Os adversários abriram a Marcelo Rebelo de Sousa uma auto-estrada rumo ao Palácio de Belém.
Primeiro os adversários internos: mesmo promovidos pela imprensa amiga, durante meses a fio, nenhum deles saiu da sombra.
Depois, os da “verdadeira direita”, seja lá o que isso for: ei-los adormecidos à sombra da bananeira enquanto ruminam um ódio antigo ao candidato “bacteriologicamente impuro” em quem fatalmente votarão.
A seguir, o PS: a estratégia suicida dos socialistas foi o condimento que faltava para a vitória anunciada do ex-presidente do PSD nesta eleição presidencial.
E desta vez Marcelo nem precisou de mergulhar no Tejo. Seria mais fácil, aliás, vermos Sampaio da Nóvoa a praticar tal gesto.
Pouco mais lhe resta senão isso.

Pois não, desta vez Marcelo não precisou de se atirar ao Tejo, desta vez utilizou outra estratégia, a do táxi. Ainda não reparou que Marcelo foge da direita como o Diabo da Cruz? Foge e quer muita distância e por incrível que pareça, aproxima-se o mais que pode, da esquerda. Marcelo já viu que é na esquerda que está a virtude e ele próprio, afirmou, ser a esquerda da direita, para não dizer que não queria nada com a direita, pois isso, não seria correcto, para os fundadores do PSD que em muito discordavam do anterior governo. Ironia do destino ou não, até Marcelo vê o quão mau, foi o governo de Passos Coelho e quer a maior distância possível. O PS não teve estratégia suicida porque o PS está mais interessado na governação e como tal, deu liberdade de voto, embora dissesse posteriormente que poderiam votar em ASN e MB. Há liberdade de voto no PS, o que leva muitos a votar no Marcelo das televisões, não do PSD ou CDS, simpático, afável e mostrando-se sem vaidade e igual, ao outro que está ali ao seu lado.
Há aí uma confusão qualquer. A campanha em que Marcelo guiou um táxi foi a de 1989, para a Câmara de Lisboa.
Eram outros tempos. O Muro de Berlim tinha caído um mês antes.
Se há alguma confusão, é sua. Marcelo utilizou táxi, não guiou táxi e você sabe-o bem, mas interessa-lhe desconversar como é seu hábito.
Em 1989 guiou táxi. Já não havia Muro de Berlim mas ainda existia União Soviética.
opinião: o ps apresentou 1 candidato para ir até ao fim e mais outra, a marisa (2), para passar os seus votos ao 1 assim que necessário. o pc em conluio apresentou outro (3) faz de conta. a belém é na realidade a segunda candidata da esquerda, porque 2 e 3 eram só para tentar forçar a 2a volta.
O seu comentário faz-me lembrar a voz de comando num GPS.
A esquerda portuguesa é estúpida, esclerosada, tacanha, sem senso de humor, uma contradição completa.
Ao contrário, também uma contradição, a direita portuguesa é inteligente, fina, cheia de classe.
Sempre fomos uns Europeus ao contrário.
Nessa ordem de ideias, Marcelo, mesmo que não seja eleito, ficará para a história de Portugal, como o candidato de todos os portugueses, principalmente para os seus adversários.
Funde-se esquerda com direita. Torna-se esquerdeita.
Com fusões evitam-se confusões.
O Marcelo vai ser eleito porque fugiu da direita portuguesa inteligente, fina e cheia de classe. Como o Marcelo não se revê nessa direita, fugiu dela porque se a tivesse ao lado, perderia. Como ele dispensou todos os atributos dessa direita que não lhe diz nada, preferiu tombar para a esquerda. O próprio afirmou ser a esquerda da direita. Desta não esperava essa direita fina, inteligente e cheia de classe.
Você tem tendência para se repetir, anónimo. Já tinha dito isso no comentário anterior.
E…
E… desta vez não se repetiu. O resto é silêncio.
Eu certamente não votarei Marcelo. Uma pessoa impreparada que vive na torre de marfim do complexo Politico-Jornalista.
Ou seja fora de contacto com o mundo.
Para lá do caso de ser de Esquerda fingindo-se de Direita. Para isso é preferível o Nóvoa aí temos a Esquerda.
Faço-lhe notar que você está a violar a contenção imposta aos cidadãos no “dia de reflexão” pré-eleitoral.
Já passou da meia-noite, hora a que a carruagem da Cinderela vira abóbora.