Ainda há um mês critiquei a linguagem do deputado Duarte Marques. Nem de propósito, desta vez quem recorre ao mesmo estilo de linguagem é o próprio secretário-geral do PS. Ouvi-o numa reportagem da RTP Internacional, confirmei-o hoje pela leitura da imprensa. Agora é a direita que está “raivosa“.
Quanto mais recorrem a este tipo de linguagem menos gente decente atraem para a política. Os motivos para gente interessada e civilizada perder tempo com a actualidade política e os partidos já são poucos. Com mimos destes e a sua recorrência deverá faltar ainda menos para acabarem todos a falar para canis. Percebe-se, apesar de tudo, que esse possa ser um objectivo, pois basta pensarmos que quando os eleitores forem substituídos por cães o voto há-de ser menos volátil, mais fiel. Não sei é se nesse momento a política e a participação ainda dirão alguma coisa às pessoas. Às que não ladram. Às normais, quero eu dizer.

Não se prenda a pormenores. Não sei se reparou, mas o mundo não está para salamaleques.
Ainda que concorde consigo na essência, e apadrinhe o sentido de suas palavras, não posso desviar o olhar daquelas situações em que no mínimo para afirmarmos que também temos direito a estar aqui necessitamos abrir caminho à “pedrada” verbal e, por vezes, material.
A política e a actuação dos salamaleques sempre esteve nas mãos de pessoas pouco virtuosas, e demasiado virtuais.
Com isto não defendo uns contra outros, comento somente os casos em que a necessidade leva a agir conforme a circunstância.
Só o Pacheco Pereira é que pode usar esse tipo de linguagem.
Isto ainda é uma linguagem meiga. Vamos a ver , quando a próxima troika estiver para chegar, o que vai ser a linguagem do Costa, Galambas e cª-
Sergio
Curiosamente disse o mesmo que tu lá no meu Fio de prumo.
Helena,
Isso só quer dizer que estamos em sintonia. E para isso não é preciso sermos correligionários de partido.