Postais de Lisboa (7)


Pedro Correia,

«É proibido levar os cães para as praias concessionadas. E no entanto é vê-los a andar pelo areal, fazendo o que os animais fazem quando têm vontade, sem que a polícia faça cumprir a lei. Acontece o mesmo nas ruas de Lisboa, porcaria por toda a parte, um nojo inacreditável, passeios de sujidade medieval.»

André Macedo, no Jornal de Negócios (26 de Junho)

0 comentários em “Postais de Lisboa (7)”

  1. No outro dia, enquanto passeava o meu canito vejo um gajo embriagado urinando contra um poste. Perante o meu ar reprovador, o tipo vira-se e diz-me:

    -Se o seu cão faz, eu não o posso fazer? Era o que faltava….ago e alhos

    Uns falam parecendo que ladram, outros ladram e parecendo que falam

  2. Acontece o mesmo nas ruas de Lisboa, porcaria por toda a parte, um nojo inacreditável, passeios de sujidade medieval.

    Eu não sei se o autor deste texto anda muito pelas ruas de Lisboa. Eu ando. E o que observo é que elas estão hoje muito menos sujas do que, digamos, há dez anos. E ainda muito menos do que há vinte anos. Não penso que isso se deva tanto à atuação das autoridades públicas como, principalmente, à atuação dos donos dos cães, que hoje em dia geralmente apanham a caca dos seus animais.

    Hoje em dia a sujidade mais frequente nas ruas de Lisboa não é a caca de cães, é sobretudo garrafas de cerveja abandonadas.

    1. à a[c]tuação dos donos dos cães, que hoje em dia geralmente apanham a caca dos seus animais.

      E tendo em conta que a maioria são funcionários públicos, eu até arriscaria dizer que essa foi a única coisa que fizeram durante todo o dia.

    1. E para as portas das pastelarias e outras onde tenho deparado não com cães mas com cãezarrões (é assim que se escreve? Tenho tanto medo que nem sei como se escreve)?

    2. Nota: não me identifiquei (nem me identifico) porque tenho medo dos donos dos cãezarrões. Se eles me topam a fazer queixa, agridem-me.

    1. Se tem conhecimento de outras cidades também com “porcaria por toda a parte, um nojo inacreditável, passeios de sujidade medieval”, é favor partilhar essa informação. Dar-lhe-emos destaque aqui.

      1. Olá Pedro, boa noite.
        Subscrevo inteiramente o que aqui deixou relatado e convido-o a visitar Almada, a tal que está no lado certo, segundo o slogan, e que tresanda a porcaria. Uma tristeza. Mas esta banda, para os media, não existe.

        Um abraço

      2. Aqui em Santarém é o mesmo tormento. Por vezes somos obrigados a ser salta-pocinhas para que os nossos pés não fiquem atolados na caca dos cães dos ignóbeis vizinhos.
        Nos dias da canícula suportámos um fedor a urina que devolvo ao Srs. do PAN, sugerindo-lhe acções de formação que versem a higiene e o civismo aos detentores de cães em apartamentos e espaços envolventes.

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