
Desta vez não tenho quaisquer dúvidas sobre o rigor absoluto desta frase. Enquanto Portugal se assumiu sempre como um protectorado, a Grécia afirma preto no branco que não é um protectorado e que têm de saber com quem se estão a meter.

Desta vez não tenho quaisquer dúvidas sobre o rigor absoluto desta frase. Enquanto Portugal se assumiu sempre como um protectorado, a Grécia afirma preto no branco que não é um protectorado e que têm de saber com quem se estão a meter.
Não são mas querem ser um protectorado de Putin. Boa sorte e muitos meninos.
com os Russos os Gregos são aliados estratégicos…
A Grécia já deixou de pedir empréstimos? Aí sim deixava de ser um protectorado. Até lá …
A Grécia até tem algumas razões, o problema é de pensar que só ela tem razão e os outros não, só ela tem líderes eleitos e os outros só tem legitimidade de eleitos se se submeterem à vontade dos gregos por onde os restantes governantes não foram eleitos.
Há outra legitimidade que vem da observação dos factos e da realidade: os programas de austeridade falharam.
Hoje há dívidas maiores para pagar do que aquelas que motivaram as intervenções, e com dividas maiores há juros mais baixos, o que leva a pensar que tudo não passou de uma histeria dos “mercados.
E em resultado, não há crescimento redentor e homens novos à espera dos que penaram. Há apenas países devastados.
A Grécia é, na prática, um “protectorado” desde a sua independência no Século XIX. Da Inglaterra, depois dos EUA, agora da UE, quem sabe se, a seguir, da Rússia. E dificilmente podia ser outra coisa, tendo escolhido como “rival” um país colossalmente maior e mais poderoso (do qual, em 1921 e 1974, recebeu dolorosos correctivos), e tendo muito mais necessidades e ambições do que recursos e rigor. E Portugal, já agora, é mais ou menos a mesma coisa, salvo por um período de tristes 48 anos de soberania “orgulhosamente só”, que ninguém (espero) quer repetir. Se o governo de um Estado sem meios próprios, nem crédito, para prover as necessidades do seu povo, afirma que “não quer ser um protectorado”, é bom que diga às claras o que quer ser.
Graças a Deus que surgiu uma decisão de um povo nobre ao apoiar o Syriza e elevá-lo à governação do país.
E digo graças a Deus porque estava convencido que já não havia gajos com tomates por este mundo, julgando ser eu a excepção, claro. Mas estava errado, afinal o Luís também os tem e o Syriza por tê-los não quis mulheres nesta fase. Lá virá o tempo delas.
Concluída esta reflexão sobre a horta, a quem a senhora Merkel pretendeu atribuir a origem daquela coli que afinal se encontrava e encontra lá pela Alemanha, é tempo de adiantar outras reflexões e deitar algum desinfectante no campo.
O problema deste nosso desgoverno e de outros alinhados com a Mercolândia é pretenderem mostrar rigor onde ele não existe. E este rigor não existe porque eles são meninos e meninas que não querem ver que o que está a acontecer com a dívida traduz-se na rotação contínua da mesma e, consequentemente, aumentando-a a pouca liquidez que a economia vai gerando é totalmente absorvida pelos juros e o serviço da dívida que lhe é inerente.
Significa isto que qualquer crescimento económico que possa existir não está aí para solver problemas de desemprego e para aumentar a liquidez do estado e das famílias mas simplesmente para enganar a fome que os miseráveis fomentam.
Os gregos, que estão habituados a pensar e a fazer outros pensar, revelam-nos que os grandes pensadores da antiguidade ressuscitaram.
Viva a Grécia! O problema não pode ser discutido na base ideológica mas sim antropológica, na antropologia social.
Já estão todos com as pernas a tremer. Se isto não fosse uma tragédia grega anunciada, até daria para a gente se rir.
Eles não sabem com quem se estão a meter? sabem, sabem, por isso é que não querem para lá mandar nem mais um tostão.
Essa do “Tu não sabes com quem te estás a meter!” acaba normalmente com o que a diz a levar um enxerto de porrada se não fôr suficientemente lesto a pirar-se dali.
Mas a miudagem adora essas tiradas, são o dia-a-dia dos liceus, os meus netos têm sempre histórias dessas para contar, como os meus filhos tiveram e eu tive.
Se cumprimos aquilo que oferecermos aos outros – um determinado juro – pela dívida que vendemos, somos um protectorado.
É má obra cumprir a palavra.
Manter confiança social é algo mau.
Ou já não gostam da palavra Social neste caso?
Já ganância e comportamento anti-social dos Gregos é elogiado. É obra.
Só faltou o excerto xenófobo contra a Alemanha. Os novos Judeus.