O país em que o Ministro das Finanças, o Primeiro-Ministro e o Presidente da República se enterram num lodaçal que envolve diplomas feitos à medida, normas ditadas pelos advogados do interessado, publicações fora de tempo, compromissos espúrios, negociações por sms, meias-verdades, versões contraditórias, novilíngua, mentiras, conferências de imprensa ridículas, bloqueios institucionais à descoberta da verdade e raspanetes públicos e, no fim, o único que apresenta a demissão é o Matos Correia da Comissão de Inquérito.
Portugal
Rui Rocha,

Explique -me legalmente é possível a uma comissão de inquérito violar a lei quanto ao sigilo das comunicações diz respeito? O que é do âmbito da comissão e dos tribunais? Se existem SMS porque não pedi- los a António Domingues?
Exmº Senhor
Enzen …., etc
O Supremo Tribunal de Justiça de Portugal e além Berlengas autorizou as escutas e SMS….
Nós “suecos” cumprimos escrupulosamente a lei.
Por favor não me responda em código
diplomas feitos à medida, normas ditadas pelos advogados do interessado
Mas isso é sempre assim, e em muitas coisas. Para que é que há (em todos os países, não somente em Portugal) lobbyistas? Por que é que tantos deputados são advogados na sua vida privada? Em todos os países, muitas leis são feitas à medida e ajudadas a redigir pelos advogados dos interessados. Isso já é assim há dezenas de anos, e é assim em muitos outros países mais desenvolvidos que Portugal.
negociações por sms
Como queria que fossem as negociações? Por carta registada com aviso de receção? Em reuniões à porta fechada? Hoje em dia tudo se faz com SMSs, até despedimentos, marcações de consultas, tudo. Qual é o mal de se negociar por SMS?
o único que apresenta a demissão é o Matos Correia da Comissão de Inquérito
Demite-se apenas para chamar a atenção, mais ou menos como uma birrinha de criança. É um menino mimado. Se o papá não lhe dá o que ele quer, ele foge. Não precisava de se demitir para nada, nem o demitir-se acarreta qualquer benefício nem prejuízo – demite-se apenas para chamar a atenção, fazer teatro.
E o microfone do CM, hein? Ninguém faz nada?!…
Que é CM? Será Centeno Mário?
A proporcionalidade de saídas, deve estar de acordo com a percentagem de portugueses que ainda não se habituaram a viver em atascadeiros ou volutabros
Como é simplício tomarmo-nos como asnos. Já é tempo de abrirmos as pestanas enquanto povo inteligente. Deixem-se de palavrinhas toscas e digam a verdade ao povo. Não brinquem com o fogo porque uma queimadura de terceiro grau já não nos causa dor. Alguém disse que não era costume pedir a cabeça dos ministros. Pois não – pediam o corpo todo. Agora vêm umas criaturas dizer que há birra do grupo A ou B? Continuam a enterrar os portugueses a olhos vistos e poucos são aqueles que não querem vir a ser enterrados vivos, como eu.
Remete-me este post para aquele de ontem sobre os partidos políticos.
Toda esta palhaçada só existe, porque existem partidos.
E se é isto condição sine qua non para a democracia, então perdi toda e qualquer capacidade de raciocínio.
Sei que aqueles que pensam impossível a democracia sem partidos são a maioria e sei também que muitos deles são gente honesta e inteligente.
Por isso, só de facto a minha incapacidade intelectual pode inevitável e obstinadamente atormentar-me com questões como estas:
1. No tempo de Churchill, para a maioria das populações, não havia literacia, vias de comunicação, meios de comunicação…, pelo que a célebre tirada dele sobre a democracia representativa fazia todo o sentido; mas agora!…
2. Desde que há sociedades organizadas, todos os regimes políticos foram sendo substituídos por outros, supostamente mais adequados aos tempos e às circunstâncias; por que carga de água a democracia representativa há de ser o Juízo Final?!
3. E, se for mesmo o Juízo Final, que contas prestaremos ao Criador, quando apresentarmos o relatório: 1% da população mundial detém 90% do património mundial; os laboratórios não produzem remédios para o cancro, porque não dão lucro; os representantes do regime arrebanhados pelos ditos partidos, são frequentemente corruptos; grandes multinacionais canibalizam o ambiente e os países do terceiro mundo; os países democráticos arrasam países e populações, como o Iraque, Afeganistão, Líbia… e fazem orgias com as arábias sauditas da vizinhança; fabricam e traficam as armas e o petróleo com quem os pagar, incluindo terroristas que depois massacram as próprias democracias, etc., etc., etc….
Além da estupidez destas questões e muitas outras que poderia apresentar, eu tenho ainda o mau hábito de julgar a árvore pelos seus frutos. E os frutos são esses.
Já sei que vão dizer que a árvore é boa e que os tratadores é que não prestam.
Mas não é isso que todos os regimes fracassados alegam?!
Outros, à falta de melhores argumentos, vão dizer (já disseram) que eu sou ingénuo ou santo, porque, independentemente de tudo, as coisas são assim e não há nada a fazer.
E esse é de facto o melhor argumento, pela simples razão de que, contra ele… não há argumentos.
“perdi toda e qualquer capacidade de raciocínio.” É um facto indiscutível.
“Toda esta palhaçada só existe, porque existem partidos.”
Tem toda a razão, precisamos tanto de Partidos como de pulgas ou percevejos mas, como a maioria só sabe ser pau-mandado, nasce e morre a precisar que alguém lhe diga o que deve fazer, como, onde e até gostar de ser castigado se não cumprir o que os “paizinhos” mandam, vamos ter sempre chico-espertos com Poder, o maior íman para a corrupção.
Ser um adulto responsável pelas suas próprias acções, especialmente, com o tipo de educação que temos, só para aprenderem a regurgitar “conhecimentos”, a serem submissos e a saber seguir ordens é, precisamente, a receita para termos o Mundo que temos, uns com Triliões e o seu séquito de criados e, os restantes, a caminharem, sempre, para governos totalitários que se consideram donos de rebanhos.
Não é por acaso que vou deixando links, uma ténue esperança para que alguns acordem, comecem a usar aquilo com que nasceram (cérebro) e vejam o mesmo que nós e, felizmente, já começamos a ser muitos, só não sei se vamos a tempo de conseguir mudar este caminho, para uma completa “idiocracia”.
https://www.youtube.com/watch?v=SIslqfqW-I Y&t=4s
Freedom in One Lesson – Authority Can’t Exceed Its Source
https://www.youtube.com/watch?v=ZSqBNGxL iAs
Mark Passio – The Cult Of Ultimate Evil – Order-Followers & The Destruction Of The Sacred Feminine
Não vou discutir os sms e outras mentiras do Centeno e Domingues, o que acho é deveras demagógico a demissão de Matos Correia, porquanto só agora este senhor e o seu partido se lembraram da defesa das minorias…é um fartar vilanagem!
Só por curiosidade. É o Rui Mateus, o autêntico? O verdadeiro?
Meu caro, existem mais Rui Mateus…e todos são autênticos.
Ah já percebi, neste post de aldeia fala-se do Gaspar, do Passos Coelho e do Cavaco. Certeiro.
E acrescento as mentiras da Miss Swaps, do irrevogável (um ex-ministro – Santos Pereira falou em crime lesa-pátria), do BPN, dos submarinos e podia continuar o dia inteiro nisto.
Tanta tacanhez e mesquinhice num post tão curto.
E vergonha na puta da cara, não há?
Demissão? Que bando de canalha.
Rui Rocha:
Não seja ingénuo, melhor, não se faça de ingénuo.
«diplomas feitos à medida»
Está a referir-se ao diploma de Manuela Ferreira Leite para que, em 2003 (ou 2004, não sei bem), Paulo Macedo fosse pago pelas regras do sector privado exercendo o cargo de Director-Geral da AT?
E ainda bem, porque os 20 mil euros por mês que recebeu foram compensados pela eficácia que introduziu na AT.
Portanto, há excepções virtuosas, a de Domingues não chegou a mostrar se era, por causa de tricas, demasiados protagonistas para coisa tão pouca e inabilidades de Centeno e de A. Costa de bradar aos céus.
«o único que apresenta a demissão é o Matos Correia da Comissão de Inquérito.»
Tretas, não apresentou demissão nenhuma, isso foi uma nota de rodapé, um mero pró-forma, pôs mas foi mais um pedregulho nesta engrenagem para triturar Centeno e A. Costa, com outras finalidades: deitar o governo abaixo, se possível.
Porquê, porque a realidade está a pôr em causa a razão da política do núcleo central da política do anterior governo: não havia só o caminho da oferta ao preço da uva mijona de tudo o que era público aos amigos privados; nem a austeridade bruta contra os pobres e a vista grossa em relação aos poderosos e suas benesses ilegítimas (às vezes ilegais também).