Portugal já está a mudar (24)


Sérgio de Almeida Correia,

“Ora o mesmo PM que há poucas semanas se queixava, a portas fechadas, do “trabalho colossal” que lhe daria tapar o buraco financeiro (este não era colossal, houve quem, aparentemente, truncasse o cochicho que extravasou a porta fechada), anuncia candidamente ao país, via Facebook, e com erros ortográficos, que vai de férias” – Conceição Branco, Observatório do Algarve

4 comentários em “Portugal já está a mudar (24)”

  1. Isto é o que se chama um editorial velhaco.

    Recomendo um pouco mais de prudência na postagem deste tipo de conteúdos, pois pode ficar a ideia de que esta forma sacana de fazer jornalismo é, de alguma forma, tolerada pelo postador. O que, acredito, não será o caso.

  2. Se bem entendo o texto viperino, Conceição Branco defende que se acabe com as férias em Portugal (em tempo de crise, pelo menos), por haver quem não possa gozá-las por falta de dinheiro… nivelando tudo por baixo à boa moda maoista.
    Além disso, passa olimpicamente por cima de um “pequeno pormenor”: há uma diferença significativa entre não ter férias – ou seja, trabalhar sem parar – e tê-las, mas não poder passá-las num destino de férias por falta de dinheiro. O que apesar de tudo, convenhamos, difere bastante consoante se viva ou não ao pé da praia, como ela. Já agora, gostava de saber se a senhora abdicou das suas.

    1. Quando esta série terminar, Ana, o que já não falta muito porque o essencial da mensagem que eu queria fazer passar já passou – com alguns amargos e muita incompreensão, como se viu por muitos comentários e reacções – , irei fazer algumas considerações sobre o aqui publicado/”postado”e nessa altura abordarei esse problema das “férias” do pm.

  3. O texto de CB, escrito em “acordês”, tem uma contradição óbvia: chama “indefe(c)tível” ao presidente da câmara de Faro e logo a seguir enumera críticas feitas pela mesmíssima pessoa ao Governo.
    Segue transcrição: «Macário Correia não se sentiu esclarecido e quer saber porque serão necessários tantos especialistas (mais de sete dezenas) e a este preço, num tempo em que as autarquias “estão à beira da falência” e, literalmente, milhares de empresas e famílias estão definitivamente falidas.»
    Quem procede assim não é indefe(c)tível.
    Seria bom, entretanto, vê-lo publicitar num portal quantos recrutamentos fez a câmara a que preside, qual a percentagem do orçamento municipal reservada a salários, quantas empresas municipais existem em Faro e quais as remunerações dos respectivos órgãos sociais. E – já agora, aproveitando o balanço -talvez não fosse mau que este esforço pela transparência se estendesse aos restantes 307 executivos autárquicos do País.

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