Portugal a arder


Pedro Correia,

 

Pior dia de sempre: registaram-se neste domingo 443 incêndios em Portugal, muitos dos quais continuam activos.

 

Cinco vítimas mortais dos fogos: duas em Penacova, uma na Sertã, duas em Oliveira do Hospital. Há pelo menos 25 feridos, vários em estado grave.

 

Jovem grávida morre em choque frontal na A25, junto à estação de serviço de Vouzela, quando tentava fugir das chamas.

 

Mais de 20 estradas cortadas devido às chamas.

 

Comboios parados devido aos incêndios.

 

Linhas do Norte e da Beira Alta cortadas.

 

GNR escolta condutores no IP3 ameaçado pelas chamas.

 

Fogo chega a habitações em Braga.

 

Zona industrial da Tocha ameaçada pelo fogo.

 

Chamas destroem parque de campismo da praia de Vieira.

 

Incêndio em Arouca põe casas em perigo.

 

Situação incontrolável em Arganil.

 

Zona industrial de Oliveira de Frades foi dizimada.

 

Chamas fora de controlo em nove aldeias de Monção.

 

Fogo ameaça várias casas em Mafra.

 

Incêndio de Vale de Cambra leva 13 pessoas para o hospital.

 

Fogo destruiu casas em Vila Nova de Poiares.

 

Evacuada aldeia de Melgaço.

 

Situação em Oliveira do Hospital é trágica.

 

Fogo ameaça centenas de casas em Mira.

 

Gouveia cercada pelas chamas, com casas a arder.

 

Fogo na Ericeira está fora de controlo.

 

Aldeias evacuadas em Arganil, Lousã, Seia e Marinha Grande.

 

Chamas descontroladas em Óbidos ameaçam três aldeias.

 

Activado plano municipal de emergência em Mangualde.

 

População de Tondela aconselhada a refugiar-se no quartel dos bombeiros.

 

Incêndio em Santo Tirso força evacuação de idosos.

 

Activado plano municipal de emergência em Aveiro.

 

Incêndio de grandes dimensões na Serra da Estrela.

 

Bombeiros de Gaia sem homens nem material disponível para combater todos os incêndios.

 

Base aérea de Monte Real aberta à população que foge das chamas.

 

Secretário de Estado pede à população que combata as chamas: “Não podemos ficar à espera dos bombeiros”.

 

(actualizado às 2.22)

 

17 comentários em “Portugal a arder”

  1. Isto já não vai lá a malhar apenas na ministra e no secretário.
    Se Marcelo não for agora capaz de dar um murro na mesa vá pregar para outra freguesia.
    Palavra de ordem em liberdade:
    -Quando a orelha lhe aquece o Costa não aparece-
    Segundo a sua ministra mais esta tragédia deve-se à inadequação das pessoas, devendo estar a pensar nela própria.
    C.U.S. não terão mesmo nada a ver com as calças?
    Uma sucessão sucessiva que se sucede sucessivamente sem cessar.
    Dão-se alvissaras a quem acertar no que diria o Buda Costa se estivesse na oposição.

  2. Pedro Correia, creio estarmos perante alegados criminosos incendiários, alegadamente descontentes, com alegadas ligações outras, e alegadamente os meios não chegarão, para controlar estes alegados incêndios, típicos de um alegado País ás mãos de alegadas elites.
    A única não alegada coisa é a trágica morte de concidadãos. Mas podemos estar descansados, as instituições funcionam em plena e alegada normalidade.
    António Cabral

    1. O FULCRO DA QUESTÃO

      Vão continuar com a desculpa de fogo posto criminoso, que se admite possa ocorrer esporadicamente?

      Mas com mais de metade do país em chamas parece que só uma criminosa rede organizada com comando à distância poderia ensaiar ataque tão demolidor.

      Ou tudo isto resulta de amadorismo e incapacidade a começar no próprio governo e varrendo toda a hierarquia de figuras arvoradas em responsáveis impreparados feitos a martelo, revelando até nas palavras um amadorismo confrangedor?

      Bombeiros e outros operacionais no terreno também são vitimas inocentes de um lote de praticantes sem nota válida para o exercício da função!

      Afinal Costa treinador, quando aparece é para defender os seus infantis que não param de brincar no recreio.

  3. Tenho familiares em Arganil. Estão entregues a eles próprios e a Deus, presumo. A xunta da Galiza responsabiliza Portugal pelos fogos que têm passado a fronteira . De manhã, cá na terra , lançaram foguetes em honra de Nossa Senhora e do Santo João Paulo II.
    Um imbecil na TV deu a entender que a culpa terá sido de uma pandemia de Zombies pirómanos que foram activados no dia de hoje….(e o relatório de Pedrógão? )
    Agora ouço Marcelo na SIC notícias, em pijama, presumo. Isto é mau demais. ….

  4. politica com mortes…ainda não aprendeu com a estupidez do ppc????
    parece que não, mas devia…além de ficar muito mal a pessoas de bem.

    1. Não sentiria a minima pena de saber este Anónimo cobarde feito em brasas…
      Só um (****) anonimo se atreve a semelhantes comentários…

      Artur Mendes
      ( posso facultar-te o endereço)

      1. isso é para o comentário da 01:09????
        mas o que é que lhes doí???? o ppc tentou ganha vantagem explorando o sofrimento dos desgraçados de Pedrogão (mal aconselhado…talvez por pessoas como vossas excelências incluindo o senhor Pedro Correia) e deu no que deu…criticado da esquerda á direita.
        …tentar repetir essa palhaçada é inútil politicamente (que é mesmo esse o caso) além de ser totalmente imoral.
        nota: o senhor am das 14:27 não ardeu nas brasas e mesmo assim eu já tenho pena de si (já reparou na diferença).
        (também lhe posso facultar o endereço)

  5. O País vai-se em fumo. Com ele vão pessoas, bens, animais, identidade, respeito, tudo…
    E a chuva que não cai. Teimosa a chuva.
    O País está seco, sedento de água, sedento de justiça, sedento de competência, sedento de verdade, sedento responsabilidade.
    E a chuva que não vem.
    E a seca continua, a tragédia é recorrente e os paguros continuam confortáveis nas suas conchas… provavelmente a ver se chove…

  6. O FULCRO DA QUESTÃO
    Vão continuar com a desculpa de fogo posto criminoso, que se admite possa ocorrer esporadicamente?
    Mas com mais de metade do país em chamas parece que só uma criminosa rede organizada com comando à distância poderia ensaiar ataque tão demolidor.
    Ou tudo isto resulta de amadorismo e incapacidade a começar no próprio governo e varrendo toda a hierarquia de figuras arvoradas em responsáveis impreparados feitos a martelo, revelando até nas palavras um amadorismo confrangedor?
    Bombeiros e outros operacionais no terreno também são vitimas inocentes de um lote de praticantes sem nota válida para o exercício da função!

  7. Estou farto de dizer que a metodologia de combate aos fogos —as decisões no terreno— estão erradas. A filosofia é retirar meios da linha de progressão dos fogos e deixar arder tudo entre estradas principais. As vantagens deste método estão bem à vista: quase 100 mortos e milhares de habitações destruídas. O fogo entra pelas aldeias a dentro e ceifa tudo. Não vai ser possível recuperar as vidas, a paisagem natural autóctone que já se perdeu e a motivação para permanecer e trabalhar nestas regiões.

    A própria recuperação económica da Região Centro, apoiada no Turismo, está em risco. Olhando para o mapa do que já ardeu, até diria que já está até condenado e todos os investimentos em turismo vão colapsar em breve porque ninguém quer ir para buracos queimados — e que foram deixados à sua sorte por quem recebe muito dinheiro e vive rodeado de regalias para proteger o País. Tudo gente que só manda picar o ponto mas não sabe fazer mais nada a não ser legislar sobre os restaurantes dos outros e tirar o sal aos croquetes dos outros. Abaixo a república. Este Estado é um filho da puta e é inimigo das pessoas.

    1. Sem dúvida. Houve muito investimentos no Turismo Rural que com estes fogos duvido que tenham viabilidade.

      Uma miséria.

      Num país como o nosso o combate ao fogo não pode estar no voluntarismo do voluntariado. Por muito nobre que seja.

      Há que criar um Corpo Nacional de Sapadores, Profissionais, Florestais e deixar os voluntários para uma acção de retaguarda.

      A não demissão da Ministra e do Secretário de Estado é insustentável. Ou saem ou penso que o PR lhes irá fazer vida negra

      1. Creio que sim. O voluntariado é muito nobre —e transforma-se demasiadas vezes em sacrifício— mas não é uma força profissional e o combate aos fogos tem de depender de núcleos mais flexíveis em termos de concepção e mais bem apetrechados em termos de engenharia florestal e formas de intervenção nos incêndios.

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