Guilherme d’ Oliveira Martins
Há quem diga que o Presidente ideal é aquele que melhor conseguir patrocinar um novo “bloco central” a partir de Belém. Se for esse o caso, o cargo pode adequar-se ao actual presidente do Tribunal de Contas. Guilherme d’ Oliveira Martins – signo Balança, 62 anos – começou na política como secretário-geral da JSD (o primeiro a assumir estas funções) e chegou a ministro da Educação e das Finanças em Executivos socialistas.
Prós – É culto e polido. Sabe distinguir Thomas Mann de Thomas More. Distinguiu-se como presidente do Centro Nacional de Cultura e tem feito bom trabalho à frente do Tribunal de Contas, dando provas de isenção e rigor. No PS gostam dele e no PSD não desgostam.
Contras – Há quem lhe aponte parecenças físicas com o Mr. Bean, o que não é das comparações mais lisonjeiras. Ter sido ministro das Finanças – e, como tal, um dos responsáveis pelo défice das contas públicas – está longe de ser um dos melhores cartões de apresentação nos tempos que vão correndo.


Por este “presidenciável” eu não esperava.
Mas que é da nata do que se podia arranjar, lá isso é, e ainda por cima um homem acima de qualquer suspeita.
Votaria nele, mas a sua candidatura parece uma hipótese muito remota.
Ainda bem que não esperava. Espero trazer aqui mais algumas… surpresas.
Creio que é também um católico muito católico. Não sei se isso joga a favor ou desfavor dele.
Joga a favor. Jogaria contra se fosse um católico pouco católico.
Este é um dos muitos que, enquanto ministro das Finanças, não fez nada de jeito mas que, mal saiu desse cargo, é muito jeitoso a criticar os que nele estão.
Continua a não haver gajas e a pimenta começa a subir-me ao nariz. Por que não a Assunção Esteves? Ou a Ana Gomes (esta ao menos não seria nhonhas como o Cavaco e partiria a loiça toda com facilidade).
Tem razão. Estou a “desconseguir” candidatas femininas. Tentarei a Assunção Esteves, embora lhe falte um primeiro cavalheiro.
Teresa Gouveia?
Desculpe, o correcto é “candidatos femininos” ou então só “candidatas”.
E a Heloísa Apolónio? Para fazer berreiro a atrapalhar a senhora Merkel dava.
Podia adoptar uma vuvuzela como símbolo da candidatura.
Do mal o menos.
E seria o primeiro Guilherme na presidência de Portugal.