Por estes rios acima (51)


Pedro Correia,

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RIO OCREZA

 

Nascente: Serra da Gardunha, a oeste de Castelo Novo

Foz: Rio Tejo, a jusante da barragem do Fratel

Afluente: Ribeiras da Líria, da Pracana, do Alvito, da Sarzedinha

Extensão: cerca de 65 km

 

«Prefiro este rio vivo, primitivo e selvagem, livre de correr modorrento ou apressado ao encontro de outros rios e de outros mares. É certo que o rio já não é o rio que corria na minha infância, porque o tempo e o desleixo arrasaram açudes, peguias e moinhos, mas ainda guarda – e guardará sempre – encantos e surpresas sem fim.»

João Lourenço Roque, Digressões Interiores (jornal Reconquista)

9 comentários em “Por estes rios acima (51)”

  1. Obrigada, Pedro
    Era um belo rio, ainda é em alguns locais. Tantas recordações, tantas. Costumávamos vir cá de férias em Agosto – um pavor, a estrada de Lisboa para cá sempre em obras, a cidade insuportavelmente quente, com falta de água – e depois havia um oásis: o rio Ocreza, que nos permitia momentos de frescura e brincadeiras.
    A primeira vez que o vi no inverno (viemos para o funeral do meu avô) fiquei surpreendida com a força da corrente, que chegava a destruir moinhos.
    Obrigada, mais uma vez.

    1. Um pedido seu, caríssima, a que correspondi com imenso agrado. É verdade que um rio também nos faz soltar recordações. Isso é bom. Sobretudo se temos vários em relação aos quais possamos dizer o mesmo.
      Este é um dos “meus” rios também.

  2. Já que não se pode apreciar a beleza da mulher pois é sexista e misógino , objectivização da mulher segundo a narrativa da elite do jornalismo marxista, publicitário e academico resta-nos apreciar a beleza da natureza não humana… até ao dia em que algum Marxista quiser por de parte um outro competidor Marxista e então para se livrar dele a narrativa passará incluir a objectivização da terra mãe como crime de pensamento…esse Marxista passará num ápice a “Fascista” se não seguir o novo líder…

    ai que coisa mais linda mais cheia de graça…

  3. este rio vivo, primitivo e selvagem

    Não o é. Tem duas barragens no seu curso, uma muito perto da nascente, outra muito perto da foz.

    1. É, sim, conheço zonas por onde serpenteia veloz, furioso. Sucede que é necessária chuva mais do que o impedimento das barragens que menciona…

      Falo dele desta forma por ser, de todos os rios, o meu vizinho mais próximo.

        1. mais meia hora de conversa e descobrimos que somos todos primos: eu, o o Pedro, a Susana, o Tó-Quim, o Luís, o Cabrita, quem sabe, até o ‘snippper’ aka jpt 😀

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