6 comentários em “Profetas da nossa terra (39)”

  1. Por sinal, recordei-me desses já antigos sinais de esgotamento da Portela no dia da final da taça dos campeões de futebol em Lisboa, em que o movimento por lá foi o que se soube e não houve notícias de voos desviados para Beja…

  2. Sim, está claramente reconhecido que, de Teixeira dos Santos, notavam-se os sinais de esgotamento da sua capacidade.
    Os estudos técnicos confirmaram como localização adequada a Outra.

  3. Está de há muito em curso o ressuscitar das hostes socráticas que sofrem já de um excruciante síndrome de afastamento do poder.
    Com Costa vê-los-emos por aí…

      1. Meu caro, à segunda já se caiu E levou-nos onde estamos. E o PS, por muito que se aponte a esse propósito, tem desde então continuado a ganhar eleições. Cuidado, o PS acha-se desde sempre com um direito divino ao poder e uma divina impunidade. E, com o temporário arrufo, o povo tem-no reconhecido.

        Cuidado. É de facto curta, a memória do povo. Curta e/ou selectiva. E é um povo pouco qualificado, excepto talvez para “fazer massa” e assentar tijolo. Acenem-lhe com “obras”, “construção”, “progresso” e o pior é de temer. Um povo com manifesto horror à natureza e verdadeira paixão pelo azulejo de casa de banho, o cimento e a marquise de alumínio. Que equipara redutoramente desenvolvimento e construção civil. Cuidado, mais ainda quando grassa o desemprego e a ideia de uns milhares de empregos, por uns anos, seria muito apetecível. E patrocinada pelo partido que acredita que o dinheiro aparece sempre…

        A construção do novo aeroporto, a fazer-se, só bem secundariamente terá a ver com necessidades da aviação civil. Essas serão um bem-vindo, mas não essencial, pretexto. Há muito negócio e favor a satisfazer, muita gente ansiosa pela sua hora, a sua vez. Muita vingança a ferver em lume brando.

        Por analogia, se uns fazem por estes dias birras cínicas e desastradas com o Tribunal Constitucional, outros aguardam a sua vez para outras birras.

        O povo seria o idiota útil. Presta-se à função.

        Costa

        1. Tem toda a razão, no que diz e o problema principal é mesmo a memória curta e selectiva ou então pior, já ninguém se importa com o futuro dos filhos e dos netos e o que a muitos interessa é o hedonismo das opções imediatistas e atirar as responsabilidades para o futuro.

          A democracia vive da profundidade da cidadania de cada um dos actores e temo que entre eleitos e eleitores haja ainda poucos que realmente queiram o bem de todos e exemplo maior disso foi a derrota de Manuela Ferreira Leite nas legislativas de 2009 devendo-se em parte ao aumento de 3% da função publica feito pelo inginheiro mas que logo no ano a seguir tirou 5% e desde aí quanto já não perderam?

          Existem no entanto alguns sinais de esperança como por ex. a derrota de Luís Filipe Menezes no Porto nas autárquicas, sendo que o problema agora é em 2015, onde entre os candidatos existentes (Seguro/Costa e PPC) nenhum tem capacidade para liderar Portugal mas até ver não se vislumbram outras opções mas felizmente ainda falta muito tempo embora tenha o palpite que até lá ainda vamos ver um golpe de teatro protagonizado pelo PSD / CDS-PP ou até mesmo pelo PR com a conversa da chacha dos compromissos.

          Após de três anos de farsa constante já acredito que tudo é possível pois se em 24h dois ministros se desdizem completamente, em 3 meses muita coisa pode mudar, além de que o renunciar á ultima tranche da Troika trás para mim água no bico pois a conversa dos juros mais baixos foi muito mal amanhada, pelo menos para mim.

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