Álvaro Laborinho Lúcio
Há quem defenda que uma futura IV República em Portugal devia ser uma república de magistrados. E, nessa hipótese, um nome gera largo consenso: Álvaro José Brilhante Laborinho Lúcio.
Fez de tudo um pouco no mundo da justiça: em começo de carreira foi procurador em comarcas do interior do País; depois seguiu durante algum tempo a magistratura judicial; regressou ao Ministério Público, como procurador na Relação de Coimbra; chegou a procurador-geral adjunto. Viria a jubilar-se como juiz conselheiro do Supremo Tribunal após ter sido secretário de Estado da Administração Judiciária (1990-91), ministro da Justiça (1991-95), deputado do PSD (1995-96) e ministro da República para a Região Autónoma dos Açores (2003-06). Também dirigiu a Escola da Polícia Judiciária e o Centro de Estudos Judiciários.
Faltou-lhe ter sido Procurador-Geral da República: esteve quase a ser indigitado. Mas este sagitariano de 73 anos já tinha avisado: não exerceria tais funções após ter tutelado a pasta governamental da Justiça. Há que saber separar as águas.
Hoje, com mais tempo disponível, tem assento no Conselho Superior da Magistratura e mantém uma discreta presença no espaço mediático. Em 2014 estreou-se na ficção literária com o livro O Chamador. Será prenúncio de que alguém o chamará em desafio para uma candidatura presidencial?
Quem o conhece não lhe regateia elogios: inteligente, ponderado, culto, sabe ouvir, é diplomata por instinto e vocação. Pose austera e serena, discurso fluente e currículo não lhe faltam. Num cenário desses, também não lhe faltariam apoios. Nem tripulação: bastaria este nativo da Nazaré querer aparelhar o barco.
Prós – A sua experiência em comarcas diversas do País ajudá-lo-ia a exercer “magistratura de influência” como Chefe do Estado. Atrairia votos de vários quadrantes – incluindo dos comunistas, que gostariam de ver um Álvaro em Belém. Há sempre muito de lúcido no apelido Lúcio.
Contras – No fechado mundo da corporação judicial há quem o conteste por ter acedido ao Supremo sem ser juiz de carreira. Não se livra da fama de ser um “homem do Presidente” ainda em funções, a quem sempre manifestou lealdade. Os complexos desafios de Belém exigem trabalho árduo e não apenas Laborinho.

![283575[1].jpg 283575[1].jpg](http://1.fotos.web.sapo.io/i/B6611d47e/18475090_epzpY.jpeg)
Desde que me lembro que admiro este senhor. Um senhor no verdadeiro sentido da palavra. Tomara que Portugal tenha a sorte de ter por Presidente da República Laborinho Lúcio. Eu bato palmas. De pé. O tempo que for preciso…
Concordo consigo, Maria. Um senhor.
Pedro
Depois destes 69 presidenciáveis dei comigo um pouco atónita. É que pela primeira vez percebi que o que eu exijo de um PR é, afinal, bastante diferente daquilo que determina as suas escolhas.
Pergunto: antes de se falar nele elegeria Sampaio da Nóvoa como presidenciável?
Um dia seria interessante pegar nos que forma PR e perceber que forças os levaram até lá…
Excelente questão, Helena. Dá um ‘post’. Ou dois ou três.
Errata
Pedro
Depois destes 69 presidenciáveis dei comigo um pouco atónita. É que pela primeira vez percebi que o que eu exijo de um PR é, afinal, bastante diferente daquilo que determina a sua escolha.
Pergunto: antes de se falar nele elegerias, alguma vez, Sampaio da Nóvoa como presidenciável?
Um dia seria interessante pegar em todos aqueles que foram PR e tentar perceber que forças os levaram até lá…
Excelente candidato – pena que o seu nome nunca tenha sido incluído nas short-lists dos prováveis.
Já agora, espero que amanhã a lista não termine com o ex-PGR que foi almoçar com o o outro, tendo o tal filósofo técnico estado à espera dele durante mais de uma hora, isto imediatamente antes de viajar para Paris, e tudo para falarem de livros e viagens. Só se fosse para a gente se rir…
Não terminou com esse, como decerto já viu.
OOOOOOOOOOHHHHHHHHHHH NÃO!
Outro PSD na presidência ?
Xiça penico chapéu de coco !
Você avalia as pessoas não em função do mérito próprio mas do rótulo partidário? Hum…