Poucochinho


Pedro Correia,

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«Eu sei que muitas vezes se diz que por um se ganha e por um se perde. É verdade, no futebol é assim. Na política não é assim. É que a diferença faz muita diferença, na política. É que quem ganha por poucochinho é capaz de poucochinho. E o que nós temos de fazer não é poucochinho. O que nós temos de fazer é uma grande mudança.»

António Costa, 12 de Julho de 2014

 

«É necessário que não ganhemos por poucochinho. Como já disse uma vez, quem ganha por poucochinho só pode fazer poucochinho.»

António Costa, 19 de Setembro de 2015

0 comentários em “Poucochinho”

  1. Já que vem o poucochinho à conversa, convém realçar o seguinte:
    Em Outubro de 2014 uma sondagem da Universidade Católica apresentava os seguintes resultados:
    http://www.rtp.pt/noticias/politica/sondagem-da-catolica-coloca-ps-a-beira-da-maioria-absoluta_n775007

    Se repararmos bem a taxa de resposta foi de 66% num universo de 1064 inquiridos válidos. Significa que 34% não responderam.

    Fiz um apanhado sobre as últimas sondagens que têm vindo a público e conclui que em +- 5945 inquiridos ( que é o total das últimas sondagens) uma MÉDIA de 30,2% não responderam.
    Nota: Não estão incluídos os valores de erro nem a percentagem de indecisos nem os que dizem não votar.

    Tendo em conta que em termos de cenário político nada se alterou (melhor, AGRAVOU-SE EM TERMOS MACROECONÓMICOS) relativamente ao último ano, afirmo com clara segurança que a partir do dia 4 de Outubro Portugal estará a falar da derrota das sondagens e da vitória do PS como tenho vindo a afirmar há já algum tempo.

    Vários cálculos podem ser feitos. Mas o que se verifica nestas sondagens é que não existe descolagem por parte da coligação relativamente aos votos perdidos individualmente (a sua margem total mantem-se nos 35% que é a soma de 8,2% do CDS mais o restante que pertence ao PSD). E verifica-se uma clara segurança nos votos do PCP e BE, isto é, aqueles cujos votantes se sabe afirmam sempre com mais clareza sua linha política e indicam o sentido de voto.
    Perante tal cenário não me inibo em afirmar que o PS alcançará uma vitória com um intervalo entre 9% a 15% de avanço sobre a Coligação e haverá valores inferiores aos apontados para os partidos à esquerda do PS, tendo em conta a alteração geral das percentagens.

    Por último, se se tivesse em conta com total fiabilidade como intenção definitiva do voto dos portugueses os valores apresentados nas últimas sondagens (marktest, UC, eurosondagem e intercampus) concluir-se-á também que o PS é o vencedor porque o único elemento agregador para uma governação viável.
    E isto não é poucochinho; e assim deixo aqui minha perspectiva.

    1. Portanto, ou o PS ganha com 9% a 15% sobre a coligação, ou perde por 6%.

      Seja qual for o resultado, o PS ganha por ser agregador, o Vento tem sempre razão e isso não é nada poucochinho.

      1. O que vai comentado fica comentado, Nuno. Infelizmente não vejo os atributos da inteligência muito difundidos em comentários por aqui. Vejo alguns vaidosos, alguns sabichões de meia tijela, disfarçados disto e daquilo, alguns camaleões ressabiados com meus comentários e outros tentam dar corpo ao que não tem com muitas vírgulas, travessões e exclamações.

        Em suma, Nuno, pobres coitados que morrem por suas próprias palavras.

        Voltando ao tema. Se tivermos em conta os números das sondagens a força política mais votada é o PS. A coligação, se bem reparou, é a agregação pitagórica de duas componentes políticas (PSD + CDS). Num cenário pós eleitoral o que acontece com os votos de cada um deles? Se separados quem representa a força mais votada?

        1. Se compararmos as sondagens com as eleições europeias, o PS matém o resultado enquanto a coligação subiu 10pp. E foi precisamente o resultado das europeias que originou o soundbite.

          Vir agora dizer que este resultado (a confirmar-se) não é poucochinho é simplesmente ridículo.

          1. Como você enrola para fingir que rola. O que estava em causa foi o comentário ao meu comentário.
            Mas eu dou-lhe a roda. Não quero que fique frustrado por qualquer falta de resposta da minha parte.
            Mas faça um esforço por mostrar que vale a pena eu dar-lhe roda ou ficará a falar sozinho.

          2. No seu comentário original, o Vento arroga que qualquer que seja o resultado do PS (desde perder por 5 pontos para a coligação até ganhar por 15 pontos), é uma vitória. Não só perder é uma vitória, como não é poucochinho. É díficil levar este raciocínio a sério.

            Quanto à sua adenda, sou da opinião que qualquer governo que reúna apoio parlamentar suficiente (nos termos do art. 192) para o seu programa tem legitimidade para governar. Conhecidos os resultados, o PR indigitará para o cargo de PM (de acordo com o art. 187) quem legitimamente acreditar mais capaz de o fazer.

            Isso inclui obviamente um governo PS+PCP+BE+Livre+PAN, da mesma forma que incluiu o governo limiano, e deveria ter incluido o governo de Pedro Santana Lopes.

          3. Eu não arrogo nada disso. Eu apresentei um cálculo que considero fiável, aqui:
            “Perante tal cenário não me inibo em afirmar que o PS alcançará uma vitória com um intervalo entre 9% a 15% de avanço sobre a Coligação e haverá valores inferiores aos apontados para os partidos à esquerda do PS, tendo em conta a alteração geral das percentagens”.

            Depois entro no SE, aqui:
            “Por último, se se tivesse em conta com total fiabilidade como intenção definitiva do voto dos portugueses os valores apresentados nas últimas sondagens (marktest, UC, eurosondagem e intercampus) concluir-se-á também que o PS é o vencedor porque o único elemento agregador para uma governação viável”.

            E tanto fui certeiro que é Passos que vem hoje admitir a possibilidade de uma fusão parlamentar (e Portas a desviar o assunto):
            http://www.noticiasaominuto.com/politica/461620/fusao-de-bancada-parlamentar-psdcds-e-assunto-muito-teorico

            Como poderá verificar faz todo o sentido o que afirmei antecipadamente neste “SE”. Mas eu compreendo as reservas de Portas. Ele quer parecer seguro em contraponto com a insegurança de Passos.

            Por último, o PR pode e deve dar posse SE a coligação ganhasse. Mas ela, SE ganhasse, seria derrubada de imediato. Porquê? Porque as maiorias parlamentares indicam o sentimento dos portugueses. Logo o PR jamais estará acima de uma situação destas, por muito que ele possa pensar estar.

            Concluindo: Outro elemento agregador do PS deve-se ao facto de poder ser em simultâneo apoiado pela ala dita direitista (eles não sabem o que são) e pela ala esquerda do parlamento. Porque a estes convém-lhes um mal menor face às suas exigências programáticas. Logo, a possibilidade de um chumbo dissipa-se pelo facto de qualquer das alas, conforme o que estiver em discussão, vir a sustentar o PS.

            Mas eu, sem negar a vitória relativa ao segundo facto exposto, continuo a sustentar a vitória do PS nestas legislativas por via de uma determinação nas urnas. Contra todas as sondagens e correntes de opinião.
            Se tem estado atento, eu antecipo-me a situações. E nenhuma afirmação produzida com antecipação foi negada pela realidade posterior. Esta última que aqui deixo introduz também uma componente lógica (socio-lógica) que não é matemática.

            Nota: Nos valores apresentados deve ser incluída uma margem de erro entre 10% e 15% sobre cada valor PERCENTUAL do intervalo referido (incluindo as percentagens fixas (a inicial e a que fecha).

            Dou por concluída minha campanha eleitoral.

  2. Qual é coisa qual é ela, que quanto mais erram, mais consultas lhes fazem:
    – bruxas ou sondagens?

    Bom, não tendo nestes dias muito tempo para o interessante tema, não quero deixar de colocar aqui o meu boletim de previsão no concurso Euroladrões deste domingo.

    A previsão fica sob a forma de temas para discussão na noite de domingo/manhã e tarde de segunda:

    1) Como foi possível as sondagens terem errado tanto na previsão dos resultados?
    (tema recorrente pela enésima vez)

    2) Passos Coelho declara que a vitória é inequívoca e está pronto para governar, mesmo apenas com 30 % dos votos, e menos de 90 deputados.

    3) Costa afirma que a coligação foi derrotada e irá iniciar contactos para formar governo. Quando lhe perguntam sobre os 25% de votos, e menos de 80 deputados, irrita-se.

    4) Catarina Martins está com o brilhozinho nos olhos, e dirige-se a Costa. O Bloco está pronto para viabilizar governo com PS. Com quase 20% e mais de 40 deputados, o Bloco será considerado a surpresa das eleições.

    5) Jerónimo de Sousa fala em grande vitória e derrota da direita, apesar de terem apenas aumentado dois ou três deputados, e poder não ser crucial para um governo à esquerda.

    6) Marinho Pinto elege alguns deputados, mas não tantos quanto as europeias poderiam antever. Quanto ao Livre, quem são?

    7) Segunda-feira à noite estará toda a gente a interrogar-se sobre quantos dias durará o governo de Passos que Cavaco irá tentar formar, apesar dos resultados.

    Ou seja, o meu boletim de aposta é:

    PàF – 30-35%
    PS – 25-30%
    BE – 15-20%
    PCP – 10%
    PDR – 5-10%

    Boas votações.
    Cumprimentos.

  3. A demonstrarem como só pensam na política e não reconhecem direito à não-política não falam nos votos nulos e na abstenção.

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