Presidenciáveis (18)


Pedro Correia,

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António Bagão Félix

 

Um dos benfiquistas mais conhecidos do País, fervoroso crente em Jesus, não teria dificuldade em obter sucesso na campanha presidencial à boleia do futebol. O democrata-cristão Bagão Félix, especialista em finanças públicas e “pai” de um polémico Código do Trabalho agora lembrado com saudade pela mesma esquerda que o contestou, tem motivos para sorrir: faz figura de Keynes em comparação com Maria Luís Albuquerque e quase parece um dirigente da CGTP no confronto com o ministro Mota Soares, de quem deveria estar mais próximo por afinidade partidária.

Sorri tanto que talvez até sonhe com Belém, onde poderia distribuir pastelinhos conservadores polvilhados com canela socialista.

 

Prós – A experiência adquirida como vice-governador do Banco de Portugal levaria este nativo de signo Carneiro, de 66 anos, a falar de cifrões tu-cá-tu-lá com Angel Merkel, que controla as nossas contas públicas. Numa nação com seis milhões de benfiquistas, andar de águia ao peito é um trunfo que não pode ser menosprezado. O cineasta João Botelho, seu amigo, realizaria os vídeos da campanha. Francisco Louçã, também seu amigo, talvez integrasse a Comissão de Honra da candidatura.

 

Contras – Muitos benfiquistas preferiam vê-lo na presidência do clube, não do País. Alguns eleitores ainda não esqueceram o atribulado e brevíssimo governo de Santana Lopes, em que Bagão foi ministro das Finanças. Os vídeos de João Botelho poderiam levá-lo a perder os votos de benfiquistas com veia cinéfila, como António-Pedro Vasconcelos. O apoio de Louçã talvez causasse ciúmes em presidenciáveis próximos do BE, como Pacheco Pereira e Manuela Ferreira Leite.

0 comentários em “Presidenciáveis (18)”

  1. E a propósito de presidentes de águia ao peito, então o Jorge Nuno Tinto da Costa não é eminentemente presidenciábel? Aquele homem que disse que já tinha atingido o topo da sua carreira ao ser presidente do fêquêpê, não se deixaria tentar por outra presidência? Ah carago…

  2. Aceito e compreendo mudanças de pensamento político nas idades de jovem adulto, mas já me custam a engolir reviravoltas em idades maduras.

    Durante anos a fio andou à beira da filiação no CDS-PP, de que foi dos mais próximos conselheiros e chegou inclusivamente a ministro por obra desse partido, não há assim tanto tempo… Ninguém hoje diria.

    Embolsará uma privilegiada pensão do Banco de Portugal e não consta que tenha abdicado da sua subvenção vitalícia (de pouco mais de 1000 euros — googlei–, mas quem passou por onde ele andou, como cargos na banca ou seguradoras, por exemplo, tinha toda a obrigação de o fazer) e virou grande defensor dos reformados pobres.

    Depois, tem um ar de beato de sacristia (peço desculpa, mas o termo é esse) que me provoca alguma aversão. Não releva, para mim, a natureza das simpatias clubísticas, mas também me parece que, nesse domínio, exagerou.

    Com o meu voto, não chega a lado nenhum.

  3. Realmente dava um bom presidente do país (só não sei se interessa ao próprio ). 🙂
    É honesto, recto, coerente de pensamentos/discurso, discreto. Sabe colocar-se nos dois lados. Enfim: boa pessoa.
    A meu ver (pessoal) só tem um defeito: Não ser do FCP . Defeito gravíssimo :)))))
    (estou a brincar, claro que isso não interessa para o caso).

  4. Do que me lembro logo dele, foi de ter premiado a assiduidade dos trabalhadores com dias extra de férias – se não faltas a bem, faltas nem que não queiras!
    Desde então reformulei a ideia de “ Não se fazer a mais pequena ideia de…”

  5. Depois da tentativa de enxovalho que o Louça lhe fez no meio-ciclo a propósito de um livro em que brincava com palavras esquecendo a miséria do povo?Pois são agora camaradas? Então está visto porque é que os camaradas Estaline e Jerónimo lhes ditarão a sorte em tempo oportuno.Vem nos livros.

  6. Só cá nos faltavam Pacheco Pereira, Manuela Ferreira Leite, se calhar, Basílio Horta e, sabe-se lá, António Capucho. E, para contrariar, Zita Seabra…

    Antes o Manuel João Vieira ou o Rui Unas.

  7. recentemente, por estes dias, vi no sapo ou no msn, um titulo que, mais ou menos, alertava para a quantidade de presidenciaveis. Se calhar lá constava o Bagao, pelo que nao estará a ser lançado pelo Pedro. Sao pertinentes e pacificos as referencias ao codigo de trabalho e a critica ao ladrao mota soares. Mas, sobre o Benfica, assim de repente, o Bagao nao esteve com o presidente vale azevedo, mesmo que nao o tenha acompanhado até ao fim ?

  8. Teria muito gosto em votar em Bagão Félix e estou convencido de que se se apresentar a candidato a PR poderá ganhar,…e se for apoiado por um ou mais partidos, ganhará de certeza. Para além das suas qualidades pessoais e conhecimentos técnicos e políticos é um HOMEM SÉRIO,…o que vai rareando!

  9. “(…) Um dos benfiquistas mais conhecidos do País, fervoroso crente em Jesus, não teria dificuldade em obter sucesso na campanha presidencial à boleia do futebol.”

    Costa tentou e rebentou-lhe nas patas da frente. Um compagnon de Sócrates fartou-se de “falar do nosso Benfica” para ver se uma turba de trogloditas a clamar por justiça ia a Évora arrombar a porta da prisão e não resultou. Jogar a cartada do “Benfica” é nitidamente um activo tóxico. Ainda bem porque é sinónimo da mediterrania e da aldrabice piegas que sobrou dos Mouros.

  10. Gostei do post e lembrei-me de lhe acrescentar outra figura: Freitas do Amaral. Estes senhores, enquanto jovens trintões, pautaram-se sempre pela mediocridade politica, nunca investiram um verdadeiro esforço e dedicação pelos seus ideais, com medo de os assumir e por manifesta falta de confiança nas suas capacidades, por isso sujeitaram-se a ocupar lugares subalternos no panorama político-partidário português – andavam aos ziguezagues á espera que o povo lhes entregasse o poder de bandeja (eram uns cinzentões ). Agora atacados pelo Alzheimer ideológico , ninguém percebe as suas posições ideológico -partidárias: ainda se sentem virgens imaculadas, de reserva ,para assumirem os mais altos cargos da Nação numa espécie de tradição gastronómica ao estilo bacalhau com todos – de falta de gosto e de respeito pela taberna que é mais bem frequentada do eles pensam, não se livram,

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