Presidenciáveis (9)


Pedro Correia,

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 Henrique Medina Carreira

 

Advogado, ex-docente universitário, comentador de assuntos financeiros. Mário Soares, verdadeiro expert na matéria, escolheu-o como ministro das Finanças do I Governo Constitucional. Medina Carreira é uma das cassandras do regime: praticamente não passa um dia sem escutarmos a sua voz bem timbrada a antever toda a espécie de catástrofes prontas a abater-se sobre o solo pátrio.

 

Prós – Este sagitariano dispõe de tribuna garantida na TVI 24, conseguiu ultrapassar Vasco Pulido Valente como profeta máximo das desgraças nacionais e conta com a admiração incondicional de Judite Sousa.

 

Contras – Usa pêra, algo hoje muito fora de moda na política: o último Presidente da República a usá-la por cá foi Bernardino Machado, entre 1925 e 1926 – um mandato que terminou manifestamente mal. Tem 83 anos, embora não pareça.

0 comentários em “Presidenciáveis (9)”

  1. Caro Pedro Correira,

    Tem toda a razão! Quando eu tiver 83 anos quero estar parecido com o Medina Carreira!

  2. Pelo menos foi dos poucos que avisaram sobre o perigo do endividamento do país, ainda antes da crise. Este juntamente com o António Barreto levavam o meu voto.

  3. Raio, mais um gajo. E gajas? Tem de se arranjar nem que eu vá buscar a Ciciollina. Bem melhor que este velho podre e anunciador de desgraças. E bem conhecido garças à Judite.

      1. Olhe, ponha por exemplo a Maria Flor Pedroso. Eu votaria nela sem problemas. Tem um vasto conhecimento de política e políticos. Está perfeitamente à vontade no meio.

  4. Seja mais justo com o MC. Nem sequer aparenta nem deve ter perfil para corta fitas. Basta ver a independência que sempre mostrou quando diz o contrário do que os papagaios de serviço dizem.
    Para azar nosso tem acertado quase sempre.

    1. Bem, o problema é que nunca, ou raramente, lhe contrapõem um papagaio á frente de modo que diz o que quer sem que o contradigam. Acertado sempre? Isso é gozo não é? Ele já foi Ministro das Finanças!! E acertar sempre, só o Papa é infalível que eu saiba.

  5. Eu acho que, se o Pedro Correia considera seriamente a hipótese de um presidente com 83 anos de idade (quando fôr eleito; quando terminar o mandato já terá 88), então podia ir ainda mais alto e tentar um presidente com mais de 100 anos de idade. Nã acha que o Manoel de Oliveira daria um excelente candidato? É culto, viajado e fala francês…

    1. Não é meu costume usar o argumento da idade. Vejamos: se Adriano Moreira (hoje com 92 anos) se tivesse candidatado à presidência da República com 83 anos não haveria argumento sólido nem sério contra essa pretensão com base no bilhete de identidade.
      Lembro, a propósito, que o Presidente da República Italiana renunciou há dias às funções, decidindo enfim “ir descansar”. Tem 89 anos (fará 90 em Junho) e é o político mais popular do país. Como foi um dos seus antecessores, Sandro Pertini, eleito presidente em 1978, aos 82 anos. Cumpriu até ao fim os sete anos de mandato e saiu entre aplausos gerais.

      1. Não é meu costume usar o argumento da idade.

        Sim, eu já percebi isso. Mas então, tal como digo, porque não o Manoel de Oliveira? É um homem bem apessoado, culto e com experiência internacional…

        não haveria argumento sólido nem sério contra essa pretensão com base no bilhete de identidade

        Pois não. Mas, tal como há uma proibição constitucional de cidadãos com menos de 35 anos de idade serem presidentes, penso que também deveria existir uma proibição para idades máximas… E, já que não há tal proibição, devem ser os cidadãos eleitores a ter o bom senso de a colocar em prática, recusando-se a votar em candidatos com mais de, digamos, 70 anos de idade.

        Quanto à Itália, eu não nego que um indivíduo possa ser um bom presidente com 80 anos – sobretudo se, ao contrário daquilo que é hábito entre os presidentes portugueses, não viajar muito. Mas pergunto: um indivíduo mais novo não fará, invariavelmente, melhor figura? Para quê escolher para presidente um tipo de 70 anos de idade, se há muitos tipos com 50 ou 40 anos de idade que farão muito melhor?

          1. Não tenho nenhuma sugestão concreta. Mas qualquer cidadão é livre de se candidatar. E nem precisa de ser um político.
            Veja por exemplo a atual presidente da Ordem dos Advogados. Não daria uma perfeita presidente da república?
            E a Maria Luís Albuquerque? Não tem também perfeita presença e personalidade para ser presidente?

          2. Aquilo que pretendo ilustrar é que, na sua lista, você já está a partir de uma conceção peculiar de PR: o PR deve ser um tipo velhinho e já pré-reforma, deve ser um “senador”. Eu verifico que, efetivamente, é essa a conceção de PR que está em voga na política portuguesa: o presidente-senador. Mas nada na constituição, nem na razoabilidade, obriga, ou sequer recomenda, que esse seja o perfil correto para um PR.

            Em meu entender – e eu não sou político, por isso o meu entender não tem qualquer relevância prática – o PR deve ser uma pessoa na sua vida ativa. Não deve ser um político reformado.

          3. Discordo veementemente. O presidente deve ser um tipo velhinho, e sair de lá acabado.

            É o topo da carreira e, por isso mesmo, à saída concedemos-lhe uma subvenção vitalícia, qualquer que seja a idade.

            Não quero uma Maria Luís a sair de lá com menos de 60 e pronta a receber 30 ou mais anos de subvenção, gabinete, assessor, segurança e motorista.

  6. Devemos-lhe um inestimável serviço: foi dos primeiros a alertar, e muito vincadamente, para a carrada de problemas bicudos em que nos estávamos a meter. Nós e a Europa.

    Tanto que o 44 achava que Medina Carreira era um problema que precisava de ser solucionado.

    Mas presidenciável só em teoria, na prática não.

      1. Claro e com gráficos. Para azar de alguns, obtidos a partir de dados indesmentíveis. Mas lá que bate sempre nas mesmas teclas, também é indesmentível.

  7. Do elenco em (9) episódios não ligo muito e, daí, sou indiferente aos prós e contras. Mas gosto deste: como pessoa, pelo que vejo e ouço. O resto não sei.
    Já quanto à Judite, pode ser fã, mas continua sem perceber metade do que ele diz. É loura, melhor fez-se ou tornou-se loura. Essa não a queria nem pintada nem a pintar.

  8. Eu até acho que é o MRS quem se baba mais diante dela. Fantasioso, e pateta, como é, imagina as 50 sombras de leis, implicando a Judite. Salafrário 🙂

  9. Parece-me tê-lo ouvido dizer,mais do que uma vez,já não encarar qualquer carreira política.Faz todo o sentido,fez a que entendeu e saiu sem permanecer alapado a qualquer associação garantidora de “regresso periódico”.Apanhei-o durante um dos primeiros governos Soares , já contou essas peripécias lá na
    Judite.Nunca mais ouvi falar nele até me alertarem de que “agora há um louco que anda por aí a aterrar toda a gente dizendo que vamos para a 3ª bancarrota”.–Quem é? —É um velho chamado Medina Carreira.—Não conheço.E realmente o nome já nada me dizia.Foi isto durante o último governo de “o maior estadista desde o Marquês”.Até que os jornais iniciaram a série”encontros e escapadelas desse estadista com Merkel” trazendo na volta
    a obrigatoriedade de programas de cortes porque os juros da dívida não paravam de aumentar.Fui à procura do programa/tv do velho marreta e lá se explicava em tom indignado e tremendista o que nos estava a acontecer, sublinhava mesmo:–E é a 3ª vez desde o 25 Abril. Quando foi anunciado:–o governo subscreveu um pedido de auxílio financeiro ao FMI,Banco Central Europeu e Comissão Europeia com profundos cortes cortes nas despesas públicas assustei-me,já vivera a experiência duas vezes. Pouco depois os jornais contaram detalhadamente quem era o apocalípico e então o reconheci.
    Vistas as coisas não o rejeitaria não fosse o NÃO dele,é daqueles que não acreditam no regresso de Cristo para reanimar a vidinha deste ou daquele.E a idade vai contando.

    Até agora voto Barreto.

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