0 comentários em “Postais de Lisboa (5)”

  1. Só falta mesmo as vacas sacradas.
    A minha última e breve estadia em Lisboa foi há 1ano.
    Quando há dias cheguei nem conhecia a cidade.
    A diferença é colossal. Fugi para o Alentejo.
    A célebre canção de Aznavour diz tudo.

    Quand au hasard des jours
    Je m’en vais faire un tour
    A mon ancienne adresse
    Je ne reconnais plus
    Ni les murs ni les rues
    Qui ont vu ma jeunesse
    Dans son nouveau décor
    ‘ Lisboa ‘ semble triste
    Et les lilas sont morts

  2. Lisboa está na moda e desejo sinceramente que não passe de moda. O turista chega-nos pelas melhores razões : a beleza da cidade, a relação preço-qualidade ( que já foi melhor, mas enfim…) da estadia, a boa comida e a tranquilidade que ainda – e espero que por muito tempo- podemos oferecer.
    Como já aconteceu anteriormente com a internacionalização do Algarve, onde os Portugueses tiveram que ser também turistas tanto tempo, os investidores que na verdade recuperaram zonas mais degradadas e devolutas da cidade de Lisboa para construirem hotéis , inns e hostels quase porta sim porta sim, pretendem recuperar o investimento e colher dividendos a curto prazo. Há overbookings, há overcrowdings… o turismo é a nossa maior finte de riqueza, mas não nos podemos esquecer das regras de desgaste. Temos que racionalizar, temos que criar condições… os monumentos e afins , as chamadas atracções turísticas, muitos deles não foram criados para milhares de pessoas / dia palmilharem as suas lajes ou subirem as suas escadas. Tem que haver bom senso nisto tudo. E depois não nos podemos esquecer que os turistas não têm um estatuto especial. São visitantes. Todos os visitantes devem ser bem recebidos, nacionais e estrangeiros. Nós somos o povo mais amável que conheço. Somos bons anfitriões , disponíveis e simpáticos. Mas não somos criados nem devemos fazer piruetas mirabolantes
    ou rebaixarmo-nos seja a quem for . A afabilidade já está no nosso sangue.

      1. Ainda bem! E atenção! Não estou com isso a dizer que lhes queira mal. Aos indianos, claro está!

  3. É verdade, a Baixa de Lisboa atualmente parece um fun park para turistas. Enquanto que os portugueses usam os centros comerciais como fun parks, os estrangeiros usam a Baixa de Lisboa.
    E acho muito bem que usem, e acho que lhes deve ser permitido usar.

    1. São de facto turistas, posso garantir. E eu, por acaso, convivo bem com estrangeiros. A nacionalidade, etnia ou religião dos outros não me interessa.

      1. “A nacionalidade, etnia ou religião dos outros não me interessa.”

        Mas a sua pode interessar aos outros.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *