Feitas as contas, assim por alto, e tirando José Sócrates, que não conta para esse campeonato, só ficam a faltar Jorge Jesus, a senhora dos pastéis de bacalhau e ele próprio. Talvez a D. Maria possa tratar disso de maneira a que cerimónia tenha lugar antes de 9 de Março. Sempre seriam menos três para as preocupações do Presidente eleito.
Por alto
Sérgio de Almeida Correia,


De facto, é incompreensivel aparecer Lurdes Rodrigues, um dos cromos tamanho poster da Socretinada da Bancarrota, a barriga de aluguer de tanto mal-parido da odierna chusma da gerigonça do xuxa Costa que anda arrastar a nação mais uma vez para o estender de mão fora de portas com aqueles vendedores d’água sem caneco.
Mas Cavaco Silva,provavelmente o mais notável servidor e homem de Estado da Nação desde o 25 de Abril, também também se pode enganar…
Lá voltamos nós ao fact-check…
No Observador:
António Ramalho Eanes quis ser generoso quando o país dava os primeiros passos em liberdade. Aníbal Cavaco Silva seguiu-lhe os passos, mas tem sido o mais contido na hora de condecorar. Mário Soares quebrou todos os recordes entre os quatro Presidentes da República eleitos no pós-25 de abril. Mas foi Jorge Sampaio quem ficou conhecido como “rei das medalhas”, epíteto que lhe chegou a valer em 2006 uma manchete no extinto jornal 24 Horas – “Sampaio está a acabar com as medalhas a este homem. As condecorações encomendadas pela Presidência estão a entupir a oficina de Francisco Barreiro”.
Fact check? Eu bem digo, o Sérgio ouve uma coisas e vem logo a correr disparar em rajada… depois dá nisto. É uma pena.
O problema deve ser mesmo o número. Veja lá que nunca tinha reparado.
Já percebi que enquanto não for ultrapassado o número das que os outros cavalheiros entregaram está tudo bem. É uma ideia excelente para o Presidente eleito poder seguir. Pode ser que ele assim possa começar pelos roupeiros da equipa “B” de futebol do Sporting de Braga. Quando começarem a faltar as medalhas, e antes que a fábrica dê de si, logo refina o critério.
Mas olhe que um dia a contabilidade terá ser feita de maneira a abranger a discriminação por Presidente e por “seita” (nalguns casos será mais por “gangue”). Quem sabe se o Observador, ou um sucedâneo do “extinto jornal 24 Horas” (nesse país as boas fontes nunca são levadas a sério e extinguem-se), não quererá pegar nisso?
Eu diria que é um dos mais formalistas e imobilistas e, portanto, um dos mais reacionários, a tentar segurar pelas pontas um regime económico-político agonizante.