Pi-pi. pi-pi. Alô, Claudine? Daqui é o Peix… digo, o Carlos da Maia. Quê?? Não, filha, esse gajo era um chato do caraças (ou será que devia dizer “um chato de galochas”?)… enfim, o que interessa é que eu sou muito mais cool! Olha, liguei só para confirmar o nosso encontro mais logo no Oceanário. Mas tem de ser uma rapidinha, ok? Já sabes como a Dudu é desconfiada e ciumenta. Nem parece minha irmã, caramba. Pensando bem, acho que esta noite vou arrancar-lhe um cabelinho para mandar fazer um teste de ADN… com essa é que ela não conta, olarilas. Vantagens de viver no século 21. Bom, mon petit choux, agora tenho de desligar que ela é capaz de tudo, tem espiões por todo o lado. Até logo. Junto ao lago das morsas, não te esqueças. E vê lá onde estacionas a calèche, que já estou farto de pagar as tuas multas.


Claudine soa a nome gay…
A mim soa a aldrabice, Borboleta.
Ó Aninha, ó Aninha, que até se me vai a tensão arterial! A menina anda metida em caldeiradas!? Essa Claudine tá mesmo muito chateada com a mana Dudu. Onde já se viu de ter ciúmes da própria irmã!? Isto fica tudo em família (devo confessar-lhe que namorei duas, e a terceira eu num quis. Nenhuma se chateou). O teste de ADN, isto é, do Admito que Não, tá muito bem visto e revisto. Porém se ninguém Admite, de que adianta a Admissão?
Essa de uma rapidinha na calèche com uma morsa a roer-nos o sapato num dá lá muito jeito. E num dá, porque nunca sabemos quando aqueles dentes acabam por destruir o tacão, ou calçadeira!.
Olhe, Aninha, a menina afaste-se dessas companhias. Tá visto que essa é uma família muito ciumenta e invejosa. Afaste-se porque os exemplos não são bons! Não há o mínimo de partilha por aí!
Já agora, táva a olhar para essa moça do quadro e a ver aquele seio maroto a dar-a-dar, e a dar-se aos Deus dará. Que generosidade! Isto é um quadro onde se revela a boa formação que deve ser impressa no coração da humanidade, da humanidade feminina. Que cachinho; graças a Deus que as vindimas são em Setembro!
Anoniminho, leia com mais atenção: a Dudu é mana do Carlos da Maia e não da Claudine, que é só uma galdéria inventada por Maias batoteiros e por um jornal que acha que descobriu a pólvora. E eu não quero nada com essas companhias, não se preocupe! 🙂
Enfim, coisas de telemóveis…
🙂
Pois… não invocar o nome “da Maia” em vão, especialmente em vão de escadas, seja com o propósito de subir degraus, ou pela venda de papéis em quiosques improvisados.
Ah, da Maia, esse nome ainda lhe vai dar dores de cabeça… é melhor preparar-se para sequelas no mínimo inquietantes, é o que lhe digo. 🙂
Mas, então, trata-se da continuação dos Maias, ou de adaptar o enredo a outras épocas? É que são coisas muito diferentes!
(E eu que pedi ao meu pai que compre e me guarde os fascículos..)
Parece que se trata de um “all in one”… ou seja, em bom português, de um “vale tudo para vender jornais”.