Portugal no caminho da glória.


Luís Menezes Leitão,

 

Vencemos. Somos os maiores. Apesar dos golpes baixos dos suecos, que nem sequer hesitaram em recorrer à magia negra, sob o alto patrocínio da água da mesma cor vendida pela Pepsi, Cristiano Ronaldo demonstrou que é um super-herói. Graças a ele Portugal redescobriu o caminho para as terras de Vera Cruz, imitando o feito de Cabral há mais de quinhentos anos. Perante a gloriosa exibição de ontem, não há dúvidas que no Mundial arrasaremos todos os nossos opositores. Quanto à crise financeira, podemos estar seguros que, com as nossas brilhantes capacidades futebolísticas, irá seguramente ser ultrapassada.  Quem é que depois da exibição de ontem pode duvidar que Portugal irá ter um sucesso glorioso no regresso aos mercados? Nunca jamais em tempo algum seremos sujeitos a um programa cautelar, quanto mais a um segundo resgate. Ooops!

9 comentários em “Portugal no caminho da glória.”

  1. Não quero deixar de cumprimentar a Pepsi e os mercados apresentando-lhes e oferecendo-lhes as nossas garantias presentes e futuras (agarrem bem esta oportunidade, meus amigos!!!), que até têm um museu:

    http://www.youtube.com/watch?v=B7IjuUwCVRk

    Se há coisa que nós sempre fizemos na história foi erguer-nos muito bem em qualquer situação. Não há vudu que nos amarre as garantias.

    Viva Portugal!

      1. Oh, pfft — esse não conta. Aliás, se o PM não dissesse nada caiam-lhe em cima na mesma por ser uma besta insensível; assim é só um oportunista descarado sem escrúpulos, provavelmente. Vocês, jornalistas, enfarilham esta gaita toda.

  2. Com tamanha dose de anestesia duradoura até Junho até podem lancetar-nos com programas cautelares ou segundos resgates que a dor será mínima. Mas se entretanto nos amputarem (o melhor do mundo) daremos urros de desconsolo e estrebucharemos de indignação.

  3. Não sabia da campanha da Pepsi.
    Quando uma multinacional se dá a esse desespero, é porque o mercado anda muito mal mesmo. Não me lembro de nada similar.
    O mercado, como sabemos, é uma feira, e tem todo o tipo de ciganos, e não estou a falar da etnia. E os feirantes têm um programa de festas para o seu negócio, se corre mal de um lado, não deixam de tentar noutro.
    O futebol é um palco internacional que influencia a política, como tem salientado bem. Quando falta o pão, está aí o circo. Se falhasse o circo, não era garantia de pão, e assim pelo menos os olhos comeram três belos golos, e os vudus têm que questionar a sua crença no condicionar do futuro.

    1. “Não sabia da campanha da Pepsi.
      Quando uma multinacional se dá a esse desespero, é porque o mercado anda muito mal mesmo. Não me lembro de nada similar.”

      Não surpreende tal reacção. Não entende que as empresas são feitas por pessoas.

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