O ministro das Finanças levou a proposta do Orçamento de Estado ao Parlamento. Portugal precisa de baixar o défice para três por cento até 2013. Teixeira dos Santos garante que vai já este ano baixar (repito: baixar) um por cento em relação ao ano passado, para que o défice de 2010 desça (repito: desça) aos 8,3 por cento.
Já liguei ao James Cameron a pedir uns óculos do Avatar, para saber se estou a ver bem a coisa. Só tenho medo que a 3D seja pior do que me parece.


Ele disse “meio ponto percentual, pelo menos”. Não contes com mais do que isso, e mesmo assim é melhor não tirares os óculos 3D…
Achas mesmo?
João chegaram a “revelar” o que continham as tais pens drive ? Depois de uma longa espera em frente ao ecrã ouvindo os analistas de serviço da SICN especulando sobre a proposta de orçamento, desisti…
Mas cheguei a assistir ao momento de entrega das pens a Jaime Gama – achei imensa graça à forma como ele as exibiu – pareceu-me um gesto de ilusionista…;))
Aquele momento tem o seu quê de magia, Maria. Só para conseguir meter a redução do défice é uma trabalheira. Daí o atraso na entrega.
Não será melhor, uns binóculos?
O que eu mais quero é não perder pitada.
ora! até 2013 ainda vem aí mais uma epidemia de sarampo, uma calote polar por água baixo, descobrem-se armas de destruição maciça no Dubai e que o Obama tem uma amante chinesa. Ninguém vai querer saber do défice para nada. Muito menos o Teixeira dos Santos que nessa altura já se deve ter pirado de Portugal
Premonição? Ou apenas uma saída airosa para a vitória negativa (parafraseando Vítor Constâncio mais os seus crescimentos negativos)?
Para um Governo que quando estava na oposição se escandalizava com o défice a 7% e que em 2005 prometeu baixar o défice para 3% não está mau.
Não está mau nem está bom, compadre. Antes pelo contrário.
Andámos quatro anos a penar para o governo reduzir o défice de 7 para menos de 3% . Conseguiu à custa das penalizações sobre o trabalho.
Quando todos esperávamos o desapertar do cinto, o défice volta a disparar para cerca de 9% em apenas um ano.
Funcionários públicos e pensionistas voltam a ser os bombos da festa. O governo rasga acordos em relação às reformas, com a displicência própria de quem não tem palavra, nem escrúpulos. Recusa-se, no entanto, a taxar as mais valias bolsistas. Diz que é uma espécie de governo socialista. Eu dar-lhes-ia outro nome, mas não me apetece apanhar com um processo em cima.
Enfim, de um governo proveniente da Cova da Beira, não podíamos esperar mais do que um remake da História do Ali Babá.
O problema, Carlos, é que não temos só quarenta ladrões… 🙂
Tanta ignorância! Ou má fé?
Para ser franco, habituaram-me a ter pouca fé. Quase nenhuma.
Quando voltares a falar ao Cameron pede-lhe antes uma cópia do Titanic. Ajuda a explicar melhor o orçamento de estado para 2010.
Ah ah ah ah…