A semana que chega ao fim foi um desastre em termos de credibilidade dos políticos. A luta de galos no governo no que diz respeito à gestão do QREN é incompreensível para o cidadão comum. A gestão do episódio da Lusoponte, mesmo na interpretação mais benigna, só pode ser vista como uma tremenda trapalhada. De que resulta a certeza de que é muito mais fácil mandar portugueses para a emigração do que afrontar os interesses instalados nesta corporocracia em que vivemos. A proliferação de excepções nos cortes salariais (TAP e, agora, a CGD) só pode gerar estupefacção. A troca de argumentos baratos entre António José Seguro e Pedro Passos Coelho no debate quinzenal na Assembleia da República constitui uma triste forma de representação dos eleitores. As referências no processo Face Oculta a situações de imoralidade na gestão da coisa pública protagonizadas por Sócrates, mais do que atingir o próprio (que carácter existe para assasinar se ele nunca teve um?), atingem em cheio a imagem de uma Justiça que nos recorda a cada passo que é cega porque não quer ver e minam a confiança dos cidadãos no sistema político e nos seus actores. Neste cenário, a polémica em torno do livro de Cavaco Silva é apenas a confirmação do lamaçal em que aqueles que elegemos decidiram chafurdar. O PS tem razão. Cavaco não tem moral para falar de falta de lealdade. E Cavaco tem razão. Sócrates não só não foi leal como não tem moral. E o PS não tem lealdade para falar de falta de moral. No fundo, o que tudo isto revela é um conjunto de políticos inábeis, mesquinhos, interesseiros, focados no seu umbigo e alheados dos interesses dos portugueses comuns. E estes ficam como o tolo no meio da ponte, sem perceberem para onde vão as portagens de Agosto, mas com a certeza de que esta lusa ponte só leva a um de dois caminhos: ou a mais desemprego, ou a mais impostos e menos salários. Neste cenário, mais do que um prefácio, as palavras do livro de Cavaco Silva são o epitáfio de um sistema político putrefacto e insuportável por aqueles que pagam para assistir a este espectáculo.
Prefácio ou epitáfio?
Rui Rocha,

Finalmente, alguém esclarecido.
Mas eu pergunto, e não podemos, nós o POVO, fazer nada? Fora das urnas?
Anónimo, podemos participar, discutir, manifestar e intervir, desde que nos mantenhamos no âmbito da expressão democrática.
Rui, como interpreta as afirmações do pm, lá por onde anda, em que sobre o pr diz, nada dizer pois não é costume fazer declarações sobre assuntos internos, lá fora, mas logo de seguida, peremptório, afirma que em relação ao ministro Álvaro, continua a contar com ele.
Isto é o quê? Burrice, por não saber bem o que diz?
Distracção, por ter acabado de se esquecer do que acabou de dizer?
Ou será mesmo falta de vergonha na cara, má fé, sarcasmo, hipocrisia?
Eu acho que é mesmo falta de respeito.
Arrogância e prepotência como nunca se viu. Mesmo do miserável sócrates.
Anónimo, não faço comentários sobre as declarações do PM quando ele está fora do país e se pronuncia sobre assuntos internos depois de dizer que não se pronuncia sobre assuntos externos
.
Subscrevo na íntegra, se fosse um abaixo-assinado podia contar comigo com a identificação completa até ao BI, NIF e tudo mais.
Agradeço a solidariedade, Carlos.
Ainda bem que há quem escreva aquilo que pensamos!
Caro anónimo, claro que cada um de nós tem o dever de não cruzar os braços, nem deixar de usar os neurónios mas isso não quer dizer que seja fácil e, muito menos, rápido acabar com este estado de putrefacção ….. que está muito bem armadilhado.
Não há dúvida que a união faz a força e que povo unido jamais será vencido…..
Mas como criar a união?
Obrigado, Manuela.
Meu caro, os politicos que temos são estes, não podemos importá-los de outros paises, nem mandá-los fazer de encomenda nas Caldas.
O Parlamento é hoje um deposito de desempregados, ou de quem tem interesses a defender, seus ou alheios. A maneira como os politicos começaram a ser olhados a partir de certa altura, afastaram pessoas de qualidade da politica, porque basta alguem morar numa casa melhor, ou ter um carro que custe mais de 30 ou 40 mil euros, para ser chamado de ladrão ou outras coisas piores.
Portanto para a politica só vai a “fruta do chão”, salvo raras excepções. Mas de pior qualidade que os politicos, só os jornalistas.
A confusão que Cavaco hoje provocou, serviu quanto mais não seja para fazer sair da toca os socratistas adormecidos, que como vimos foram às dezenas para as tvs chorar baba e ranho cheios de saudades de um ex 1º ministro que deixou o país na bancarrota, branqueando a falta de respeito institucional de Socrates pelo PR, e criticando o timing da divulgação destes lamentaveis factos.
Era de esperar que o PS pelo menos até ao proximo ano fizesse um periodo de nojo, e ajudasse o país a sair do buraco onde o meteu, até porque só há eleições em 2013; mas não, eles comportam-se como se estivessem em periodo eleitoral, e agora vão-lhes cair em cima os pecados, e são muitos, dos governos do Socrates, de que este episodio e o caso de policia do Parque Escolar são apenas o começo.
Por outro lado o governo tambem não deixa de nos surpreender pela negativa, de que os casos das exepções salariais da TAP e da CGD são exemplos.
É como diz, Alexandre. E nós cá vamos abrindo a boca de espanto.
Muito bem!
E é esta excelsa gente que, no meio dos escombros, se comemora a si mesma nesse monumento à estultícia que é o «acordo ortográfico: de Cavaco a Relvas, de Relvas a Silva Pereira…
De Silva Pereira ao inenarrável José Lello e por aí …
Aparentemente, já ninguém tem moral neste país para dizer seja o que for. E isso é o mais terrível de tudo, porque o descrédito é total.
É isso mesmo, Ana.
Apetece fazer-me ao mar…por vezes…por vezes..
http://www.youtube.com/watch?v=dWQw6VA0r ZA&feature=related
Estou fartofartofarto, tão farto, tão farto..
Obrigado pelo post, encontramos-nos em empatia..e falta-me o ar…antes o ar que a vergonha.
Fique bem Rui.
Barcos gregos a propósito do Homem do Leme parece-me uma excelente escolha, Outside.