Postais de Portugal


Pedro Correia,

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Casegas, concelho da Covilhã, 6 de Março

0 comentários em “Postais de Portugal”

  1. Um perfeito postal do país esbandalhado, desordenado que Portugal é.
    Uma casa construída no meio da floresta, isto é, em nenhures, uns eucaliptos ralos numa propriedade minúscula, outras propriedades sem dimensão ao lado. Total falta de consistência e arranjo na paisagem, desordenamento tanto urbanístico como rural.

  2. Calmo e bonito. Há uns anos atrás, passei uns fabulosos dias de férias numa terra onde o tempo parou, Linhares da Beira. Tanta era a paz, que o silêncio chegava a incomodar. Almoçar na Taberna do Alcaide e passear a pé… Nenhures retempera

    1. Conheço muito bem Linhares. E Castelo Novo. E Sortelha. E Cidadelhe. Aldeias históricas portuguesas que nos retemperam integralmente – de corpo e alma. Outro país dentro do País. E tão mal conhecido pelos portugueses.

      1. E Monsanto, Marialva, Penedono ou o Piódão.
        Quanto vim viver para a Beira todos os Sábados ia à descoberta de aldeias que tivessem pelourinhos, e assim descobri terras a gentes maravilhosas.
        E também na raia espanhola encontrei aldeias espectaculares a começar, por exemplo, por Alcantara.
        Bons tempos!
        🙂
        Antonieta

    2. A Dulce não foi ao Albertino no Folgosinho?
      Do cimo do mini-castelo tem-se uma vista fabulosa de Linhares e a comida é óptima e barata (ou era há uns bons anos).
      🙂
      Antonieta

      1. Viva, Antonieta

        Aqueles dias de férias, foram ” Férias a Pé”, sem ter que me deslocar fosse para onde fosse fora do destino que escolhi, que ficasse fora da minha ideia de caminhada. Precisava.
        Foram dias de valor.
        Beijinho.

  3. Ali aquela casinha, ou tem a assinatura, ou foi buscar inspiração aos magníficos trabalhos de arquitectura do engenheiro filósofo.

    1. Ou ele ou outro como ele. Porque a deplorável “escola arquitectónica” que esses engenheiros – uns sendo-o de facto, outros nem isso – ajudaram a consolidar entre nós é afinal muito querida pelo povo. É um facto.

      E é um facto demonstrado à náusea por tudo aquilo que contamina assustadoramente já não aldeias e vilas – essas estão prática e irreversivelmente perdidas, sem um trabalho de demolição e construção impensável – mas o espaço verdadeiramente rural: depósitos de sucata e entulho de obras, barracões disformes, lixo; qualquer pequeno curso de água logo contaminado e transformado em esgoto. O mais idílico instante de paisagem está entre nós à mercê da mente embrutecida de um qualquer habitante das proximidades que da Natureza tem – se sobre ela tem qualquer ideia básica – a visão de um infindável caixote de lixo.

      À mercê dele ou de quem mandou e de quem permitiu instalar um gerador eólico, ou dezenas deles (outra incrível negociata), no cume da mais insignificante colina, por esse país fora. É praticamente impossível obter um plano visual do nosso território sem pelo menos uma coisa dessas a desfigurar a paisagem.

      A lista de horrores poderia ser aliás bem mais longa.

      E quanto ao estado, o primeiro a confundir progresso com construção e a permitir largamente tudo e mais alguma coisa, desde que esteja colectado o que se possa colectar, está tudo muito bem. O resto são leis, imensas complexas e severíssimas leis derramadas a ritmo vertiginoso, para sossego de mentes demagógicas, e cuja aplicação, a menos que signifique mais receita (fiscal ou contra-ordenacional ) preocupa afinal bem poucas cabeças.

      Costa

  4. nessa zona há aldeias lindas…aliás Portugal é lindo…muitas vezes falta marketing ou então não…assim não há pessoas…só ar puro e tranquilidade…

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