PSL.


Luís Menezes Leitão,

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Não tenho paciência nenhuma para as fitas de Santana Lopes. O seu governo foi um desastre para o PSD, que atirou para uma derrota história, permitindo a maioria absoluta do PS de Sócrates, que depois conduziu o país à bancarrota. Agora também teve grandes responsabilidades na derrota autárquica, fazendo o partido hesitar meses na candidatura a Lisboa, a que depois renunciou devido ao compromisso com a Santa Casa. Esse compromisso naturalmente desapareceu logo para se candidatar à liderança do PSD contra Rui Rio, onde até teve uma votação razoável, podendo ser o rosto da oposição no partido. Mas a oposição a Rui Rio também desapareceu logo no dia inaugural do Congresso, quando entraram os dois de braço dado, fazendo uma lista única. Pouco tempo depois, rompe outra vez com Rui Rio, mas no PSD já ninguém lhe ligou nenhuma. Agora anuncia um novo partido, o que também já anda a anunciar desde 1996, o célebre Partido Social Liberal, com a sigla PSL. Só o nome do partido já mostra a contradição em que Santana Lopes vive desde sempre, sendo o seu projecto político apenas o seu próprio ego. Que forme o novo partido, que rompa com ele, que forme outro ainda, e que volte a formar outro mais uma vez. A mim preocupa-me mais o combate político contra este governo.

16 comentários em “PSL.”

  1. Se o Luís Menezes Leitão pretende incentivar “o combate político contra este governo”, porque não se candidata ele à liderança do PSD? Com a companhia do seu colega de blogue Pedro Correia (e quiçá com a de um co-autor dele, Rodrigo Gonçalves), faria um “ticket” bem atraente…

  2. um desastre para o PSD, que atirou para uma derrota história, permitindo a maioria absoluta do PS de Sócrates, que depois conduziu o país à bancarrota

    Até parece que Santana Lopes é indiretamente culpado pela bancarrota!!!

    Na verdade a bancarrota surgiu somente 13 anos depois de Santana Lopes ter sido afastado do governo, e surgiu no seguimento de uma crise financeira que Santana Lopes jamais poderia ter previsto.

  3. “Só o nome do partido já mostra a contradição”

    Depende do que considerarmos social.
    Uma pessoa que abra uma empresa em que as outras pessoas só entram de livre vontade é o mais social que existe. Serve a sociedade sem coerção.

    Se por outro lado considerarmos a palavra social como derivada do Socialismo ou seja da coerção, aí sim concordo que é uma contradição.

    Infelizmente é esta ultima identificação que é mais comum.

    1. Qualquer tentativa de melhoramentos sociais , de progresso social ,tem de na sua génese a lei e por isso a coerção. Não se abdica do poder espontaneamente.

      Proibição do Trabalho infantil, Leis Anti-Trust, Acto do Divórcio, Movimentos Pró Direitos Cívicos. …

      Sim, tudo marxismo….e o Tu….e por aí fora.

      Mas que sabes tu se trabalhas para o Estado?

        1. Onde já se viu um membro do PCP a trabalhar numa empresa!

          Não me digas que os Marxistas trabalham todos em comunas e recusam empregos em empresas do grande capital e do pequeno capital…

          Já não seria precisa a CGTP…

      1. De repente gostas de coerção e armas, não me digas que trabalhas para uma empresa de armamento?

        Só para mantermos o nível.

        E compras coisas ao “grande capital transnacional” ? Fazes de livre vontade, elas não te obrigam a lidares com elas…

        Acto do Divórcio – Um excelente exemplo para perceberes a diferença:

        Estado obriga a casar: Coerção Ofensiva do Estado.
        Estado permite o divórcio: Coerção Defensiva do Estado.

        Ou seja o Estado protege a vontade da pessoa que não quer fazer parte de algo. Objecção de Consciência.

        1. Meu caro , o Estado tem como função corrigir os desequilíbrios naturais imanentes das diferenças naturais, ou adquiridas , das “gentes”, primariamente através de um acessso tendencialmente idêntico aos meios que permitam a ascensão social. Ex: Educação. Esta preocupação social é mais antiga que a democracia ou o Estado moderno.

          Deve ainda assumir um compromisso com o bem estar dos marginalizados do sistema pois nem a economia é a resolução de tudo para todos, nem a crueldade com os desafortunados é ou foi alguma vez uma virtude.

          É deste consentimento tácito da maioria que assenta a legitimidade do Estado. O que tu defendes é o libertarismo anarcocapitalista de extrema direita. Se não estás bem por cá compra uma espingarda, torna-te eremita , ou emigra para os Estados Unidos, onde existem umas comunidades para -militares jeitosas.

          Se o Estado não tem meios para financiar o básico assumido pelo Contrato Social referenciem-se os serviços estatais que queremos. Por mim acabava com a tropa e a indústria militar nacional em prol de escolas, hospitais e justiça

          Quanto a trabalhares para a indústria militar duvido. Aliás duvido que faças alguma coisa de jeito.

  4. Estive em bate-papo com uma feminista bastante bem artilhada. Este tem sido o meu desporto em tempo de campeonato.
    A patroa proibiu-me de tomar café. Rebelei-me e disse-lhe que era adepta da eutanásia.
    Respondeu.
    Euuuuuuu? Euuuuu? Onde foi buscar essa ideiiiiiia?

    Ué, ao proibir-me de tomar café, que é cheiiinho de antioxidantes, está a provocar-me uma morte pouco misericordiosa.
    – Eu não o proibi de tomar café. Não quero que tome café com aquela de faróis levantados.
    Resposta:
    Menina, não são faróis levantados, são faróis desalinhados.
    – Seja lá o que fôr. Não quero.

    Resposta:
    Tá bem.

    Ora bem, com tanto desalinhamento e com os faróis apontados para a lua é necessário que o panorama político se foque no essencial. Para alinhar esta conjuntura é bom que Pedro Lopes se apresente com um novo partido, mas um partido inteiro. A coadjuvar esta situação deve aparecer Seguro, ou outro em nome dele, com um novo partido, mas inteiro.

  5. Portugal está num vazio político!
    Navegamos num domínio em que a política deixou cada vez mais de fazer sentido! Como gerimos os objetivos e como enfrentamos as ideias !!! Talvez falha a pena refletir! Ainda somos em Portugal o que? Uma geringonça operativa ou uma procura de poder sobre os valores em que acreditamos ? Perdoem esta reflexão mas sentimos que a política tem menos importância que os valores!!!

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