RIO CORGO
Nascente: Serra da Padrela, concelho de Vila Pouca de Aguiar
Foz: Rio Douro, no Peso da Régua
Afluentes: Rios Cabril, Sordo, Tanha
Extensão: cerca de 44km
"Ontem, a CP encerrou as linhas do Corgo e do Tâmega sem avisar ninguém. Contava com o silêncio de todos e fê-lo pela calada, desprezando toda a gente. Mas a culpa não é da CP; é, antes, de todos os pacóvios que transformaram o país num tapete de asfalto, bom para a camionagem, para as empresas de obras públicas e para o consumo de gasolina. (…) Há alcatrão, cimento, camionagem e gasóleo. Tudo caro. Os comboios portugueses inventaram um país, povoaram-no, desenharam a nossa geografia. Era um país mais bonito do que este.
Francisco José Viegas




Que bem, Pedro Correia, que bem!
E acordar em Vila Real, numa manhã muito fria de Dezembro, com o Corgo aos pés, também não é nada mau…
É bom, Maria do Sol. Com o Marão e o Alvão perto. Já vi toda esta região coberta de neve – é uma paisagem fantástica.
Excelente trabalho que tem vindo a ser realizado pelo Pedro.
Obrigado, Daniel. É para continuar. Depois da série de Verão (praias) e esta agora, do Outono, hão-de vir as do Inverno e Primavera.
Sim, senhor, Pedro, tem sido uma belíssima série. Num rio abaixo o Pedro disse a palavra que, para mim, parecia mágica – “fluvial” – pensando na génese da palavra , lembrei-me das Lagoas Açorianas , sobretudo na Lagoa das Patas que é o orgulho dos terceirenses – oxalá que o João não me ouça, hehe – mas, não se enquadram na série dos rios, não basta serem de água doce…Haverá mais oportunidades, não é assim Pedro?
Sim, Maria. A propósito: gosto muito da palavra fluvial.
Tive o privilégio de fazer a linha do Corgo da Régua a Vila Real (a parte que ia até Chaves há muito que desapareceu), e tenho esperança de ainda o voltar a fazer. Infelizmente as margens do rio na capital de Trás-os-Montes (que conheço bem por ser terra da minha família materna), uma garganta enorme que divide a cidade em dois, está completamente avacalhada por blocos de apartamentos com tijoleira de casa de banho e prédios de todas as cores. Quem percorra a marginal e o antigo circuito ficará sempre horrorizado com esse exemplo de mau urbanismo. E no entanto, a paisagem natural poderia torná-la uma da mais bonitas cidades do país…
Duas curiosidades: em Vila Real pronuncia-se Córgo, talvez por se assemlehar a “córrego”; e ao que consta, a nascente fica num quintal de um restaurante em Vila Pouca de Aguiar chamado…Nascente do Corgo.
Obrigado por esta achega, João Pedro. E tem toda a razão, quanto aos estragos urbanísticos em Vila Real. Infelizmente.