Prostituição de rua


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Amigo avisa-me que este individuo é deputado do PSD. Neste estilo ordinário confesso que ainda prefiro aquela Amaral Dias, coisas de gosto pessoal. Mas que este rasca não nos faça esquecer que o cabeçalho do dia é aquilo da banca sustentada por todos nós perdoar ao “grande empresário” Pereira Coutinho cento e muitos milhões de euros. E perdoa-lhe, coitado que até a ilha teve que vender, por causa desta gente. Depilada e prostituída.

E ainda há quem vote PSD …

(Adenda: para quem ache que exagero – fui ver quem é este homem. É deputado há 7 legislaturas, quase 30 anos. Deixou alguma marca relevante para além de mostrar o decote a uma revista “lite”?)

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0 comentários em “Prostituição de rua”

  1. Não percebo a indignação com a capa. Cada um faz as figuras que quer. Quem quiser comer, come.

    (sim, também aprecio a persona da JAD)

    1. Eu explico-lhe muito facilmente as razões da minha indignação, que você anonimus não percebe: é devido a um termos chegado a um estado em que é preciso explicar a razão deste imundície ser ofensiva, de termos chegado a um estado em que há anónimos com us na cabeça que acham isto aceitável.

      1. Imundície…
        O homem quer mostrar o resultado do workout no gym, o laser e umas camadas de photoshop por cima.

        Podem sempre esconder a men’s ao pé da Gina, mas não será caso para tanto.

  2. E esta capa dar-lhe-à mais visibilidade, e com isso votos, do que as mais bem elaboradas e profundas intervenções parlamentares (que, no caso, ehhhh).

    É isto que se fomenta. Porque quando não há respostas, melhor é alimentar quem não tem perguntas.

    1. Dar-lhe-á o tipo de visibilidade a que o homem pode ambicionar. Após 7 legislaturas como deputado. 7! Sem deixar qualquer marca relevante a não ser depilar-se para uma capa de revista. Isto é inenarrável.

      1. Para adjectivar o contexto, por i ocorrem-me insidioso, ignóbil, iníquo… inenarrável, não concordo, penso que no postal e no comentário narrou o que haveria a narrar.

          1. Havia percebido.

            Aproveito para relembrar que as prostitutas são pessoas dignas que estão no negócio do sexo; as outras é que vendem qualquer coisa, incluindo a dignidade.

          2. “Aproveito para relembrar que as prostitutas são pessoas dignas que estão no negócio do sexo; as outras é que vendem qualquer coisa, incluindo a dignidade”.

            Eu pensava que quem abre as pernas, por um preço, aluga a vagina e vende a dignidade.

          3. Vende tanto a dignidade como quem aluga o corpo para ser quem não, como quem aluga a mente para produzir soluções para problemas alheios, como qualquer pessoa que não confunda aquilo que é com aquilo que faz como profissão por si escolhida.

            De qualquer forma, uma prostituta não aluga a vagina – permite ao cliente o usufruto acordado. Falo de prostitutas, podia falar de prostitutos. Que são profissionais – porque há quem abra as pernas por escravidão. E, ainda assim, nem escravas nem prostitutas têm algo a ver com as outras.

          4. Não a acompanho nessas suas derivas neomarxistas e pós modernistas identitaristas.

            Presumo que para si o trabalho de uma puta, ou de um chulo, é igual, em dignidade, ao de um neurocirurgião, antropólogo, ou jornalista. Não a sigo, minha cara.

          5. Cada um deriva por onde entender mais adequado. Há mesmo quem derive de todo e não saiba a quantas anda, entre o que é a dignidade e o que é a profissão.

          6. Se ela exercer bem a sua profissão tem a mesma dignidade. Já um chulo não é profissão, é exploração do trabalho dos outros.

          7. Eu concordo consigo, muy estimada senhora Sarin.
            Permitir ao cliente o uso(do)fruto acordado não é perda de dignidade.
            Perda seria, para lá de má-fé e dolo implícito, se estivesse a dormir, ou mesmo a passar por uma sesta.
            Não ligue, este Vorph é um alarmista.

          8. Caro Corvo, estimo este nosso reencontro e estimo as suas palavras. O uso do fruto desacordado, em sesta ou sono profundo, seria sempre doloso, quiçá doloroso – dores queimaduras e outras fracturas não sujeitas a factura. E não consta que tenham seguro de acidentes de trabalho…

  3. Como na actividade política atual, e conhecendo eu alguns programas de edição como conheço, digo que há muito mais muito “photoshop”…

    1. De facto isto é só photoshop, a acção política como mero “photoshopar”, e muito “cropar” sobre a inanidade do agente político. Isto é uma radical vergonha para um partido que tem este indivíduo plantado na AR.

    2. Essa do conheço o photoshop por dentro e por fora e reconheço fotos manipuladas a 300 metros é pura treta. Para chavões populares acho mais piada aquele do “olhe, moro aqui há 50 anos e nunca bi uma cousa destas”.

      1. Cada um interpreta como quer… Uns são realistas outros preferem a ilusão… 🙂

        E não falo da foto 😉

  4. Não è o primeiro deputado a fazer figuras tristes.
    Normalmente tal acontece quando expõem o que têm dentro da cabeça, este foi ao mostrar o que tem dentro da camisa.
    O “valor” de Duarte Pacheco enquanto político e intelectual é hoje, o mesmo de ontem, não é por mostrar os pecs que subiu ou desceu na consideração do cidadão.
    Aguardo pela resposta do Bloco, capa com as manas Mortágua vestidas de camponesas soviéticas sexys.

    1. Não é o primeiro nem será o último. Mas penso, ao contrário de si, que o “valor” deste deputado – de quem nunca ouvira falar (vi no FB um amigo escrever sobre “isto” e perguntei-lhe quem é este pateta) – ainda baixa: a noção (se é que consegue chegar ao estado de ter noções) de que isto é atitude consentânea com uma profissão (porque no caso dele é mesmo uma profissão) parlamentar dirá ainda mais sobre a personagem. E muito sobre um partido que comporta profissionais destes e por estes se reproduz.

      1. Este até é dos cromos mais conhecidos.
        De certeza que já o conhecia anteriormente.
        É colocar roupa no boneco e desenhar uns óculos.

    2. expõem o que têm dentro da cabeça, este foi ao mostrar o que tem dentro da camisa

      O que interessa na verdade é ver o que ele tem dentro das calças, e o desempenho desse “músculo”.

      É que, os músculos na parte superior do corpo em nada indiciam o desempenho do “músculo” inferior.

      1. “É que, os músculos na parte superior do corpo em nada indiciam o desempenho do “músculo” inferior.”

        Aí é que se engana. Quanto mais largo o perímetro abdominal, por falta de músculo e excesso de tecido adiposo, pior a performance sexual. Agora o que pode dizer é que o tamanho dos músculos superiores em nada indicam o tamanho do inferior

    1. Não esperava de si, apesar das enormes discordâncias ideológicas que são notórias através dos seus comentários, uma afirmação pejada de tamanha e tão específica vontade discriminatória. Aceito o comentário mas de nenhum modo o subscrevo.

      1. Acredite jpt, se me conhecesse seriamos unha com carne.

        Sou um Cínico, tendo como Ideologia, a Contra-Ideologia, ou seja, defendo piamente tudo aquilo em que não acredito. E quanto menos acredito nalguma coisa mais indignado fico perante aqueles que criticam o que eu não acredito…faço, também, umas boas febras grelhadas.

        Eis o meu manifesto politico:

        “Vem por aqui” – dizem-me alguns com os olhos doces
        Estendendo-me os braços, e seguros
        De que seria bom que eu os ouvisse
        Quando me dizem: “vem por aqui!”
        Eu olho-os com olhos lassos,
        (Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
        E cruzo os braços,
        E nunca vou por ali…

        A minha glória é esta:
        Criar desumanidade!
        Não acompanhar ninguém.
        – Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
        Com que rasguei o ventre à minha mãe

        Não, não vou por aí! Só vou por onde
        Me levam meus próprios passos…

        Se ao que busco saber nenhum de vós responde
        Por que me repetis: “vem por aqui!”?

        Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
        Redemoinhar aos ventos,
        Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
        A ir por aí…

        Se vim ao mundo, foi
        Só para desflorar florestas virgens,
        E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
        O mais que faço não vale nada.

        Como, pois sereis vós
        Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
        Para eu derrubar os meus obstáculos?…
        Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
        E vós amais o que é fácil!
        Eu amo o Longe e a Miragem,
        Amo os abismos, as torrentes, os desertos…

        Ide! Tendes estradas,
        Tendes jardins, tendes canteiros,
        Tendes pátria, tendes tectos,
        E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios…
        Eu tenho a minha Loucura !
        Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
        E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios…

        Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
        Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
        Mas eu, que nunca principio nem acabo,
        Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

        Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
        Ninguém me peça definições!
        Ninguém me diga: “vem por aqui”!
        A minha vida é um vendaval que se soltou.
        É uma onda que se alevantou.
        É um átomo a mais que se animou…
        Não sei por onde vou,
        Não sei para onde vou
        – Sei que não vou por aí!

        José Régio, in ‘Poemas de Deus e do Diabo’

        1. hum, nem acredito nessa sua auto-definição, pela adesão ao (“neo”)comunismo que vem demonstrando nas suas reaccionárias afirmações neste DO, aprisionadas pelo básico anti-americanismo típico dos radicais identitaristas, nem partilho, como democrata nada cínico, desses seus rumos ideológicos auto-proclamados
          Quanto às febras grelhadas não me oponho. Mas chegam-me amendoins ou ascendo a castanha de caju, para acompanhar o uísque. Tudo o resto é luxo, típicas aspirações da pequena-burguesia de extracção bloquista

  5. Inenarrável.

    Mudando de assunto: Obrigado pelo post acerca do Macaulay. Fui espreitar e descobri ‘The way things work’, que me parece óptimo para a miudagem. Vou oferecer ao meu filho.

    1. Ainda bem que lhe foi útil. Viu a adenda? Pelos vistos há edição portuguesa, pelo menos do “Catedral” – ainda que já antiga.

  6. a banca sustentada por todos nós perdoar ao “grande empresário” Pereira Coutinho cento e muitos milhões de euros

    Isso é uma descrição popularucha da questão. Esta descrição está, sim, ao nível da fotografia da Men’s Health.

    O que temos é a banca a questionar-se de que forma tem maior probabilidade de recuperar uma maior parte daquilo que emprestou a Pereira Coutinho: levando-o à falência, ou sustentando o plano de recuperação das empresas dele? Quatro bancos ponderaram esta questão e concluíram, racionalmente (embora talvez erradamente), que têm maior probabilidade de recuperarem o seu dinheiro sustentando o plano de recuperação.

    Esta é a descrição correta da realidade. Essa coisa do “perdoarem-lhe as dívidas” é conversa de revista.

    1. Não senhor Lavoura. Tem um sistema bancário, público ou privado financiado pelo Estado, a largar milhares de milhões de euros para a “iniciativa privada”, sem qualquer controle, seja pelos “amnésicos” políticos que “tutelaram” a banca seja pelas instituições políticas que patrocinaram (ou melhor dizendo, foram patrocinadas) por tudo isto. Discurso popularucho, de revista ordinária, reside nos seus argumentos, aparentando procurando um valor facial – que não existe.

    2. https://www.google.com/amp/s/www.tsf.pt/economia/interior/amp/perdoada-divida-de-116-milhoes-a-pereira-coutinho-10855921.html

      Grasna como um pato, anda como um pato, parece-se com um pato, então é de certeza um pato.

      Tudo o resto é conversa de advogado. Areia para os olhinhos do contribuinte que se não saldar as suas dividas ao Banco entra na lista negra do sistema bancário. Ou seja nunca mais consegue um empréstimo.

  7. Vou ser honesto: depois de um primeiro-ministro a cozinhar de avental num programa matinal, um presidente da república a comentar um jogo de futebol numa flash-interview, o mesmo presidente a fazer um telefonema em directo para a emissão de estreia do mesmo programa matinal, o mesmo presidente e o mesmo primeiro-ministro a “cantarem” num concerto de rock – esta capa de uma figura menor já só me consegue provocar um encolher de ombros e um bocejo. Deve ser a isto que os dicionários chamam “dessensibilização”.

    O maior problema da nossa vida política é que se vai separando o trigo do joio – e atira-se o trigo para o lixo.

    1. Não se esqueça da parte de ser porta-voz do Casillas, do telefonema para a Rádio Comercial e de apadrinhar o crime no “Jamaica”…

      E já nem falo naquele religioso indultado…

      100% de acordo consigo…

  8. Volto a este postal (que não encontrei n’O Flávio) para lhe apresentar uma outra situação algo caricata, mas de lá longe – e sobre a qual talvez já tenha lido, mas pronto:

    https://ionline.sapo.pt/artigo/658431/dinamarca-candidato-as-eleicoes-faz-campanha-no-pornhub?seccao=vida_i

    Acho interessante um candidato achar que alguém que procura pornografia vai estar atento a mensagens políticas; entende-o como prova de bom-humor, o que dá uma ideia das políticas defendidas na matéria – sempre ganha ao deputado do PSD, cuja mensagem me continua a escapar.

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