Portugal, modelo de generosidade


Luís Naves,

Não vos quero maçar com factos, sobretudo daqueles capazes de danificar uma boa história, mas tenho ouvido muitos comentários sobre a péssima atitude europeia em relação aos refugiados, e concordo com tudo o que leio: de um lado, estão os países solidários, nomeadamente Portugal, o modelo de compaixão; do outro lado, estão governos perversos e cruéis, que recusam fazer o mínimo gesto de ajuda ao próximo. Confirmei a minha convicção após a consulta da fonte mais credível sobre o tema, o relatório da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (UNHCR, na sigla inglesa), Global Trends 2017. De facto, os países muçulmanos pouco fazem pelo seu semelhante, pois a Turquia só tem 3,5 milhões de refugiados e 300 mil pedidos de asilo (podia citar os comparsas Jordânia e Líbano). Há comportamentos vergonhosos nos EUA de Donald Trump, pois em 2017 o país do presidente alucinado só tinha 287 mil refugiados e 642 mil pedidos de asilo, contrastando com a soma alemã de 1,5 milhões de refugiados e pedidos de asilo, a francesa de 400 mil e a italiana de 350 mil. Como se vê, Macron é bem mais generoso do que Trump. Os países iliberais e fascistas da Europa (Polónia e Hungria) têm respectivamente 12 mil refugiados e 5700, o que mostra enorme crueldade e desprezo pela vida humana. Em contraste, e segundo a agência das Nações Unidas, Portugal é um farol civilizacional e o exemplo que devia ser seguido pelos países com corações de pedra. Em 2017, sob a batuta da esquerda solidária, Portugal tinha 1623 refugiados e o extraordinário número de 45 pedidos de asilo. Isto é quase demasiado generoso e sei que damos cartas, que estamos na linha da frente, que vamos de certeza indicar aos europeus o melhor caminho neste tempo de emergência humanitária. E os desalmados, desta vez, vão ouvir o que temos para lhes dizer!

47 comentários em “Portugal, modelo de generosidade”

  1. Felizmente em Portugal não exigimos que os refugiados sejam brancos e cristãos, como o seu “amigo ” liberal Orban

    No ano passado, 2016, Portugal esteve entre os países que mais refugiados recolocaram — 3056 — e o compromisso de promover o acolhimento e a integração está fixado em 4574 no espaço de dois anos.

    O principal motivo que leva os refugiados a fugir de Portugal é a vontade de se querem juntar às famílias, em parte recolocadas em países do norte da Europa onde há comunidades instaladas já há muito tempo.

    1. Adoro estas terminologias burocráticas. Nós não «recolocámos» coisa nenhuma, apenas agimos com o máximo desplante e lata. Não me diga que não era possível encontrar, entre os refugiados na Itália e Grécia, três ou quatro mil pessoas que quisessem ficar no nosso país e que, por coincidência, não tivessem famílias já instaladas nas «suas comunidades» da Holanda ou Alemanha. Tenho a opinião de que os países de Visegrado deviam ter concordado com as quotas obrigatórias, mas estas fracassaram por causa do chico-espertismo com que alguns do lado bom da força abordaram a questão, preenchendo a sua generosa quota com refugiados que, à partida, não queriam ficar no país. Em vez da hipocrisia de não escolher, seleccionámos cinicamente. O resto é apenas propaganda beata ou areia deitada aos olhos da congregação.

      1. Luís, como decerto já me conhece detesto hipocrisia e dogmatismo ideológico. Assim, aqui vai um link que lhe dá, em parte, razão :

        Comissão Europeia avisa que Portugal tem de tomar «medidas urgentes» até setembro (2017)para acolher mais refugiados. Em dois anos, só chegou ao país metade das pessoas acordadas com Bruxelas.

        https://ionline.sapo.pt/574399

        Cumprimentos

      2. Luís, se pudesse gostava de o ouvir sobre esta notícia. Esclarecia-me e eu agradecia , uma vez que existem notícias que parecem contradizer-se.

        Portugal já recebeu 1.001 refugiados ao abrigo do programa europeu de recolocação. Acima só a França, a Alemanha e a Holanda, segundo os dados do Governo português e da UE

        http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2017-02-17-Portugal-e-o-4-pais-a-acolher-mais-refugiados-1

  2. As recolocações não estão a ter Portugal como alternativa – opção deles, não recusa nossa.
    Não somos ponto de entrada, e até via África os barcos e comboios passam primeiro por nuestros hermanos.

    Não temos a população de refugiados que outros terão, e certamente não lidamos com algumas das contingências resultantes do rápido e efectivo acolhimento. O que não invalida que estejamos disponíveis e preparados para os receber.

    Foram recusados mais de 60% dos pedidos apresentados em 2017, por não reunirem condições para atribuição do estatuto. E não foram expulso, aguardam recurso e reavaliação. No entanto, os refugiados vindos em recolocação têm, devido a protocolo com os países de entrada, atribuição automática de tal estatuto.

    Enfim, um desperdício de ironia, neste texto.

    1. Sarin uma forma hipócrita de recusar -se receber refugiados é usarmos essa terminologia :

      “não reunirem condições para atribuição do estatuto. E não foram expulso, aguardam recurso e reavaliação.”

      Estas avaliações têm carácter de urgência e não podem demorar uma eternidade ou deixam de obedecer aos seus primeiros propósitos – acolher , com carácter de urgência, refugiados que fogem de conflitos armados. Não basta haver lei e regulamentação. Tem de haver rapidez na implementação .

      Aliás o SEF no tempo da ministra Urbano de Sousa disse não ter pessoal para avaliar em tempo útil os pedidos de asilo. O que se fez desde então? Bola…

      1. Quanto à falta de recursos, inteiramente de acordo, pelo menos no que toca à falta de capacidade para analisar os pedidos apresentados directamente ao SEF.
        O processo é moroso quando devia ser de resposta quase imediata.

        No entanto, as recusas não são hipocrisia, pelo menos não como política de acolhimento: os requerentes não são expulsos nem sequer impedidos de entrar na esfera de acolhimento. A segurança e a falta de meios é que não se coadunam com resposta útil, e a hipocrisia estará, nisto como noutras matérias, ao nível da inoperacionalidade interna, afirmarmos que sim e não criarmos condições adequadas para.

        … Afinal, para os recolocados, esperamos que outros tenham já feito o trabalho de recenseamento e avaliação porque, cf protocolado, acolhêmo-los e continuamos disponíveis para tal. Mesmo que passados 3 meses não os consigamos rastrear…

        Pelos dados de 2016 (o relatório de 2017 ainda não foi disponibilizado) verifica-se que, directamente ao SEF, tivemos, e copio (https://sefstat.sef.pt/Docs/Rifa2016.pdf)
        “Dos pedidos formulados por cidadãos europeus (169), relevam os 142 apresentados por cidadãos ucranianos (84,0%); Também são de assinalar os pedidos apresentados por cidadãos africanos (611), com destaque para nacionais da Eritreia (248), da Guiné (52), do Congo (51), do Congo RD (42), e de Angola (30); Dos pedidos de proteção internacional apresentados por cidadãos de origem asiática (642), realce para os nacionais da Síria (428), do Iraque (117), do Paquistão (25), do Afeganistão (18) e da China (12)”

        Um aumento de 64% face a 2015. Numa amálgama de nacionalidades que não inclui os recolocados.
        Portanto, reafirmo que não será hipocrisia na política de acolhimento; antes incapacidade de gestão.

        E por isso não concordar com a ironia do texto – não por ser ironia, mas por ser, segundo entendo, mal direccionada.

        1. Sim , é mal intencionada. O autor já por várias vezes manifestou “entender” as políticas de Viktor Orban. Mas essa falta de operacionalidade portuguesa pode revelar uma falta de vontade política.

          1. Se não fosse o aumento dos pedidos em 64% durante 2016, e se não fosse uma certa inoperacionalidade transversal a certos serviços, também falaria em falta de vontade política.
            Assim, falo mesmo em mais vontade que capacidade. Caramba, o estatuto de refugiado para angolanos, chineses, guineenses, congoleses, ucranianos, paquistaneses… está a ver a dificuldade em recolher informação sobre indivíduos que não vêm de zona de conflito?
            Aos outros, acolhemos com carimbo outorgado por quem os recolhe. Não os escolhemos, são-nos enviados.

          2. Acolher não é recolher… mas há muito quem entenda ser o mesmo, e que para quem é tanto faz.

            O que me chateia realmente é que pouco é feito para que não precisem de pedir asilo.

            Sabe que sou contra a ingerência. Mas o Ocidente ajudou a provocar o desequilíbrio, portanto há trabalho a fazer no terreno e não passa apenas pela intervenção armada.

            Ignorar isto é que hipocrisia, a que se junta a recolha de “migrantes” para os “acolher” em guetos.

  3. Quanto a Portugal, é um “ver para crer” mas a verdade é que quase ninguém quer vir viver para Portugal (não os censuro, muito pelo contrário).
    No entanto Portugal já deu exemplo de saber gerir uma entrada massiva de refugiados no seu país, como foi o caso da integração de refugiados provenientes das ex-colónias em 1975.

      1. Errado. Muitos deles não tinham família em Portugal. E eram tão portugueses como eu sou castelhano.
        E nunca vi o lucklucky a levantar objecções relativamente à imigração ilegal europeia para África e para as Américas.
        Ou será que para racistas como lucklucky só os brancos é que podem emigrar?

        1. Caro Anónimo, os antigos destrinçavam, como critério de reconhecimento de pertença a um determinado povo, e consequentemente o atributivo jurídico da nacionalidade, entre nascer entre nós e o nascer de entre nós!! O anónimo, se se esforçar, vai perceber a diferença!!
          Quanto aos retornados do ultramar, nascidos de entre portugueses e em território português, eram, evidentemente, portugueses!! Assim como os filhos de portugueses, nascidos na china ou no pólo norte, são portugueses!! Mas já não serão portugueses, automaticamente ou de origem, nos termos da lei, os filhos de chineses, ingleses, guineenses ou de outro país, nascidos em território português, podendo contudo, nos termos da lei, requerer o reconhecimento da nacionalidade portuguesa.
          Os Portugueses são responsáveis e zelosos pelos seus filhos mas raramente apreciam que lhes imponham os filhos dos outros!! E, sobretudo, abjuram aqueles que lhes querem trocar os filhos pelos filhos dos outros, como parece ser aqui o caso do anónimo que diz não ser castelhano! E não me parece castelhano, pois que os castelhanos também não gostam que lhes troquem os filhos!!

          1. A única diferença que eu vejo é que uns são brancos e os outros não.
            Daí apoiarem a bem sucedida integração de retornados em Portugal mas não apoiarem o mesmo para outros grupos de imigrantes e/ou refugiados. Pena os franceses não terem pensado o mesmo dos portugueses…

          2. E o tico e o teco do caro anónimo não se questionarão, porventura, sobre razões não pictóricas da natural integração dos retornados portugueses no território da sua pátria histórica??
            Vcmcê destila ódio e desprezo pelos Portugueses!! É um pobre e infeliz gebo vesgo!! Agora vá! Vá para junto do seu povo e feneça placidamente decaindo de volta à matéria orgânica mais simples!!

          3. “E não me parece castelhano, pois que os castelhanos também não gostam que lhes troquem os filhos!!”
            Os castelhanos não são aqueles que reagem com pancadaria se os “filhos” não quiserem ir aos almoços de família?

  4. Despite paying the Hungarian authorities €1,200 (£1,018) to send him to a more open facility, the 19-year-old feared being hauled back into custody under a draconian new law.

    He arrived in Hungary as a refugee last year and was dispatched to one of the country’s detention centres – characterised as prisons by critics – before accepting the offer of release to an open reception centre in exchange for a payment, officially described as “bail”.

    Because his asylum application is still being processed, should the new proposal become law Pias could be taken from his current home, a dorm on a shabby backstreet in Budapest, and hauled back to a detention facility.

    For Pias this would be a doubly cruel blow: the open facility he was originally sent to after paying his “bail” was little more than a network of tents in Kormend, near Hungary’s western border with Austria. Human rights groups have called the conditions there inhumane.

    The Hungarian government has profited from taking bail money off people wanting to be moved from closed detention centres and then they transfer them to places like Kormend, where there is nothing to do and not even proper heating,” said Marta Pardavi, co-chair of the Hungary Helsinki Committee. “It’s cynical and disgusting.”

    https://www.google.pt/amp/s/amp.theguardian.com/world/2017/mar/08/refugees-asylum-seekers-hungary-hardline-eu-viktor-orban

  5. A ironia também serve para dizer a verdade. Portugal é uma expressão de grande generosidade, no papel de tocador de trombeta.

    O que mais irrita nesta hipócrita sociedade são esses beatos e beatas da esquerda avançada civilizacional, como o BE e o PS à Costa, e o PEV também, a quererem fazer-se promover a santos de altar.

    Quando se iniciou a onda dos refugiados, creio que foi em um de seus posts que afirmei que o que devia ter sido feito de imediato era construir em torno de vários países campos de refugiados com saneamento básico e postos de cuidados sanitários no sentido de se evitar a pressão que esses migrantes representariam para as sociedades e o consequente repúdio.

    Está aí o resultado quando, por exemplo, a Europa não é capaz de dar respostas aos seus próprios miseráveis, para cujo aumento contribuiu consciente e deliberadamente.

  6. </i>Em 2017, sob a batuta da esquerda solidária, Portugal tinha 1623 refugiados</i>

    Há uma diferença entre acolher refugiados, que é uma atitude generosa e solidária, e ter refugiados, que depende de os refugiados quererem cá ficar ou não.

    A esquerda solidária foi efetivamente solidária, acolheu refugiados, deu-lhes casa, algum dinheiro, aulas de português, etc. Mas a esquerda solidária não pode garantir que tenhamos refugiados, porque muitos dos refugiados acolhidos se puseram na alheta na primeira oportunidade.

  7. Há uns anitos (é verdade, o tempo passa) atrás, tinha-lhe, ao caro Luis Naves, aventado que haveriam de enterrar o que remanescia de compaixão!! A histeria, quase festiva e celebratória, disfarçava, mal, o profundo vazio e a superficialidade infantil que anima as Europas de hoje!
    Com o mesmo fulgor com que se entregam ao misticismo heróico dos refugiados e à falsa compaixão, entregar-se-ão com ávida impaciência e premente inquietação às fornalhas com os mesmos, seja apenas e só por uma cambiante da mitopoética!!
    Vivemos um momento de tréguas e plácida calmaria antes de uma tempestade cataclísmica!!
    Espero, sinceramente, ser um pessimista com devaneios exagerados!

  8. Deixe-os lá estar quietinhos e irem para a Alemanha e França e outros a norte. É só ler os desabafos de quem vive em cidades com grandes números de imigrantes islâmicos ( sim islâmicos, daqueles que estão dispostos a matar pela religião, que matam as filhas se estas vestirem jeans ou namorarem, que matam por qualquer acto que ofende a sua religião, que apoiam os atentados em nome do islão etc) e desenterrar a cabeça da areia. Imigrantes sim, dentro dos limites possíveis e que respeitem as nossas leis, cultura e liberdades. A tolerância não pode ser uma via de sentido único. Ninguém passou procuração a Bruxelas ou à Sra Merkle para alterar a identidade étnica de cada país europeu em poucas décadas e substitui-la por uma identidade islâmica.

    1. Os desabafos de quem em concreto? É que uma vez vi um pasquim de extrema-direita americano (é bem conhecido, chama-se Fox News) a inventar factos alternativos sobre alegadas “no-go zones” em Paris e outras cidades da Europa mas no final os próprios franceses desmentiram isso.
      É triste haver gente tão mesquinha e xenófoba que insiste em propagar mentiras.
      Alterar a identidade étnica? Você quer mesmo que eu lhe dê exemplos de “alterações da identidade étnica”? Pois eu dou-lhe!
      Os genocídios das populações indígenas nas Américas: feitos por europeus.
      O Holocausto: feito por europeus.
      E você mete-se com teorias de conspiração sobre muçulmanos? Ganhe vergonha! Não merece ser apelidado de humano!

        1. O que seria surpreendente era se você não falasse em marxismo. Típica paranóia da extrema-direita mais reles.

      1. O caro anónimo já reparou que usa a mesma terminologia de ódio daqueles que critica?

        “Não merece ser apelidado de humano”

        Mãe do céu, até dá vontade de rir.

        1. O caro Gajo sabe o que é uma falsa analogia? Se compara o ódio à escumalha racista com o ódio a imigrantes é porque não está bom da cabeça.

          1. “Não está bom da cabeça “

            É aborrecido. Sempre a espingardar. Falta-lhe senão educação, uma certa urbanidade. Tivessemos numa mesa a falar e talvez a conversa fosse outra.

  9. Confesso que tenho alguma dificuldade em responder a todas as questões que o assunto levanta. Mais que as questões estatísticas, indiscutivelmente imprescindíveis para uma boa avaliação do problema, gostaria de ouvir as pessoas, a opinião dos Zés e das Marias. Para discutir números e politiquices, já temos os talk show recheados de refugiadólogos, que é uma espécie que cruza com os politicólogos… De uma forma ou de outra os fundos económicos aparecem. E quanto ao resto, o que é feito? Quem dismistifica os medos da usurpação de direitos aos nacionais (de trabalho, habitação…)? Quem esclarece que nem todos os islamistas são terroristas, tal como nem todos os homens portugueses matam as mulheres por violência doméstica continuada…

  10. A Alemanha e outros países do norte são, por razões óbvias, mais atractivos para os refugiados do que Portugal. Há, como demonstra Luis Naves, países que são muito repelentes ao acolhimento. Por motivos tristementemente óbvios, também. No que toca à Europa, tais circunstâncias deviam ser objecto de discussão do significado do que é falar de União Europeia e política comum. Portugal tem que fazer um caminho: uma política de acolhimento tem que ter condições para o acolhimento. Um país pouco desenvolvido não atrai nem fixa ninguém. É por isso que a mais recente proposta de Costa de combater a baixa natalidade com emigração está condenada ao fracasso.

  11. Os coitados dos imigrantes são os idiotas úteis da luta a nível internacional entre mondialistes e nacionalista. O resto é conversa para entreter outros idiotas úteis.

  12. Não fazem cá falta, já temos lojas de latas de conservas que cheguem.

    Não vêem o óbvio: que alguém está a pagar esta invasão para um dia reclamarem a terra para eles?

    Eles têm uma estratégia — e vocês também: multiplicam argumentos que não explicam coisa nenhuma e que apenas concorrem para turvar no juízo aquilo que é evidente e não precisa de explicação.

    1. Escumalha racista como você é que não fazem cá falta.
      Você não tem vergonha do que escreve? Você ao menos sabe o que é uma “invasão”? Aconselho-o a ler um livro de História para ver se deixa de ser burro!
      Emigre para Budapeste! Nojo!

        1. Qualquer livro de história serve! Nem é preciso ler nada de muito avançado, um livro do 5º ou do 6º ano de escolaridade serve perfeitamente!
          Até as crianças sabem mais que a escumalha racista.

          1. Vcmcê é um gebo!!
            Não passa de um poltrão ignorante e atrevido!! Qualquer livro de história serve para quê??

      1. Não tenho vergonha nenhuma. Nem encontro virtudes nenhumas no teu sonho húmido de multiculturalismo. O ângulo de um paquistanês não me interessa para nada, a visão do mundo de um eritreu também não me interessa muito. As ladaínhas do ali farka não-sei-quê são também já as ouvi todas e são todas iguais, não me interessa. Sobretudo, os teus moralismos de pacote —que é o que me obriga a ser bruto— estão fora de prazo. Não costumo comprar porcarias estragadas.

  13. E continua o Comboio de de Demonstração de Virtude Marxista do momento…

    Como disse, penso o CGP no Insurgente:

    Porque é que os membros desse comboio não defendem que qualquer pessoa de qualquer lugar pode vir de avião em vez de pagar a máfias para atravessar desertos ou o Mediterrâneo e colocar em risco as sua vidas?

    É só se colocar num avião e pronto. Isto já os narcisistas não dizem.

    A questão é porque é que não dizem.

    Não lhes entra na cabeça.
    Porque na verdade se estão nas tintas para os imigrantes. Entram no comboio da virtude Marxista como no passado aquelas pessoas que entravam na Igreja e faziam questão de o mostrar.

    1. Penso que já fazem isso com o dinheiro. Ora se o dinheiro é livre de embarcar para onde quiser porque, não dar também essa liberdade às pessoas, sobretudo as que fogem da fome e da guerra?

      Ora aí está uma boa ideia. O que não falta é trabalho em Portugal

      1. E todos sabemos que racistas como Trump costumam ser muito a favor dessa livre circulação do dinheiro. Pontos extra se a livre circulação for entre estados autoritários.

  14. No meio de todas as desvantagens e más características que possamos ter em Portugal – porque nem tudo é um mar de rosas – fico orgulhosa por fazer parte de um país que estende a mau a quem mais precisa. Afinal, não gostaríamos nós de ser recebidos por alguém caso nos encontrássemos em situação semelhante?

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