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RIO CAIA
Nascente: Serra de São Mamede, concelho de Portalegre
Foz: Rio Guadiana, em Santo Ildefonso, no concelho de Elvas
Afluentes: Ribeiras de Arronches e de Algalé
Extensão: cerca de 70 km
«Concebi o livro, uma tarde, em casa de uma senhora, estando só com ela; ela tocava ao piano a gavotte favorita de Marie Antoinette – e eu, ao pé do lume, acariciava um cão. De repente, sem motivo, sem provocação – lembrou-me, ou antes flamejou-me, através da ideia todo esse livro tal qual o descrevo: singular, não? Fiquei aterrado: supus ser um bom pressentimento, ou uma visão. Depois a minha segunda exclamação mental foi esta: – Que escândalo no País! Você conhece-me e está daí a ver que me despedi da senhora, e vim para casa lançar o esboço do escândalo para o País. E simplesmente o que eu quero fazer é dar um grande choque eléctrico ao enorme porco adormecido (refiro-me à Pátria).»
Eça de Queiróz, em carta a Ramalho Ortigão, de 10 de Novembro de 1878, referindo-se à génese da sua projectada obra A Batalha do Caia.
(Em Dicionário de Eça Queiroz, verbete ‘A Batalha do Caia’)

A primeira foto é mesmo de postal ilustrado: linda!
Mas o texto do Eça, mais propriamente a palavra gavotte, trouxe-me à lembrança o “You’re so Vain” da Carly Simon:
“…You had one eye in the mirror
As you watched youself gavotte…”
E seria mesmo para o Warren Beatty?
Eis a questão!
Outra questão (não menos importante) – afinal qual é a gavotte preferida da Marie-Antoinette?

Era o Beatty, era. Houve versões apócrifas, que apontavam para outros – incluindo o Bill Clinton.
Mas o visado era o tal canastrão. Elas “caíam” sempre nos braços dele.
É um dos inconvenientes de envelhecer, geralmente vira-se canastrão.

Do que o James Dean se livrou…
Eheh. Para mim, sempre foi canastrão. Uma espécie de Tom Cruise daquele tempo. Embora com bastante mais sucesso entre as mulheres.
Eheheh, o tal de Cruise não me diz nada, mas confesso que o Beatty de “Splendor in the Grass”, Heaven can Wait” e “Reds” deixou marca.

Aliás, também gostei imenso das actrizes desses 3 filmes: Natalie Wood, Julie Christie e Diane Keaton, se não me engano.
Havia algum actor nesses filmes? Só reparei nas actrizes…
Ui, que mauzinho, Pedro. Havia um actor (lindo de morrer
) e muito premiado, e também havia um realizador, que por acaso até recebeu 12 nomeações para o Reds e ganhou o Óscar de melhor realizador.

Com o Heaven can wait “apenas” recebeu 9 nomeações…
Realizador que tão bem dirigiu as actrizes em que o Pedro reparou, todas elas Belles Toujours, sem dúvida!
E agora aqui ficam as minhas desculpas por me ter desviado do Caia e ter navegado por águas cinematográficas.
Sinta-se à vontade. As conversas são como os rios: têm afluentes.
Bom, este post traz uma novidade, não há texto alusivo ao rio, mas um outro de tema não menos saliente. A inspiração afinal existe e chega sem aviso :).
Não resisti, Bea. Achei o texto delicioso.
Belos banhos que tomei na barragem do Caia (a poucos quilómetros de Campo Maior). Acampei lá em selvagem. Mas foi há muitos anos, atualmente não sei como está.
Estará melhor do que no tempo do Eça?