António Vitorino
Nativo de Capricórnio, será sempre um nome a ter em conta: a opinião dele pesa no PS. Poucos ainda se lembram que António Vitorino entrou no partido pela ala esquerda, vindo da UEDS de Lopes Cardoso: hoje é um dos expoentes da ala direita, que vê a velha guarda não como um trunfo mas como um empecilho para o futuro do partido. Este qualificado jurista de 58 anos – na opinião de muitos, uma das personalidades mais brilhantes do PS, com as funções de vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa, juiz do Tribunal Constitucional e comissário europeu a dourarem-lhe o currículo – seria certamente aplaudido com mais entusiasmo pelo aparelho socialista do que aconteceu com Manuel Alegre em 2011.
Bastava querer. Alguma vez quererá?
Prós – Tem um discurso fluente, embora fale com excessiva rapidez para o entendimento de alguns, que não lhe acompanham o raciocínio. Sabe bem o que quer e para onde vai – e conhece a importância das pontes em qualquer trajecto. É relativamente jovem, mas com melhor currículo do que muitos veteranos.
Contras – A política parece seduzir cada vez menos este socialista definitivamente convertido à economia de mercado. Mário Soares talvez o encare como expoente de “neoliberalismo”. Nas “fotos de família” da União Europeia corria o risco de não ser visto se alguém cometesse a maldade de o colocar na segunda fila.

![ng3278569[1].jpg ng3278569[1].jpg](http://6.fotos.web.sapo.io/i/Ba014a43d/17995624_2ACvv.jpeg)
Se queremos um presidente que sirva o país e não o jogo importante mas restrito de fazer o jogo egoísta das agremiações, devemos pensar em alguém que se move e se conhece na nossa família UE.
Ora bem. São novos tempos: o que está a dar é a “família alargada”.
Não deve ser eleito nenhum presidente com menos de 80 anos, como duram todos aos 99 anos ainda dá para uma segunda eleição e ainda ficam com 11 para gozar a reforma.
Eanes, Soares, Sampaio, Cavaco e mais este que vem, é muita mordomia, muita fundação, muita subvenção, é tudo muito caro
Onde está a austeridade???
Eanes, Soares e Sampaio somam 57 anos de aposentadoria como presidentes. É obra.
Basta ouvi-lo por alguns minutos para constatar que é uma pessoa com um grande sentido de humor, com um grande conhecimento da realidade europeia — ou não tivesse sido comissário europeu — e não consta tenha embandeirado em arco com a vitória do Syriza, como o Costa.
Contra, quanto a mim, tem o ter deixado, por diversas vezes, que dele se falasse como se viesse a ser um super-ministro, para afinal se por de lado.
Recordo-me de ter havido um caso relacionado com uma propriedade no Alentejo, de que se saíu bem, mas talvez o tenha marcado e prefira manter-se afastado da política nacional, e ainda por cima ganhando muito mais onde está.
Chato é o que vou dizer (o que também é aflorado no post), mas a figura não o favorece nada. Imaginá-lo ao lado de outros chefes europeus (ou mundiais) ou a passar revista às tropas faz-nos sorrir.
Concluindo, não creio que concorra, mas é um dos “presidenciáveis” em quem votaria. E se Alfredo Barroso não gosta do homem, encontro nisso mais uma razão para eu gostar.
“a passar revista às tropas faz-nos sorrir.” Já vi. Não me rir, escangalhei-me
às gargalhadas. Logo daria um Presidente divertido e que divertiria o público.
“um caso relacionado com uma propriedade no Alentejo, de que se saíu bem,”. Saiu-se bem? É claro que o caso foi fabricado e muito artificial, provavelmente com a colaboração de amigos jornalistas. Ele queria sair de Ministro porque lhe surgiram oportunidades para ganhar muito dinheiro, borrifando-se para a política. Não era bonito pedir a demissão a fim de, declaradamente, ir ganhar dinheiro. Assim fabricou um pretexto muito mal martelado. Com a ajuda da imprensa o pessoal engoliu e ele saiu-se bem.
E aquela verborreia? Insuportável!
Não tem estilo nem ética para o cargo. Nem altura (incluindo física).
Não vá ao médico, não.
Homem pequenininho, velhaco ou dançarino…
Nunca o vi nos Amigos de Apolo! Nem consta que tenha concorrido ao “Dança Comigo”.
–….
Portou-se muito bem no caso da Mala de Macau… a tal que vinha para Portugal carregadinha de patacas… Quem contou o “filme” foi o seu “presidenciável” concorrente Marinho Pinto….
Napoleão era pequenino. E não deixou de ser um grande homem.
Este tem uma vantagem fundamental (para mim) em relação a todos os outros: não está na idade da reforma.
É o primeiro aqui apresentado em que eu poderia votar.
Problema grave. Os longos anos a pagar a um novo monarca reformado.
Ainda não será desta que a Constança avança.
Mas sem Dona Constança não há festança.