Parafraseando Gertrude Stein, um prostituto é um prostituto é um prostituto é um prostituto. Mesmo que tenha filhos a mamar da teta do erário público e sorva afectuosas cumplicidades no elenco de putativos servidores da nação.
Todos os prostitutos, como é de regra, têm os seus chulos. E vorazes clientes, enquanto a torneira não cessa de pingar.

![19994255_M29Ir[1].jpg 19994255_M29Ir[1].jpg](https://delito.brucke-multimedia.com/images/2016/19994450_AHEB4.jpeg)
Esta manchete é muito interessante. Só é pena já vir atrasada em uns bons anos.
(e dizer algo que, convenhamos, já toda a gente sabia, ou pelo menos toda a gente a quem a notícia pudesse interessar)
A torneira pingava bem, João: 3550 euros por mês, durante dez anos, é muita fruta. Tal como pagar 100 mil euros a um escritor fantasma por um livro que ninguém leu nem ninguém comprou (estava comprado de antemão, tudo vindo do mesmo generoso saco).
3550 euros por mês dá para dividir por várias bocas, partindo do princípio de que o principal beneficiário, sendo cobarde e venal, não teria igualmente o defeito de ser egoísta. Segundo o artigo, contava aliás com a ajuda pelo menos nominal do filho, desde 2015 assessor na câmara de Lisboa.
Ainda haverá mais revelações. Muitas mais.
3550€ por mês para se aliviar de umas postas de pescada em português sofrível num blogue mal frequentado? Só eu é que não apanho tachos desses, pá.
Vindo de onde vem, não surpreende.
Estritamente reservado a canalhas, João.
Pois é. E isso é uma maçada. Isto de um gajo ser um tipo porreiro (pá!) não leva mesmo a lugar algum.
Conta choruda: 426 mil euros por injuriar e difamar sob anonimato. Tudo em nome do filho, para a canalhice ser mais requintada.
Eu lia o blogue Câmara Corporativa. Já foi há muito tempo e a minha memória não é boa, mas não me lembro de ver nele difamação nem (muito menos) injúrias.
Talvez o Pedro Correia possa dar exemplos…
um livro que ninguém leu
Eu li. E comprei (o exemplar que li).
Compraste e leste? Fizeste mal – se estivesses na fila dos apaniguados levavas de graça e ainda recebias uns trocos…
PS – nem com o Amparo do Farinha aquilo era legível, ouvi dizer…
Acredito, mas, como não estou nem nunca estive na fila dos apaniguados, tive que pagar.
Quanto ao ser legível ou não, é como todos os outros livros: depende dos gostos. Para quem não gosta do tema será, certamente, ilegível. Para mim, foi perfeitamente legível.
Não seria mais justo, justíssimo, dizer-nos quem é felizardo que ganhou a lotaria?
É que, amanhã posso ( mos) vir a ser aldrabado pelo “canalha” bloguista!
” O seu a seu dono”
Nada mais tenho a dizer por agora. O lixo força-nos a ser sucintos.
Não me digam!
Virgem ofendidas descobriram que há bloguistas pagos!
E que há quem anda a fazer pela vida na blogosfera!
Não deviam estar cá na campanha de 2011. Nem a seguir para não repararem no numero impressionante de bloguistas isentos que foi para o governo.
Vens com pseudónimo, cheiras logo a tralha abrantina.
São cobardes até ao tutano.
O vício fica-vos, mesmo com a justiça à perna e o dono com açaimo.
Que mau feitio!
Bateu no nervo?
Agora a sério. Só quem não tenha lido blogues em 2010 acredita que não houve campanha.
Este caso não tem paralelo com nenhum outro, por mais que alguns procurem amalgamá-lo seja com o que for em qualquer outro ciclo governativo dos últimos 40 anos – de Mário Soares a António Costa.
Não tem paralelo pelos conteúdos do referido blogue, onde não falta matéria passível de procedimento criminal, pelo cobarde anonimato em que se mantiveram o serviçal e seus cúmplices, pela verba envolvida (ao nível do salário de um secretário de Estado), pela duração temporal (uma década) e – uma vez mais – pela ligação ao inefável financiador privado do antigo chefe da orquestra governativa.
Mais infame do que a calúnia anónima só a calúnia anónima movida pelo vil metal. Agora pelo menos o prostituto tem nome. Falta-lhe ser desvendado o rosto.