criou na primeira década do século XXI::
– LCS( Littoral Combat Ship) um navio para combate fléxivel, modular, todas palavras que ficam bem no powerpoint. São um falhanço, com menos de 10 anos de vida alguns já foram retirados do serviço.
De frente ao facto fizeram um concurso para a próxima fragata(dobro do tamanho das nossas). que foi ganho por uma proposta Italiana em vez de uma proposta de um estaleiro Americano. A 1B$ por fragata.
Um estaleiro nos EUA em dificuldades foi comprado pelos Italianos para o efeito.
Afinal o famoso complexo militar-industrial americano não é assim tão potente…
A Rússia é perseguida na UE… A China é perseguida na UE… Só Meca é que é acarinhada na UE, deve ser por ter andado a decapitar comunidades cristãs no Médio Oriente, que teria sido pior se a Rússia não tivesse intervido na região… O Ocidente, está a implodir, os anglo-saxónicos estão em fase de negação…
O reino jihadista da Arábia Saudita também devia ser alvo de sanções devido à guerra no Iémen e ao financiamento de terroristas. A maioria dos terroristas do 11 de Setembro não eram iranianos, sírios ou iraquianos, eram mesmo sauditas.
O motor da História é a História. O lado russo é compreensível, previsível, e se calhar na perspectiva de Putin esta invasão da Ucrânia até testa duas coisas:
1° — testa a vontade, nula, desmilitarizada, de os europeus irem muito mais além de fecharem uns bancos e porem umas bandeirinhas azuis e amarelas no Instagram a dizer “Ucrânia estamos contigo” (tiveram 10 anos para incluir a Uk na EU mas recuaram sempre perante as ameaças de Putin). No fundo não querem por os pés no mundo que usa o cirílico, nem querem que o mundo do cirílico traga de lá os seus estouvados marialvas (quando os romenos e os moldavos começaram a vir para Oeste, os Ingleses puseram-se logo a milhas). E agora que os Ingleses se puseram a milhas, e mesmo com a França, a Europa é fraca militarmente. Se Putin resolver avançar para a Bulgária (mais um país da esfera do cirílico onde ficará sempre bem mais um presidente fantoche) vai ser um verdadeiro sarilho. Será outro povo abandonado à sua sorte, como os ucranianos. Não se pode andar a acenar com inclusões nisto e naquilo e a prometer coisas e depois assobiar para o lado quando a trampa bate na ventoínha, como dizem os americanos. A resposta atravessada do Presidente Ucraniano ao tweet de Mario Draghi é sinal desse ressentimento que fica quando nos tiram o tapete.
2º — testa a senilidade de Biden, a que nem os seus super-generais querem dar cobertura. Ninguém no seu perfeito juízo vai para a guerra com um chefe gagá e com as universidades infestadas de esquerdistas e toda a gama de wokismos que a internet criou. Além disso, confirma a implosão da linhagem Clinton e dos expansionistas da NATO. Já não há democracia para exportar.
A única virtude disto tudo é que a expansão da Rússia será sempre uma força contrária à expansão islâmica — num mundo em que os valores europeus definham dentro das suas próprias armadilhas políticas.
Para se ser ocidental, não se pode ser multicultural. Keep it in mind.
2º — testa a senilidade de Biden, a que nem os seus super-generais querem dar cobertura. Ninguém no seu perfeito juízo vai para a guerra com um chefe gagá e com as universidades infestadas de esquerdistas e toda a gama de wokismos que a internet criou.
Estás desactualizado. Uma das fontes woke são as forças armadas americanas.
Por acaso até estou. Parece que a França e Inglaterra estão a ajudar a Uk com meios militares e os States têm os serviços militares em sintonia com Kiev. Já é uma ajuda. Seria óptimo, mas Putin dificilmente vai desistir de ganhar isto..
Meus caros luck e V., creio que sonham com situações que pensam ser realidade. Um breve comentário para revelar que não é assim:
Os USA, na pessoa da Biden-Hillary, possuem uma visão unipolar do mundo, centrada neles mesmos. A ue e a nato não são nada mais nada menos que os USA.
Estes loucos, USA/Biden, esqueceram a existência de 2 grandes potências: a Rússia tirada dos mortos por Putin e a China engrandecida desde o início da política 1 país 2 sistemas.
Por fim, a entrada da Rússia na Ucrânia colocou-a e ao mundo num ponto de não retorno, e este ponto refere-se ao seguinte: ou os USA recuam ou o final será desastroso para todos.
Pensem nisto e não se aflijam se tiverem testamentos a fazer, pois ninguém beneficiaria deles.
Tens aqui um video com o recrutamento para o Exército Russo e outro para o Exército Americano. OiU
https://www.youtube.com/watch?v=k5wyeApO
Está bem apanhado. Isso revela a menina Biden e Cia.ltd. Trump voltará a tornar a América great como Putin fez com a Rússia.
Alguma vez os américas vão peder esta oportunidade para mais uns bons negócios com armamento. E, calhando, vai uma entrada Rússia dentro até ao pitrol, opois logo se vê.
O mal do mundo não é a América. Se não fosse a América já nem existíamos ou estávamos agora com tanques russos na Alameda. Isto sem contar com os traidores.
Estávamos agora?? Senão existisse a América também não existiam os russos.
Trump, o comparsa perfeito de Putin que incitou à revolta contra o Capitólio? Devia era ser julgado por alta traição, quanto mais candidatar-se (até porque que é um jovem). Mas percebo, é essa sua admiração por “homens fortes”, os mesmos que nos trouxeram a esta situação. Desconfio que há aí uma pulsão homoerótica mal resolvida.
Olá João Pimenta, obrigado pela informação. Verifico que o meu amigo é especialista em pulsões homoeróticos. Pode descrever o que lhe acontece nesses momentos para que eu fique atento e possa evitar?
Aí tem o exemplo de que a américa da menina Biden é ineficiente e nem o Trump é capaz de meter na prisão, e para lhe dar satisfação a si.
Será que a Burisma Holding ucraniana pode dar alguma indicação do fenómeno que tem vindo a assolar a américa?
Beijinhos
Não faço ideia, isso deve ser mais do seu pelouro. É que com tanta admiração por “homens fortes” e tanta vontade de dizer que “gosta de gajas” pareceu-me que havia aí um qualquer recalcamento homossexual que preferia esconder. Talvez não ande longe da verdade. Deixe estar, é feitio.
Obrigado, João. Eu sabia que podia contar com sua experiência.
Não tem nada que agradecer. Só quero é que seja feliz.
Reitero a gratidão. Aceito a sua tão grande abnegação e renúncia por minha felicidade.
“No fundo não querem por os pés no mundo que usa o cirílico”. Dizer isto para mais à frente falar da Bulgária, por acaso onde nasceu o cirílico e que faz parte da UE e da NATO, e que a expansão da NATO deve-se unicamente a Clinton esquecendo o neoconservadorismo de Bush Jr, e no meio disto tudo, esquecer-se de pôr as culpas no invasor talvez não seja senilidade, mas é de uma falta de memória brutal.
Eu estava a tentar considerar alguns aspectos que me parecem óbvios na perspectiva dos Russos. Não estou a desculpar o invasor. Até acho que a NATO devia arranjar um surrogate para intervir, como faz o Kremlin e o PCP nas suas batotas típicas.. Bem mereciam levar com um exército de mercenários sem bandeira patrocinado pela NATO.
Relativamente aos neo-conservadores não sei, mas a Bulgária entra para a NATO em 2004. Apesar de G.W andar por lá não sei se foi uma consequência directa “dos Bush” — parece-me mais uma estratégia dos EUA que já vinha na sequência da política externa dos Clinton, favorecida pela expansão económica e pelo optimismo que vinha dos finais dos anos 90: a ideia de que a democracia e os formatos liberais são exportáveis a todo o mundo através da globalização. Os Clinton eram liberais, não eram trotskistas. E não vejo qual é a contradição de falar na Bulgária por causa do berço do cirílico. Au contraire.
Isto é o que vou lendo. O resto é ignorância minha, não sou especialista em coisa nenhuma. Detestaria ser um.
“parece-me mais uma estratégia dos EUA que já vinha na sequência da política externa dos Clinton, favorecida pela expansão económica e pelo optimismo que vinha dos finais dos anos 90: a ideia de que a democracia e os formatos liberais são exportáveis a todo o mundo através da globalização”
Mas essa era precisamente a teoria dos neoconservadores, que influenciaram decisivamente Bush e que no seu tempo dominavam a política externa dos EUA (em conluio com alguns veteranos, como Chenney e Donald Rumsfeld) e que aproveitaram o 11 de Setembro para a pôr em prática. entretanto, até o seu inspirador, Francis Fukuyama, a abandonou.
Para se ser ocidental tem de se estar a ocidente.
Nunca mais acaba essa do ocidental, então Japão, a Austrália e Nova Zelândia em que raio de ponto cardial estão?
Acabe-se com essa do ocidental, que até religiosamente não cabe, diga-se capitalista, ou erconomia de mercado, liberal e até ditatorial.
“Racconti di un pellegrino russo” furono stampati la prima volta a Kazan nel 1881; oggi sono già
divenuti il libro più conosciuto e diffuso della spiritualità russa ….
Primo racconto
Pregate senza posa
Per grazia di Dio io sono un uomo e cristiano, per azioni gran peccatore, per condizione un pellegrino senza terra, della specie più misera, sempre in giro da paese a paese. Per ricchezza ho sulle spalle un sacco con un po’ di pane secco, nel mio camiciotto la santa Bibbia, e basta. La ventiquattresima domenica dopo la Trinità sono entrato in chiesa per pregare mentre si recitava l’Ufficio; si leggeva l’Epistola dell’Apostolo ai Tessalonicesi, in quel passo dove è detto: “Pregate senza posa”. Quella parola penetrò profondamente nel mio spirito, e mi chiesi come sarebbe stato possibile pregare senza posa dal momento che ognuno di noi deve occuparsi di tanti lavori per sostenere la propria vita
Então, porque não apoiar de imediato a adesão da Ucrânia à UE e à NATO?
Sabes que existem armas nucleares ?
E na Roménia, Bulgária para quê a NATO se existem armas nucleares?
Bom , valha a verdade que a “Santa Rússia” nunca, ao longo dos séculos se preocupou/interessou por questões de “mercearia”…
E a “América” deixou de o ser quando renunciou a ser WASP e o publicitou oficialmente a 8 de Novembro de 2008 ( eu sei, eu sei , é politicamente incorrectíssimo neste “ocidente” efeminado, infantilizado , acobardado…).
Derrubar estátuas de R. Lee, T. Jefferson, T. Roosevelt reforçaram os sinais “anímicos” destes Estados (ainda) Unidos, instantâneamente interiorizados e interpretados geopoliticamente tanto pelo Czar como, mais importante ainda , pelo Imperador…e os resultados, já são “palpáveis”…
Tempos profusamente interessantes nos aguardam…
JSP
Usa a palavra “efeminado” porque nenhuma mulher o quer?
A Europa, toda rota, faz a mesma coisa que fez quando a União soviética invadiu a Hungria, invadiu a Checoslováquia…uma vergonha de museu arruinado que se transformou a Europa.
A propósito de museu.
Quem estará a tomar conta dos museus Ucranianos?
Calhando, estará a acontecer o mesmo que aconteceu em Bagdad, uma rapinagem para os grandes traficantes e obras de arte.