«É proibido levar os cães para as praias concessionadas. E no entanto é vê-los a andar pelo areal, fazendo o que os animais fazem quando têm vontade, sem que a polícia faça cumprir a lei. Acontece o mesmo nas ruas de Lisboa, porcaria por toda a parte, um nojo inacreditável, passeios de sujidade medieval.»
André Macedo, no Jornal de Negócios (26 de Junho)

No outro dia, enquanto passeava o meu canito vejo um gajo embriagado urinando contra um poste. Perante o meu ar reprovador, o tipo vira-se e diz-me:
-Se o seu cão faz, eu não o posso fazer? Era o que faltava….ago e alhos
Uns falam parecendo que ladram, outros ladram e parecendo que falam
Acontece o mesmo nas ruas de Lisboa, porcaria por toda a parte, um nojo inacreditável, passeios de sujidade medieval.
Eu não sei se o autor deste texto anda muito pelas ruas de Lisboa. Eu ando. E o que observo é que elas estão hoje muito menos sujas do que, digamos, há dez anos. E ainda muito menos do que há vinte anos. Não penso que isso se deva tanto à atuação das autoridades públicas como, principalmente, à atuação dos donos dos cães, que hoje em dia geralmente apanham a caca dos seus animais.
Hoje em dia a sujidade mais frequente nas ruas de Lisboa não é a caca de cães, é sobretudo garrafas de cerveja abandonadas.
à a[c]tuação dos donos dos cães, que hoje em dia geralmente apanham a caca dos seus animais.
E tendo em conta que a maioria são funcionários públicos, eu até arriscaria dizer que essa foi a única coisa que fizeram durante todo o dia.
Saiu do sofá!
É proibido levar os cães para as praias concessionadas.
Para as praias não concessionadas também é proibido.
E para as portas das pastelarias e outras onde tenho deparado não com cães mas com cãezarrões (é assim que se escreve? Tenho tanto medo que nem sei como se escreve)?
Nota: não me identifiquei (nem me identifico) porque tenho medo dos donos dos cãezarrões. Se eles me topam a fazer queixa, agridem-me.
Só acontece nas ruas de Lisboa?
Ou só Lisboa tem importância suficiente para ser citada?
Se tem conhecimento de outras cidades também com “porcaria por toda a parte, um nojo inacreditável, passeios de sujidade medieval”, é favor partilhar essa informação. Dar-lhe-emos destaque aqui.
Olá Pedro, boa noite.
Subscrevo inteiramente o que aqui deixou relatado e convido-o a visitar Almada, a tal que está no lado certo, segundo o slogan, e que tresanda a porcaria. Uma tristeza. Mas esta banda, para os media, não existe.
Um abraço
Algés, por exemplo.
Aqui em Santarém é o mesmo tormento. Por vezes somos obrigados a ser salta-pocinhas para que os nossos pés não fiquem atolados na caca dos cães dos ignóbeis vizinhos.
Nos dias da canícula suportámos um fedor a urina que devolvo ao Srs. do PAN, sugerindo-lhe acções de formação que versem a higiene e o civismo aos detentores de cães em apartamentos e espaços envolventes.