Fernando Rosas
Gosta de dizer o que pensa, embora nem sempre acerte no que diz. Como ficou bem patente nas críticas apressadas que fez na televisão ao recém-eleito Papa Francisco por ter colaborado com a ditadura argentina – acusação sem o menor fundamento, ditada pela sua fervorosa fé anticlerical.
Fernando Rosas, historiador e professor universitário, representa o lado plus bon vivant da esquerda chique portuguesa. Na juventude, este nativo de signo Carneiro militou no Partido Comunista. Depois, com um bigode farfalhudo, levantou o punho em defesa do MRPP, “verdadeira voz da classe operária”. Findo o flirt com o maoísmo em versão tuga, viria a integrar em 1999 o quarteto de fundadores do Bloco de Esquerda – paradigma da efémera modernidade fin de siècle da qual se mantém, aos 69 anos, como referência patriarcal. Já sem fumar cachimbo mas mantendo os suspensórios que lhe conferem um vago parentesco cénico com o seu amigo Mário Soares.
Prós – Adora uma boa polémica, sem meias tintas: no auge do consulado socrático chamou ao então primeiro-ministro “um jovem lobo sem ideologia, puro produto do aparelho [socialista]”. É um historiador rigoroso, como têm comprovado as suas obras relacionadas com o Estado Novo. Sobrinho do último ministro das Finanças de Salazar, aprendeu pelo menos uma lição com o ditador: a arte de saber durar.
Contras – O seu discurso torrencial perde-se por vezes em circunlóquios como este: «À esquerda ninguém chega a bom porto ignorando as outras energias sociais e políticas em tensão.» Leva o laicismo tão a peito que faz questão de nunca ser visto a menos de 50 metros de um cardeal. Já concorreu a Belém, em 2001: com apenas 3%, só conseguiu superar Garcia Pereira – algo que até o Rato Mickey conseguiria.

![net-dsc_8350[1].jpg net-dsc_8350[1].jpg](http://2.fotos.web.sapo.io/i/Bd111c2c5/18363947_zIRFP.jpeg)
Pedro, se tens termómetro em casa, por favor, tira rapidamente a febre…
Obrigadinho pelos pormenores deste sabichão.
Compreendo melhor agora porque é que ele aprecia tanto o meu ídolo santacombense.
Gostei muito quando andou há uns anos a contabilizar o dinheiro nazi do banco de Portugal.
Dizia que era ouro dos judeus.
Ele conhece a côr do dinheiro, mas disfarça e tira a gravata.
Mas que malandreco, cheio de cultura geral.
Varoufakis aprendeu com ele. A tirar a gravata, não a contar dinheiro.
E chamou muito bem! Considerando o que se vê e ouve por aí, até foi bastante meigo.
Chamar Varoufakis a alguém pode ser ofensivo?
Caro Pedro Correia
Por favor, não leve a mal a pergunta:
: – O que lhe receitou o psiquiatra?
Esperava todos. – O Capela, o Jorge Jesus o Futre e a sua partnaire … este não!
Receitou-me o ex-bispo castrense D. Januário como “presidenciável”. Mas ainda pondero se tomarei tal remédio.
Se tomares essa decisão eu levo-te ao meu médico porque manifestamente o teu não acertou com a "maleita".
Eheheh… Bem me parecia, Helena. Por coincidência, o “presidenciável” de amanhã é um médico. Será o mesmo?
Gargalhei, Pedro!
Essa sua atracção por troca-tintas…
Há presidenciáveis para todos os gostos. E vêm ainda mais cinco a caminho. Ninguém pode queixar-se de falta de opções.
“Ninguém pode queixar-se de falta de opções.”
Absolutamente de acordo, ortográfico & tudo:
http://umpianonocampo.blogspot.pt/2015/0 5/putativos-candidatos-presidencia-da.ht ml
🙂
Ocorreu-me, pelo nº 44 da lista, um ex-pré-candidato.
Gosto de defensores do pequeno comércio genuinamente português que vão fazer compras ao El Corte Inglés. Gosto de os mandar passear, claro.