Por favor, senhores jornalistas


Rui Rocha,

Quando se cruzarem com o Dr. Costa, agora já refeito dos guinchinhos adolescentes que a vitória do Syriza lhe arrancou, ouçam-no com toda a atenção enquanto afirma que a austeridade está a matar a Europa. Mas depois, quando puderem parar de tomar notas nos caderninhos, perguntem ao referido Dr. Costa, se não vos der muito incómodo, qual a sua opinião, se tiver uma, sobre o facto extraordinário de, nos países onde a chamada austeridade tem provocado consequências mais gravosas, as principais vítimas do processo serem os partidos socialistas. Isto é, a parentela política do Dr. Costa. Se quiserem dar como exemplo o PASOK na Grécia e socorrer-se duma sondagenzinha para ajudar a contextualizar a situação em Espanha, podem utilizar os resultados que se seguem. Pode ser? Obrigado, senhores jornalistas.

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0 comentários em “Por favor, senhores jornalistas”

  1. O mundo chegará à conclusão que as ideias sobrepõem-se aos números. O nirvana matemático que hoje se professa e que busca regular as sociedades, que é resultado de uma preguiça intelectual e de interesses que já não são obscuros, é uma concepção da Vida e do Homem que visa encapotar deficiências culturais, educacionais e, mais grave ainda, déspotas interesses.

    Não é estranho, portanto, que o fundamentalismo aritmético se transforme na expressão de uma vaidade que julga poder determinar o sucesso e o fracasso do indivíduo e de uma sociedade.

    Os gráficos são como as cartas dos bruxos que se lançados em momentos diferentes apresentam resultados diferentes. Quero com isto dizer que a veracidade, a existir, é meramente circunstancial e não pode determinar a conduta social e individual.
    Não obstante, ainda que aparentemente contraditório, o único gráfico e a única cartada aritmética que deve ser lida é exactamente o que o número pode determinar na infelicidade das nações.
    http://economico.sapo.pt/noticias/o-problema-da-divida-nao-e-grego-e-mundial_211579.html

    http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=757049

    http://expresso.sapo.pt/regras-tiram-640-mil-das-estatisticas-de-pobreza-em-portugal=f909179

    1. Palavras leva-as o Vento.
      Ó pá, diz que não ligas a sondagens – como eu – muito menos a meeeeeses de eleições.

      Quanto aos gráficos, pareces os outros que chamam-nos (aos gráficos) à conversa, como as estatísticas, se forem para confirmar o que pretendem.

      É isso, não é?

  2. Desde que o Costa subiu ao poleiro do Rato só consegui concluir que é mais manhoso e menos panhonha que o Seguro. Ainda agora foi a Badajoz, falou, falou e não disse nada, tal como não tinha dito na entrevista ao Público.

    Quem não estiver — como eu — perdido de amores pelos que estão no governo bem pode começar a imaginar com antecedência onde irá passar o fim-de-semana das legislativas.

  3. E também podiam perguntar ao Dr. Costa se a eventual vitória do Podemos em Espanha lhe irá provocar muita sastifação.

  4. Há eleições na Grécia e, de acordo com a sua incompreensível natureza, o PS divide-se. Certa ala hoje “marginal”, de Jaime Gama a Vital Moreira, discorda dos delírios do Syriza, enquanto as escolas de pensamento dominantes acham, sabe-se lá porquê, que o futuro de Portugal, da Europa e da humanidade dependem do sucesso do Syriza.

    A questão é: qual Syriza? Os valentes que sonham demolir a hegemonia alemã ou os pelintras que imploram à Alemanha que não os deserde? Os revolucionários que desprezam as obrigações acordadas ou os desgraçadinhos que não conseguem uma reunião com a sra. Merkel? Os pantomineiros que ameaçam sair da UE ou os pobres diabos temerosos que a UE corra com eles?

    Entre as altíssimas figuras socialistas, a única que mostrou perceber em absoluto a contraditória complexidade dos novos senhores gregos foi, sem grande surpresa, o líder António Costa. Em dois ou três dias, esse vibrante indivíduo celebrou a firmeza do Syriza e a “involução” do Syriza, condenou a austeridade e a renegociação da dívida, defendeu o rigor e a irresponsabilidade, admitiu todas as soluções e comprometeu-se com nenhuma, desmontando de uma assentada as más línguas que o davam como o sucessor natural dos monumentos ao vazio que costumam mandar em nós. Nada disso: o génio do dr. Costa é um vazio de outra dimensão e gabarito, talvez só comparável a um buraco negro, uma metáfora e, se não tivermos juízo, um destino.

    Alberto Gonçalves, DN

  5. Concordo com o Costa das 7 Colinas… e com a quintroika do BE

    Temos de bater o pé à Alemanha, que nos explora e subjuga …
    Gritar bem alto: ” Nem mais um contentor pr’a Alemanha”
    “Auto Europa… Fora”

    Basta de aturar as bestas…

    Ás armas, às armas…
    Contra os “alemões”, marchar, marchar!

  6. A vacuidade continuada tem consequências, mesmo em política.
    Quem frequentava feiras(noutros tempos) se lembra que vendedores de banha da cobra que faziam excelentes feiras não duravam mais que uma ou duas épocas- eram regras não escritas mas reais ditadas pelos “mercados” desse tempo .

  7. Jornalistas a fazer perguntas chatas aos do escadote? Eles tem medo que agora venha aí o Costa para as contas.

  8. Os PS’s usaram a Extrema Esquerda como cães de fila contra a chamada “Direita”. Alimentaram-na.

    Agora fica na cama que fizeram.

    Note-se que o mesmo se passa nos EUA com o Partido Democrata ser tomado pela Extrema Esquerda.
    O centro do Marxismo mundial são os EUA.
    Não a China ou a Rússia.

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