Começa a justificar-se melhor que o primeiro-ministro tenha dito que puxou da golden share na PT por razões de estratégia. Desde logo, estava na cara que a PT encontraria outra posição no Brasil, ainda que menos favorável, e que iria agora investir mais no mercado angolano, o que já se desenha. O mundo dos negócios é assim mesmo: faz-se de estratégias.
Além disso, começa também a desenhar-se que os administradores da PT venham a ganhar um “prémio de gestão” extra pelo negócio da Vivo. O que José Sócrates não tinha explicado muito bem é que não se tratava de estratégia nacional, mas sim de estratégia da própria PT. Mas também estava na cara: se a PT fosse estratégica não teria sido privatizada, não é? A menos que a política nacional seja muito fraquinha.

Pois. Foi a via encontrada para estrategicamente serem negociadas condições favoráveis à continuação da empresa no mercado brasileiro e à entrada em novos mercados propícios ao desenvolvimento e expansão da mesma. Não acredito de facto na utilização inocente da golden share. Curiosa é a forma como a inadequação da decisão foi tão comentada, quando ela serviu apenas para atingir um fim maior.
Ora bem.
Devemos ter razão assim sendo (lol).