RIO AVE
Nascente: Serra da Cabreira, concelho de Vieira do Minho
Foz: Oceano Atlântico, em Vila do Conde
Afluentes: Rios Este e Vizela
Extensão: cerca de 93km
"Também gostava de subir àquela espécie de pequeno terraço onde se ergue a Capela de Nossa Senhora do Socorro, com a sua cúpula branca, e de aí gozar a larga vista sobre o Ave, para os campos de Azurara, para os pinhais longínquos de Mindelo."
José Régio




Já fui muito feliz ali pela foz do Ave. E Vila do Conde tem o seu ‘quê’ muito especial.
Pois tem. É uma das minhas vilas preferidas. Um dia destes falarei dela(s) aqui.
O rio Ave é lindo, Pedro, conheci-o melhor quando, há dois anos , fomos a Vila de Conde em pré-produção do filme sobre o Antero de Quental. Concordo consigo João – também senti algo de “especial” nessa cidade, talvez, também, por eu saber que por lá tinham passado figuras estimadas da nossa cultura e não só : Camilo, Guerra Junqueiro, Eça, Antero, Ruy Belo Sónia e Robert Delaunney no seu refúgio em Portugal…
Antero considerou o melhor período da sua vida os anos que viveu em Vila de Conde – 1881 a 1891 – e assim escreveu:”(…)Aqui as praias são amplas e belas, e por elas me passeio ou me estendo ao sol com a voluptuosidade que só conhecem os poetas e os lagartos adoradores da luz(…)”
e, ainda, numa carta a João de Deus
“(…)O meu pessimismo tem-se desvanecido com esta vida contemplativa no meio da boa natureza. Reconheci que andar por toda a parte a proclamar, com voz lúgubre, que o mundo é vão era ainda uma ultima vaidade(…)”
Antero de Quental – Fotobiografia
de Ana Maria A. Martins
Edição/reimpressão: 2008
Editor: IMPR.NACIONAL CASA MOEDA
Tem toda a razão, Maria. A somar aos nomes que referiu há ainda José Régio, um alentejano que se radicou em Vila do Conde.
Pois, Pedro, mas como já estava referenciado no Post considerei-o incluído:))
Muito bem. Obrigado pelas citações que aqui nos trouxe. Somos levados a concluir que Antero não devia ter saído de Vila do Conde.
De forma alguma: José Régio era mesmo natural de Vila do Conde (e lá morreu), mas viveu muitos anos em Portalegre porque estava lá colocado como professor do liceu.
Claro que sim, João Pedro. Distracção minha. Régio era vilacondense. Alentejano também, mas de coração. E apaixonado por Portalegre, como aliás é patente na sua obra poética, mas sem nunca perder as raízes nortenhas.
‘Anthero’ foi parcialmente rodado à minha frente, Maria. Em Ponta Delgada. Em Belém.
E agora, que já percebeu o lugar, peço-lhe que não entre aqui em detalhes sobre esse lugar. Hehe…
Eureka!
(desta vez não resisto em usar o ponto de exclamação)
Mantenho quente a sopa do mar? Hehe…
Sim, claro. Se já havia uma promessa… Agora será uma certeza heh … Eu estava longe de imaginar e o João já sabia e não dizia nada…Agora vou trata-lo por Senhor;))
Senhor dos Passos? Hehe…
Não, eu não sabia. E nem tenho a certeza de saber, porque posso estar a fazer confusão. Deve ser da idade. Mas continuo a chamar-me João e não tenciono trocar de nome.
A idade – é uma malvada – não lhe perdoa – a mim também não…Nas tais filmagens não se recorda de volta e meia o chamarem para beber um café acabadinho de fazer? Eu lembro-me que o João apreciava muito:))
Pois, também me cheirou que era isso mesmo. E cheirou-me logo a café também. Hehe…
O rio e o vale. O vale (do ave) tem muito que se lhe diga.
PS- Então, nunca mais saímos do A? 🙂
O A é inicial de muitos e bons rios, Chloé. Mas vêm aí outras letras. Até ao Z.
Azêzere?
:))
A descrição de Régio ainda é actual, felizmente. a capela a que se refere parece um suspiro; é visível na foto de baixo, à esquerda. Perto fica o Bom Doce, que tem alguns dos melhores bolos que comi na minha vida.
Registado, para a minha próxima visita a Vila do Conde (que já tarda).
Fico satisfeito por saber que o Bom Doce (não é Ao Bom Doce?) ainda existe e se recomenda. Era (e, pelos vistos, é) do melhor que há.