Portugal, país colonialista


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Eis-me chegado de uma suculenta refeição, que me foi ofertada por gente amada. Mas, e porque não há bela sem senão, tratou-se de um confronto entre a ponderada ideologia e o pecaminoso paladar.

Pois foi servido peru, o qual, ainda que apresentado em modo delicioso, não fez esquecer tratar-se o assado de uma vil Apropriação Cultural, resultante das malevolências dos pérfidos actos dos malvados Pizarro, Cortez, bandeirantes e quejandos agentes da colonialidade. Para cúmulo o evento foi culminado com um aquilatado arroz-doce, generosamente polvilhado de canela, outra rapina, também ela vergonhosa Apropriação Cultural, proveniente dos desvairados Duarte Barbosa, Mendes Pinto, Albuquerque e tantos outros – tudo isto diante do silêncio actual dos críticos e amadores gastronómicos, pois estou certo que nem os jornalistas do “Público” e os pensadores abissais refutam os Arrozes-doces avoengos…

Mas o pior de tudo ainda foi esta reclamação identitária, coisa de extrema-direita, exclusivista. Pois tudo foi encetado com uma dose de verdadeiros jaquinzinhos, desta extraordinária diminuta dimensão. Assim uma verdadeira afirmação nacionalista, eivada deste sempiterno imperial “pescar é preciso, viver não é preciso”.

9 comentários em “Portugal, país colonialista”

  1. Entre a gastronomia esclavagista na ordem dos galliformes e aqueloutra pedófila na família dos carangídeos, venha o antropólogo e escolha.

  2. Eu espero que o Jornal Publico coloque na primeira página que Teatros em Londres convidam a pureza racial…devem estar satisfeitos.

    White theatregoers asked not to attend play aimed at black audiences
    A theatre in east London says that one-off performance of race satire Tambo & Bones will be ‘free from the white gaze’
    https://www.telegraph.co.uk/news/2023/05/20/tambo-and-bones-theatre-white-black-audiences/

  3. Pois se durante a degustação e mastigação se dedicaram a todo esse escarmento era o suficiente para azedar o arroz doce,torrar os carapauzinhos,afugentar o peru,avinagrar a pinga.
    Era o que faltava se nos almoços de amigos e colegas nos dedicássemos a tais contrições.

  4. Realmente, como pode comer essas coisas classificadas de comida tradicional portuguesa? Que malvados que nós somos, toca a cancelar da nossa gastronomia tudo quanto veio do novo mundo e/ou do ultramar, batata, tomate, milho, arroz, canela e especiarias diversas, perú,… Tudo tem de ser removido da dita “cozinha tradicional portuguesa”, o SOS racismo, o seu patrão BE, os neo-marxistas assim o exigem!

      1. Sim o arroz é originário da Ásia de países como a China, por exemplo. Ora se veio de fora não é nosso pela lógica retorcida desta maltinha. Abaixo o célebre arroz doce (com canela outra apropriação ainda por cima), o arroz de pato, o arroz de tamboril, de cabidela, de marisco,… Toca a cancelar esses pratos todinhos!

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