Presidenciáveis (11)


Pedro Correia,

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Diogo Freitas do Amaral

 

Já foi candidato à Presidência da República – perdeu por uma unha negra contra Mário Soares, em 1986, entre gritos histéricos de que viria aí o “fascismo” se este pacato professor de Direito Administrativo chegasse ao Palácio de Belém. Não chegou. E Soares apressou-se logo a travar amizade com o ex-adversário, esquecido dos duros epítetos que lhe dirigiu durante a campanha, a mais disputada de sempre em Portugal.

Freitas do Amaral – um Caranguejo de 73 anos – foi incensado pela direita e hoje é uma figura reverenciada por alguma esquerda, o que o confirmará como homem capaz de gerar consensos. Ou talvez não. Foi um fugaz ministro dos Negócios Estrangeiros de José Sócrates, de quem acabou por se afastar. Elogiou e criticou alternadamente Pedro Passos Coelho. E chegou a figurar em manifestações ao lado de Francisco Louçã.

Já agradou a muita gente em separado, mas nunca a todos em simultâneo. E desagradou a outros tantos na proporção inversa. Conseguiria finalmente gerar consensos prolongados como inquilino de Belém?

 

Prós – Tem um respeitável currículo político e académico. Foi presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas.

 

Contras – À esquerda, muitos ainda não lhe perdoaram ter fundado o CDS. À direita, muitos ainda não lhe perdoaram ter afundado o CDS nem o descarado flirt que desde então manteve com os socialistas.

0 comentários em “Presidenciáveis (11)”

    1. A malta de esquerda não perde nenhuma oportunidade de dizer mal do Cavaco, porque fala ou porque não fala, talvez o cargo não seja tão irrelevante como diz.

  1. Este cavalheiro tem garantido o meu não-voto.

    Já apoiou tudo e o seu contrário. Nos últimos anos, apoiou Durão Barroso, depois foi ministro de Sócrates — para descobrir que o governo do preventivo só foi bom enquanto lá esteve –, foi apoiante de Cavaco (e hoje tem opiniões opostas às do PR).

    Sou do tempo em que foi candidato a PR com o apoio de toda a direita, inclusivé a mais reaccionária, e tal não o incomodou.

    Também é do domínio público que, mais ou menos clandestinamete, foi fazer uns dias à AR para completar o tempo necessário para uma subvenção vitalícia (coitado, é muito pobrezito e não tem outros recursos).

    Anteriormente tinha sido fundador do CDS, onde se acoitou a direita marcelista, e ainda procurador à (extinta) Câmara Corporativa do antigo regime.

    Quem hoje o ouvir — pois volta e meia faz questão de se fazer lembrado — e tiver a pachorra de aturar aquele ar de quem vem dar lições, não imaginará tais antecedentes.

    Que se ofereca a Tsipras para lhe fornecer pareceres pagos a peso de ouro são os meus votos.

  2. Para ele os pólos magnéticos entraram há muito em comportamento caótico.
    Não há bússolas não há mapas que lhe valham.Até mesmo as estrelas-guia, ao saberem da existência dele,estão pouco fiáveis.
    Como foi sugerido talvez lhe(a ele)aproveite a elaboração de pareceres jurídicos
    para o Siriza,pagos a peso de rublos.

    1. Personagem original. Esquerdodireitista ou direitoesquerdista. Duas pitadas de direita, três de esquerda, uma de centro-direita, quatro de centro-centro, uma e meia de centro-esquerda. De Marcelo Caetano a Francisco Louçã.
      Já me baralhei com tanta volta de carrocel…

  3. Nestas não que ainda é muito novo, mas nas próximas talvez votasse nele.

    Como todos chegam aos 100, quanto mais velhos os candidatos, menos despesa futura.

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