Postais de Lisboa (4)


Pedro Correia,

«O homem expropriado de dois prédios na Mouraria para a edificação de uma nova mesquita está doente, falido e desesperado com a Câmara Municipal de Lisboa. Em Maio de 2016, a autarquia tomou posse administrativa dos dois prédios que António Barroso tinha comprado dez anos antes naquela que é uma das artérias mais multiculturais de Lisboa. Apesar de já não ser oficialmente o dono dos prédios, continua a ter de pagar mensalmente quase dois mil euros de prestações pelos empréstimos que contraiu para comprar os imóveis.»

0 comentários em “Postais de Lisboa (4)”

  1. Mostra bem o tipo de regime que temos.
    Um assalto da Câmara de Lisboa.
    Venho a dizer já algum tempo para todos fugirem de Lisboa.

  2. Sacrificar um dos nossos para albergar inimigos da nossa cultura. Uma vergonha sem qualificação possível, mas tão típico da pulhice socialista e do se ser de esquerda.

  3. A Justiça não terá uma palavra a dizer sobre isso?. Ou será que apropriadamente(?) já foram invocados, para a expropriação, direitos de religião oficial do Estado ?.

      1. Não é bem assim.
        Porque será que o PS/CML se encolheu?. Consciência pesada?.
        Opinião pública cada vez mais esclarecida ?.
        Será mesmo uma obra de “utilidade pública” ou de “utilidade PS” ?.

        http://ocorvo.pt/2017/03/10/obras-da-nova-mesquita-na-mouraria-so-devem-comecar-depois-das-autarquicas/

  4. Entretanto ontem mesmo o Islão, no Egipto, faz explodir duas bombas em duas igrejas cristãs à hora da celebração.
    Dormam descançados: os exímios, capázes “sampaios” e amigos, estão com as rédeas da imbróglio nas suas mãos.
    “Peace in our time” disse o tolinho.

  5. Lendo o artigo lincado, vê-se que os prédios não foram expropriados para a construção de uma mesquita mas sim para a construção de uma praça, ou seja, para um projeto de remodelação urbana.
    Mais se vê que o processo foi dirimido e resolvido em tribunal. A justiça foi aplicada.

  6. Este “caso” parece-me simplesmente a história de um indivíduo que, descontente com a decisão de um tribunal, o qual já apreciou o caso e tomou uma decisão supostamente justa, resolve recorrer ao poder mediático para tentar puxar a brasa à sua sardinha. Aparece-nos com a conversa do espoliado, na miséria, a quem tiraram tudo o que tinha, etc etc etc, quando a verdade é que vai receber (ou já terá recebido) a justa indemnização que o tribunal lhe conferiu. Não tem direito a mais, nem a menos.
    É natural que o homem gostasse que a Câmara lhe desse mais umas centenas de milhares de euros por aquilo que lhe expropriou. O que já não é natural é que os media lhe dêem tanta importância, quando o tribunal já decidiu a indemnização justa.

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