Já que vem o poucochinho à conversa, convém realçar o seguinte: Em Outubro de 2014 uma sondagem da Universidade Católica apresentava os seguintes resultados: http://www.rtp.pt/noticias/politica/sondagem-da-catolica-coloca-ps-a-beira-da-maioria-absoluta_n775007
Se repararmos bem a taxa de resposta foi de 66% num universo de 1064 inquiridos válidos. Significa que 34% não responderam.
Fiz um apanhado sobre as últimas sondagens que têm vindo a público e conclui que em +- 5945 inquiridos ( que é o total das últimas sondagens) uma MÉDIA de 30,2% não responderam. Nota: Não estão incluídos os valores de erro nem a percentagem de indecisos nem os que dizem não votar.
Tendo em conta que em termos de cenário político nada se alterou (melhor, AGRAVOU-SE EM TERMOS MACROECONÓMICOS) relativamente ao último ano, afirmo com clara segurança que a partir do dia 4 de Outubro Portugal estará a falar da derrota das sondagens e da vitória do PS como tenho vindo a afirmar há já algum tempo.
Vários cálculos podem ser feitos. Mas o que se verifica nestas sondagens é que não existe descolagem por parte da coligação relativamente aos votos perdidos individualmente (a sua margem total mantem-se nos 35% que é a soma de 8,2% do CDS mais o restante que pertence ao PSD). E verifica-se uma clara segurança nos votos do PCP e BE, isto é, aqueles cujos votantes se sabe afirmam sempre com mais clareza sua linha política e indicam o sentido de voto. Perante tal cenário não me inibo em afirmar que o PS alcançará uma vitória com um intervalo entre 9% a 15% de avanço sobre a Coligação e haverá valores inferiores aos apontados para os partidos à esquerda do PS, tendo em conta a alteração geral das percentagens.
Por último, se se tivesse em conta com total fiabilidade como intenção definitiva do voto dos portugueses os valores apresentados nas últimas sondagens (marktest, UC, eurosondagem e intercampus) concluir-se-á também que o PS é o vencedor porque o único elemento agregador para uma governação viável. E isto não é poucochinho; e assim deixo aqui minha perspectiva.
O que vai comentado fica comentado, Nuno. Infelizmente não vejo os atributos da inteligência muito difundidos em comentários por aqui. Vejo alguns vaidosos, alguns sabichões de meia tijela, disfarçados disto e daquilo, alguns camaleões ressabiados com meus comentários e outros tentam dar corpo ao que não tem com muitas vírgulas, travessões e exclamações.
Em suma, Nuno, pobres coitados que morrem por suas próprias palavras.
Voltando ao tema. Se tivermos em conta os números das sondagens a força política mais votada é o PS. A coligação, se bem reparou, é a agregação pitagórica de duas componentes políticas (PSD + CDS). Num cenário pós eleitoral o que acontece com os votos de cada um deles? Se separados quem representa a força mais votada?
Se compararmos as sondagens com as eleições europeias, o PS matém o resultado enquanto a coligação subiu 10pp. E foi precisamente o resultado das europeias que originou o soundbite.
Vir agora dizer que este resultado (a confirmar-se) não é poucochinho é simplesmente ridículo.
Como você enrola para fingir que rola. O que estava em causa foi o comentário ao meu comentário. Mas eu dou-lhe a roda. Não quero que fique frustrado por qualquer falta de resposta da minha parte. Mas faça um esforço por mostrar que vale a pena eu dar-lhe roda ou ficará a falar sozinho.
No seu comentário original, o Vento arroga que qualquer que seja o resultado do PS (desde perder por 5 pontos para a coligação até ganhar por 15 pontos), é uma vitória. Não só perder é uma vitória, como não é poucochinho. É díficil levar este raciocínio a sério.
Quanto à sua adenda, sou da opinião que qualquer governo que reúna apoio parlamentar suficiente (nos termos do art. 192) para o seu programa tem legitimidade para governar. Conhecidos os resultados, o PR indigitará para o cargo de PM (de acordo com o art. 187) quem legitimamente acreditar mais capaz de o fazer.
Isso inclui obviamente um governo PS+PCP+BE+Livre+PAN, da mesma forma que incluiu o governo limiano, e deveria ter incluido o governo de Pedro Santana Lopes.
Eu não arrogo nada disso. Eu apresentei um cálculo que considero fiável, aqui: “Perante tal cenário não me inibo em afirmar que o PS alcançará uma vitória com um intervalo entre 9% a 15% de avanço sobre a Coligação e haverá valores inferiores aos apontados para os partidos à esquerda do PS, tendo em conta a alteração geral das percentagens”.
Depois entro no SE, aqui: “Por último, se se tivesse em conta com total fiabilidade como intenção definitiva do voto dos portugueses os valores apresentados nas últimas sondagens (marktest, UC, eurosondagem e intercampus) concluir-se-á também que o PS é o vencedor porque o único elemento agregador para uma governação viável”.
E tanto fui certeiro que é Passos que vem hoje admitir a possibilidade de uma fusão parlamentar (e Portas a desviar o assunto): http://www.noticiasaominuto.com/politica/461620/fusao-de-bancada-parlamentar-psdcds-e-assunto-muito-teorico
Como poderá verificar faz todo o sentido o que afirmei antecipadamente neste “SE”. Mas eu compreendo as reservas de Portas. Ele quer parecer seguro em contraponto com a insegurança de Passos.
Por último, o PR pode e deve dar posse SE a coligação ganhasse. Mas ela, SE ganhasse, seria derrubada de imediato. Porquê? Porque as maiorias parlamentares indicam o sentimento dos portugueses. Logo o PR jamais estará acima de uma situação destas, por muito que ele possa pensar estar.
Concluindo: Outro elemento agregador do PS deve-se ao facto de poder ser em simultâneo apoiado pela ala dita direitista (eles não sabem o que são) e pela ala esquerda do parlamento. Porque a estes convém-lhes um mal menor face às suas exigências programáticas. Logo, a possibilidade de um chumbo dissipa-se pelo facto de qualquer das alas, conforme o que estiver em discussão, vir a sustentar o PS.
Mas eu, sem negar a vitória relativa ao segundo facto exposto, continuo a sustentar a vitória do PS nestas legislativas por via de uma determinação nas urnas. Contra todas as sondagens e correntes de opinião. Se tem estado atento, eu antecipo-me a situações. E nenhuma afirmação produzida com antecipação foi negada pela realidade posterior. Esta última que aqui deixo introduz também uma componente lógica (socio-lógica) que não é matemática.
Nota: Nos valores apresentados deve ser incluída uma margem de erro entre 10% e 15% sobre cada valor PERCENTUAL do intervalo referido (incluindo as percentagens fixas (a inicial e a que fecha).
Dou por concluída minha campanha eleitoral.
Qual é coisa qual é ela, que quanto mais erram, mais consultas lhes fazem: – bruxas ou sondagens?
Bom, não tendo nestes dias muito tempo para o interessante tema, não quero deixar de colocar aqui o meu boletim de previsão no concurso Euroladrões deste domingo.
A previsão fica sob a forma de temas para discussão na noite de domingo/manhã e tarde de segunda:
1) Como foi possível as sondagens terem errado tanto na previsão dos resultados? (tema recorrente pela enésima vez)
2) Passos Coelho declara que a vitória é inequívoca e está pronto para governar, mesmo apenas com 30 % dos votos, e menos de 90 deputados.
3) Costa afirma que a coligação foi derrotada e irá iniciar contactos para formar governo. Quando lhe perguntam sobre os 25% de votos, e menos de 80 deputados, irrita-se.
4) Catarina Martins está com o brilhozinho nos olhos, e dirige-se a Costa. O Bloco está pronto para viabilizar governo com PS. Com quase 20% e mais de 40 deputados, o Bloco será considerado a surpresa das eleições.
5) Jerónimo de Sousa fala em grande vitória e derrota da direita, apesar de terem apenas aumentado dois ou três deputados, e poder não ser crucial para um governo à esquerda.
6) Marinho Pinto elege alguns deputados, mas não tantos quanto as europeias poderiam antever. Quanto ao Livre, quem são?
7) Segunda-feira à noite estará toda a gente a interrogar-se sobre quantos dias durará o governo de Passos que Cavaco irá tentar formar, apesar dos resultados.
Já que vem o poucochinho à conversa, convém realçar o seguinte: agem-da-catolica-coloca-ps-a-beira-da-ma ioria-absoluta_n775007
Em Outubro de 2014 uma sondagem da Universidade Católica apresentava os seguintes resultados:
http://www.rtp.pt/noticias/politica/sond
Se repararmos bem a taxa de resposta foi de 66% num universo de 1064 inquiridos válidos. Significa que 34% não responderam.
Fiz um apanhado sobre as últimas sondagens que têm vindo a público e conclui que em +- 5945 inquiridos ( que é o total das últimas sondagens) uma MÉDIA de 30,2% não responderam.
Nota: Não estão incluídos os valores de erro nem a percentagem de indecisos nem os que dizem não votar.
Tendo em conta que em termos de cenário político nada se alterou (melhor, AGRAVOU-SE EM TERMOS MACROECONÓMICOS) relativamente ao último ano, afirmo com clara segurança que a partir do dia 4 de Outubro Portugal estará a falar da derrota das sondagens e da vitória do PS como tenho vindo a afirmar há já algum tempo.
Vários cálculos podem ser feitos. Mas o que se verifica nestas sondagens é que não existe descolagem por parte da coligação relativamente aos votos perdidos individualmente (a sua margem total mantem-se nos 35% que é a soma de 8,2% do CDS mais o restante que pertence ao PSD). E verifica-se uma clara segurança nos votos do PCP e BE, isto é, aqueles cujos votantes se sabe afirmam sempre com mais clareza sua linha política e indicam o sentido de voto.
Perante tal cenário não me inibo em afirmar que o PS alcançará uma vitória com um intervalo entre 9% a 15% de avanço sobre a Coligação e haverá valores inferiores aos apontados para os partidos à esquerda do PS, tendo em conta a alteração geral das percentagens.
Por último, se se tivesse em conta com total fiabilidade como intenção definitiva do voto dos portugueses os valores apresentados nas últimas sondagens (marktest, UC, eurosondagem e intercampus) concluir-se-á também que o PS é o vencedor porque o único elemento agregador para uma governação viável.
E isto não é poucochinho; e assim deixo aqui minha perspectiva.
Portanto, ou o PS ganha com 9% a 15% sobre a coligação, ou perde por 6%.
Seja qual for o resultado, o PS ganha por ser agregador, o Vento tem sempre razão e isso não é nada poucochinho.
O que vai comentado fica comentado, Nuno. Infelizmente não vejo os atributos da inteligência muito difundidos em comentários por aqui. Vejo alguns vaidosos, alguns sabichões de meia tijela, disfarçados disto e daquilo, alguns camaleões ressabiados com meus comentários e outros tentam dar corpo ao que não tem com muitas vírgulas, travessões e exclamações.
Em suma, Nuno, pobres coitados que morrem por suas próprias palavras.
Voltando ao tema. Se tivermos em conta os números das sondagens a força política mais votada é o PS. A coligação, se bem reparou, é a agregação pitagórica de duas componentes políticas (PSD + CDS). Num cenário pós eleitoral o que acontece com os votos de cada um deles? Se separados quem representa a força mais votada?
Se compararmos as sondagens com as eleições europeias, o PS matém o resultado enquanto a coligação subiu 10pp. E foi precisamente o resultado das europeias que originou o soundbite.
Vir agora dizer que este resultado (a confirmar-se) não é poucochinho é simplesmente ridículo.
Como você enrola para fingir que rola. O que estava em causa foi o comentário ao meu comentário.
Mas eu dou-lhe a roda. Não quero que fique frustrado por qualquer falta de resposta da minha parte.
Mas faça um esforço por mostrar que vale a pena eu dar-lhe roda ou ficará a falar sozinho.
No seu comentário original, o Vento arroga que qualquer que seja o resultado do PS (desde perder por 5 pontos para a coligação até ganhar por 15 pontos), é uma vitória. Não só perder é uma vitória, como não é poucochinho. É díficil levar este raciocínio a sério.
Quanto à sua adenda, sou da opinião que qualquer governo que reúna apoio parlamentar suficiente (nos termos do art. 192) para o seu programa tem legitimidade para governar. Conhecidos os resultados, o PR indigitará para o cargo de PM (de acordo com o art. 187) quem legitimamente acreditar mais capaz de o fazer.
Isso inclui obviamente um governo PS+PCP+BE+Livre+PAN, da mesma forma que incluiu o governo limiano, e deveria ter incluido o governo de Pedro Santana Lopes.
Eu não arrogo nada disso. Eu apresentei um cálculo que considero fiável, aqui:
“Perante tal cenário não me inibo em afirmar que o PS alcançará uma vitória com um intervalo entre 9% a 15% de avanço sobre a Coligação e haverá valores inferiores aos apontados para os partidos à esquerda do PS, tendo em conta a alteração geral das percentagens”.
Depois entro no SE, aqui:
“Por último, se se tivesse em conta com total fiabilidade como intenção definitiva do voto dos portugueses os valores apresentados nas últimas sondagens (marktest, UC, eurosondagem e intercampus) concluir-se-á também que o PS é o vencedor porque o único elemento agregador para uma governação viável”.
E tanto fui certeiro que é Passos que vem hoje admitir a possibilidade de uma fusão parlamentar (e Portas a desviar o assunto): 61620/fusao-de-bancada-parlamentar-psdcd s-e-assunto-muito-teorico
http://www.noticiasaominuto.com/politica/4
Como poderá verificar faz todo o sentido o que afirmei antecipadamente neste “SE”. Mas eu compreendo as reservas de Portas. Ele quer parecer seguro em contraponto com a insegurança de Passos.
Por último, o PR pode e deve dar posse SE a coligação ganhasse. Mas ela, SE ganhasse, seria derrubada de imediato. Porquê? Porque as maiorias parlamentares indicam o sentimento dos portugueses. Logo o PR jamais estará acima de uma situação destas, por muito que ele possa pensar estar.
Concluindo: Outro elemento agregador do PS deve-se ao facto de poder ser em simultâneo apoiado pela ala dita direitista (eles não sabem o que são) e pela ala esquerda do parlamento. Porque a estes convém-lhes um mal menor face às suas exigências programáticas. Logo, a possibilidade de um chumbo dissipa-se pelo facto de qualquer das alas, conforme o que estiver em discussão, vir a sustentar o PS.
Mas eu, sem negar a vitória relativa ao segundo facto exposto, continuo a sustentar a vitória do PS nestas legislativas por via de uma determinação nas urnas. Contra todas as sondagens e correntes de opinião.
Se tem estado atento, eu antecipo-me a situações. E nenhuma afirmação produzida com antecipação foi negada pela realidade posterior. Esta última que aqui deixo introduz também uma componente lógica (socio-lógica) que não é matemática.
Nota: Nos valores apresentados deve ser incluída uma margem de erro entre 10% e 15% sobre cada valor PERCENTUAL do intervalo referido (incluindo as percentagens fixas (a inicial e a que fecha).
Dou por concluída minha campanha eleitoral.
Qual é coisa qual é ela, que quanto mais erram, mais consultas lhes fazem:
– bruxas ou sondagens?
Bom, não tendo nestes dias muito tempo para o interessante tema, não quero deixar de colocar aqui o meu boletim de previsão no concurso Euroladrões deste domingo.
A previsão fica sob a forma de temas para discussão na noite de domingo/manhã e tarde de segunda:
1) Como foi possível as sondagens terem errado tanto na previsão dos resultados?
(tema recorrente pela enésima vez)
2) Passos Coelho declara que a vitória é inequívoca e está pronto para governar, mesmo apenas com 30 % dos votos, e menos de 90 deputados.
3) Costa afirma que a coligação foi derrotada e irá iniciar contactos para formar governo. Quando lhe perguntam sobre os 25% de votos, e menos de 80 deputados, irrita-se.
4) Catarina Martins está com o brilhozinho nos olhos, e dirige-se a Costa. O Bloco está pronto para viabilizar governo com PS. Com quase 20% e mais de 40 deputados, o Bloco será considerado a surpresa das eleições.
5) Jerónimo de Sousa fala em grande vitória e derrota da direita, apesar de terem apenas aumentado dois ou três deputados, e poder não ser crucial para um governo à esquerda.
6) Marinho Pinto elege alguns deputados, mas não tantos quanto as europeias poderiam antever. Quanto ao Livre, quem são?
7) Segunda-feira à noite estará toda a gente a interrogar-se sobre quantos dias durará o governo de Passos que Cavaco irá tentar formar, apesar dos resultados.
Ou seja, o meu boletim de aposta é:
PàF – 30-35%
PS – 25-30%
BE – 15-20%
PCP – 10%
PDR – 5-10%
Boas votações.
Cumprimentos.
A demonstrarem como só pensam na política e não reconhecem direito à não-política não falam nos votos nulos e na abstenção.
O PNR recomenda que os boletins de voto incluam a opção “voto em branco” (o que só os confirma como xenófobos e racistas).